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[livro] O mal-estar do dominante: agradecimento aos apoios

Pessoas da Terra, amizades e compas.
Entre os meses de Abril e Julho de 2019 nos movimentamos para buscar recursos capazes de construir boa distribuição gratuita do exemplar impresso do livro “O mal-estar do dominante”. Um título que consideramos de muita relevância ao catálogo da Monstro dos Mares por abarcar em sua proposta aspectos que fazemos questão de elencar ainda que brevemente.

Método: a autora busca em sua metodologia ouvir (e estudar) a voz de personagens que por muitas vezes nos escapam aos sentidos, ficando sua interpretação restrita à generalização apressada e ao senso comum. O homem branco, cis, hétero é o objeto desse estudo que busca compreender as origens de sua falta de empatia.

Forma: É raro, não, raríssimo entrarmos em contato com um “ensaio enquanto tese”. Não é comum, nem sempre é aceito, muitas vezes se perdem na origem. A universidade tem seus ritos e nem sempre é possível romper com as formas do estabelecido. A autora nos apresenta o ensaio em primeira pessoa que deu origem à sua tese, que mesmo não sendo aceito entre os muros do conhecimento dominante, foi recebido nesta editora de braços abertos e fazemos muito gosto de sua ampla divulgação.

Em momentos tão difíceis de nossa sociedade, onde o preconceito, o patriarcado, a falta de amor e empatia causam estragos praticamente irreversíveis nas relações entre as pessoas, esse livro traz unidade, senso de cooperação e amor por tudo que acreditamos e por tudo que fazemos para combater as pequenas e as grandes opressões cotidianas.

Esse livro só foi possível graças à colaboração e solidariedade de pessoas que voluntariamente contribuíram no Catarse com recursos financeiros, transformando o projeto em realidade. Agradecemos imensamente as colaborações de:

  • Adail Sobral
  • Barbara Iansa de Lima Barroso
  • Bêh Arsênio
  • Camilo Skrok
  • Carolina Fernandes
  • Clara Silveira
  • Claudia Mayer
  • Cristina Zanella
  • Emily Vasconcellos
  • Fabiane Lettnin
  • Janaina WH
  • Leonardo Morales Ferreira
  • Lucas Alves
  • Luci Mari Leite Jorge
  • Patrícia dos Santos Quintana
  • Rafael Kimura
  • Régis Garcia
  • Rochele Souza Barbosa
  • Tiago Jaime Machado
  • Trober
  • Apoiadores e apoiadoras que optaram pelo anonimato

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[zine] Como se opor ao fascismo na cena do metal extremo

Muitas vezes a cena extrema / black metal não tem sido o local mais acolhedor para pessoas não brancas e / ou LGBTQIA. Essas pessoas gostariam de ir a shows de black metal e fazer parte da cena, mas muitas vezes não se sentem seguras pela presença consistente de racistas em shows e festivais. A forte presença de racistas no Black Metal chegou a produzir um subgênero completamente novo e autônomo: o infame NSBM (NS), ou National Socialist Black Metal.

O Red & Anarchist Black Metal, um blog de música extrema, publicou recentemente um guia básico para camaradas e compas antifascitas na busca de apagar esses fachos da cena. Rapidamente o material está recebendo traduções e versões em diversos idiomas. Resolvemos realizar nossa contribuição para amizades do Brasil e Portugal.

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Boa leitura!
FCK NZS!

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Olá Compas! Manifesto anarquista e outros escritos

Olá Compas! Manifesto anarquista e outros escritos
Jesús Lizano
Tradução e apresentação de Jonas Dornelles
Revisão e preparação de Claudia Mayer e Lívia Segadilha
Editora Monstro dos Mares
ISBN 978-85-68845-08-0
68 páginas

A obra que temos a seguir é o apogeu de uma longa experiência libertária, como buscou seu autor, o poeta e filósofo espanhol Jesús Lizano. Escritas de maneira enganadoramente simples, num tom próximo ao bate-papo, as ideias contidas neste manifesto representam a síntese das propostas lizanistas. Sua experiência se refletiu e encarnou em suas poesias, ensaios, manifestos. E, principalmente, em sua maneira de ser. Lizano era antes de tudo um quixotesco libertário na luta pela Acracia.

Nascido em 1931, seus textos vieram à luz sob várias assinaturas, tais como Coletivo Jesús Lizano ou Engenhoso Libertário Lizanote da Acracia, e afirmou sempre que sua vida era vivida dentro dessas multiplicidades. Licenciado em Filosofia, sua “aventura humana”, dizia, foi a de um cristianismo herdado, passando pelo existencialismo nos anos 50, pelo marxismo humanista, para então desaguar no anarquismo da Confederación Nacional del Trabajo (CNT) e dos Ateneos Libertarios nos anos 70. Nesse meio tempo, deu luz a uma vasta produção, escrevendo ao longo de décadas uma volumosa obra, cuja publicação póstuma ultrapassa o milhar de páginas.

