A educação vitimada

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A melhor maneira de aprofundar a crítica do sistema oficial de ensino mexicano consiste em apresentar a formação autóctone que, desde a implantação das escolas no alvorecer do século XX, se pretende menosprezar, caracterizando-a como a sua competidora tradicional: a educação comunitária indígena.

A educação vitimada – aproximação, desde uma alteridade irreparável, a educação comunitária indígena
Pedro Garcia Olivo
Tradução de Paulo Marques
20 páginas

A melhor maneira de aprofundar a crítica do sistema oficial de ensino mexicano consiste em apresentar a formação autóctone que, desde a implantação das escolas no alvorecer do século XX, se pretende menosprezar, caracterizando-a como a sua competidora tradicional: a educação comunitária indígena. Não é simples falar dela, pois, em razão de sua “informalidade”, de sua não-institucionalização, aparece como um
objeto criado a posteriori, com fins expositivos.

As populações das comunidades indígenas não contavam com um “aparato educativo” definido, dentro do qual se dera uma repartição das funções, encontrado localmente, estruturado em seus objetivos, etc. Todos estes conceitos pertencem a lógica escolar… Provavelmente, em nenhuma língua indígena existe uma
expressão particular para aludir a esses processos de elaboração e transmissão cultural. Em certo sentido, a “educação comunitária indígena” foi nós que criamos, nós a inventamos para ‘encerrar’ conceitualmente o conjunto heterogêneo, amplo, difuso, de práticas sociais, de formas de interação, de processos de intercambio, em ocasiões superpostas, inter-relacionados, do que faziam de fato para a socialização dos jovens e a transmissão da cultura.

Peso 15 g
Dimensões 1 × 10 × 14 cm

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