Olá Compas!

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Olá Compas! Manifesto anarquista e outros escritos
Jesús Lizano
Tradução e apresentação de Jonas Dornelles
Revisão e preparação de Claudia Mayer e Lívia Segadilha
Editora Monstro dos Mares
ISBN 978-85-68845-08-0
68 páginas

A obra que temos a seguir é o apogeu de uma longa experiência libertária, como buscou seu autor, o poeta e filósofo espanhol Jesús Lizano. Escritas de maneira en- ganadoramente simples, num tom próximo ao bate-papo, as ideias contidas neste manifesto representam a sínte- se das propostas lizanistas. Sua experiência se refletiu e encarnou em suas poesias, ensaios, manifestos. E, prin- cipalmente, em sua maneira de ser. Lizano era antes de tudo um quixotesco libertário na luta pela Acracia.

Nascido em 1931, seus textos vieram à luz sob vá- rias assinaturas, tais como Coletivo Jesús Lizano ou En- genhoso Libertário Lizanote da Acracia, e afirmou sem- pre que sua vida era vivida dentro dessas multiplicidades. Licenciado em Filosofia, sua “aventura humana”, dizia, foi a de um cristianismo herdado, passando pelo existen- cialismo nos anos 50, pelo marxismo humanista, para en- tão desaguar no anarquismo da Confederación Nacional del Trabajo (CNT) e dos Ateneos Libertarios nos anos 70. Nesse meio tempo, deu luz a uma vasta produção, escre- vendo ao longo de décadas uma volumosa obra, cuja pu- blicação póstuma ultrapassa o milhar de páginas.

Neste livro, buscamos uma alternativa à marca- ção binária de gênero da heteronormatividade que uti- lizasse os recursos disponíveis na própria língua para não reproduzirmos a prevalência do gênero masculino sobre as outras possibilidades de se vivenciar os cor- pos. Nesse processo, tentamos também buscar alterna- tivas ao capacitismo de softwares de conversão texto- -para-voz que não reconhecem quando são usados “x” ou “@”. Percebemos também que muitas vezes Lizano problematiza o binário masculino/feminino (quando faz referência, por exemplo, a trabalhos construídos como masculinos e aqueles construídos como femi- ninos). Neutralizar o gênero nessas problematizações seria invisibilizar importantes questões que Lizano discute. Por tudo isso, escolhemos reescrever muitos trechos – um trabalho que, esperamos, venha a contri- buir com a construção do imaginário não sexista, não racista e não capacitista que almejamos.