Neste livro, buscamos uma alternativa à marcação binária de gênero da heteronormatividade que utilizasse os recursos disponíveis na própria língua para não reproduzirmos a prevalência do gênero masculino sobre as outras possibilidades de se vivenciar os corpos. Nesse processo, tentamos também buscar alternativas ao capacitismo de softwares de conversão texto-para-voz que não reconhecem quando são usados “x” ou “@”. Percebemos também que muitas vezes Lizano problematiza o binário masculino/feminino (quando faz referência, por exemplo, a trabalhos construídos como masculinos e aqueles construídos como femininos). Neutralizar o gênero nessas problematizações seria invisibilizar importantes questões que Lizano discute. Por tudo isso, escolhemos reescrever muitos trechos – um trabalho que, esperamos, venha a contribuir com a construção do imaginário não sexista, não racista e não capacitista que almejamos.

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Cibernética, Anarquismo e auto-organização

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LANÇAMENTO: Cibernética, Anarquismo e auto-organização John Duda Tradução de Felipe Drago 32 páginas O renascimento e a reinvenção da teoria anarquista na segunda metade do século XX partilhou sua fase conceitual com o aparecimento da cibernética. Tendo em consideração as obras de Sam Dolgoff, John McEwan, Gray Walter, Paul Goodman e Gregory Bateson, entre outros, destaco alguns momentos-chave em que os novos conceitos científicos de sistemas, causalidade circular e auto-organização, encontraram seus caminhos em direção à teoria antiautoritária. Ao desenredar as múltiplas vertentes deste complicado encontro entre o anarquismo e a ciência do século XX, podemos entender melhor a genealogia das noções contemporâneas em torno da auto-organização, das redes e do horizontalismo, assim como evitar algumas das armadilhas enfrentadas pela geração anterior, encontrando, assim, inspiração em algumas das vias oferecidas por esta interseção ainda não totalmente explorada. www.monstrodosmares.com.br

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Cibernética, Anarquismo e auto-organização
John Duda
Tradução de Felipe Drago
32 páginas

O renascimento e a reinvenção da teoria anarquista na segunda metade do século XX partilhou sua fase conceitual com o aparecimento da cibernética. Tendo em consideração as obras de Sam Dolgoff, John McEwan, Gray Walter, Paul Goodman e Gregory Bateson, entre outros, destaco alguns momentos-chave em que os novos conceitos científicos de sistemas, causalidade circular e auto-organização, encontraram seus caminhos em direção à teoria antiautoritária. Ao desenredar as múltiplas vertentes deste complicado encontro entre o anarquismo e a ciência do século XX, podemos entender melhor a genealogia das noções contemporâneas em torno da auto-organização, das redes e do horizontalismo, assim como evitar algumas das armadilhas enfrentadas pela geração anterior, encontrando, assim, inspiração em algumas das vias oferecidas por esta interseção ainda não totalmente explorada.

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Geografias Subterrâneas

Geografias Subterrâneas:
Para ensinar uma prática geográfica nas trincheiras da anarquia

José Vandério Cirqueira

A palavra geografia guarda uma densidade de histórias não oficiais, relacionadas a produções, resistências e disputas por espaço no campo do saber oficial. Permanece, assim, seu significado gênico como reflexão do mundo, sua função de mantenedora das relações dos sujeitos, sua condição de determinação da existência e da transformação das relações sociais e dos espaços geográficos. E o resultado secreto existente entre um recorte espacial e outro, margeado e costurado pela dinâmica dos sistemas de objetos e de ações, material e simbolicamente, é o tesouro que nós piratas devemos procurar, navegando por águas desconhecidas e territórios selvagens, sem a preocupação com as fronteiras constitucionalmente estabelecidas.

100 páginas
Capa em papel Kraft 200gr.
ISBN 978-85-68845-09-7

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Veganarquismo 2ª Edição

Veganarquismo 2ª Edição
Libertação Animal e Revolução Social:
Uma perspectiva vegana do anarquismo ou uma perspectiva anarquista do veganismo
Brian A. Dominick

Embora a teoria da libertação animal e o ativismo poucas vezes sejam bem-vindos ou considerados sérios pela esquerda dominante, muitos anarquistas já começaram a reconhecer sua legitimidade, não apenas como uma causa válida, mas como um aspecto integral e indispensável da teoria radical e da prática revolucionária. Enquanto a maioria das pessoas que se declaram anarquistas ainda não adotaram a libertação animal e seu correspondente estilo de vida – o veganismo – um número crescente de jovens anarquistas estão adotando pensamentos ecologistas e de inclusão-animal como parte de suas práticas gerais.

40 páginas, capa em papel Kraft de 200gr.

Novidades da 2ª edição:

  • Nova diagramação
  • Nova tradução
  • Neutralização da marcação binária de gênero no texto

Goodreads

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Escritos Afugentáveis I – O educador mercenário: Para uma crítica radical das escolas da democracia Pedro García Olivo, tradução de Paulo Marques

Escritos Afugentáveis I – O educador mercenário: Para uma crítica radical das escolas da democracia. Pedro García Olivo, tradução de Paulo Marques.
128 páginas
Capa em papel Vergê azul de 180gr.

Educação Libertária é possível?

O que é “Educação” para que seja possível adjetivá-la? Uma educação pode ser denominada educação se não for libertária? Uma educação libertária requer professores libertários? Quem seriam? Prescinde de professor? Por que a Educação Libertária é aceita nos espaços institucionais se ela se pretende anti-sistema?

Altura: 21.00 cm
Largura: 14.00 cm
Comprimento: 0.60 cm
Peso: 120 g

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Saindo das sombras dos pinheirais: Mulheres na Guerra do Contestado

Saindo das sombras dos pinheirais: Mulheres na Guerra do Contestado
Aristides Leo Pardo (Prefácio de Claudia Mayer)
54 pág.
ISBN 978-85-68845-05-9

Somando-se à história do centenário desse conflito que mudou o mapa brasileiro, este livro apresenta um debate sobre o papel das mulheres na Guerra do Contestado.

Através de análise bibliográfica e do filme Guerra dos Pelados de Sylvio Back (1970), aborda-se questões de gênero e redescobre-se protagonistas da história que só agora começam a sair das sombras dos pinheirais.

  • Altura: 14.00 cm
  • Largura: 10.00 cm
  • Comprimento: 0.30 cm
  • Peso: 60 g
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Pixação: a arte em cima do muro

A pichação é uma forma de escrita presente em grande parte dos muros e prédios dos centros urbanos brasileiros, um fenômeno que incomoda muitas pessoas, inclusive as autoridades públicas, por se apresentar como uma expressão de estética marginal, ilegível para a maioria.

“A obra Pixação: A arte em cima do muro mostra claramente que o PIXO é mais do que uma manifestação humana, e sim, no âmbito sociológico, uma manifestação de classe, pois esta arte tem acima do contexto artístico um cunho social politico. É um grito que se estampa nos prédios, ruas e monumentos das cidades, com o foco de mostrar que a rua e a arte é um órgão vivo e não pode ser manipulado pela minoria.

O autor deixa claro que a pixação evolui conforme a conjuntura social, mesmo esta arte estando já fixada na estrutura social historicamente falando. Uma obra que impacta o leitor e provoca-o a conhecer esta atmosfera alternativa. Uma atmosfera que reage com um contexto mutável, por isso esta arte marginalizada se torna um grito provocativo da margem. A obra explana o quanto ainda esta arte contemporânea é mal compreendida devido os rótulos que a mesma recebe pela classe dominante, ou seja, por mais que exista uma resistência, vivemos uma ditadura onde a democracia se torna uma grande utopia.”


Sobre o autor:
Luiz Henrique Pereira Nascimento (o Luiz Karioka)
Luiz H. P. Nascimento, mais conhecido como Luiz Karioka, é filósofo, ativista social, professor e artista. Durante muitos anos trabalhou como redator publicitário, mas hoje se dedica exclusivamente à filosofia, à educação e ao ativismo. Levando a filosofia para as ruas, desenvolveu um olhar crítico sobre a violência física e estética das cidades. Passou três anos pesquisando sobre o universo da pichação, fazendo uma imersão no Movimento Pixo. O autor não pretende ser um porta-voz do movimento, muito menos moralizá-lo. Segundo ele, um dos principais objetivos deste livro é colocar as cartas na mesa para elevar o nível dos debates feitos acerca da pichação, da arte e da propriedade privada na sociedade capitalista.


Resenhas:

Entrevistas:
Gustavo Totáro

Citações acadêmicas

Goodreads

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História de Direitos Negados: memórias dos atingidos de Acauã

Com a construção da barragem de Acauã em 1999, no estado da Paraíba, a população da região alagada foi compulsoriamente deslocada e passou a conviver com transformações nas estruturas físicas de suas comunidades e em seu modo de viver. Os relatos orais dos homens e mulheres da região e a organização do movimento dos atingidos pela barragem são exemplos de uma resistência possível, formada por narrativas e memórias violadas pelo projeto de desenvolvimento que modificou a condição de ser de muitas pessoas.

Sobre o Autor:
Emeson Tavares da Silva é historiador e cientista social, Mestre em História, Poder e Práticas Sociais e Doutor em História Social. Professor do colegiado do curso de Filosofia da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) e da Escola Superior de Aviação Civil (ESAC). Desenvolve pesquisa na área de Trabalho, Movimentos Sociais, Memórias, Cidades, Pós-Modernidade e Formação de Professores.

História de Direitos Negados: memórias dos atingidos de Acauã
Emeson Tavares da Silva
Editora Monstro dos Mares
ISBN: 978-85-68845-07-3
Edição artesanal, 172 páginas, capa em papel vergê na cor palha.