Anarquismo e pedagogia queer

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Um vírus no sistema, destruindo dados lucrativos que sustentam o capitalismo, infectando as estruturas da normatividade sexual e de gênero, disseminando contrariedades e incômodos entre aquelxs que caminham nas zonas confortáveis das hegemonias. Como se riscasse uma parede de vidro e habitasse entre as fendas, o movimento Gay Shame surge em junho de 1998 na cidade de Nova York (Estados Unidos) nos anseios libertários, autogestionados e cooperativos de uma proposta anarco-queer, visando combater a supremacia branca, o capitalismo, o poder, a polícia, o colonialismo e todas as formas de dominação.

Em meio a um conservadorismo extremamente aliançado à brutalidade policial, à política de gentrificação de Rudolph Giuliani, Prefeito de Nova York (1994-2002), à demolição de jardins comunitários em função da construção de moradias de luxo, ao policiamento dos espaços sexuais públicos e privados, ao fechamento de sex shops na cidade e à prisão em massa de profissionais do sexo, a “Vergonha Gay” (tradução livre de Gay Shame) emerge como uma alternativa radical a estas políticas reacionárias, inclusive, apoiadas por proprietárixs de estabelecimentos LGBTQI+. Entrelaçado com ideais burgueses, capitalistas e calcado na higienização da comunidade gay e lésbica, o empresariado local ansiava em transformar a cidade de Nova York em um lugar mais apropriado para xs turistas, afastando, portanto, todxs xs sujeitxs indesejadxs, sujxs, inadequadxs, que historicamente ocupavam os espaços com arte, desejos e sexo.

Anarquismo e pedagogia queer: o movimento Gay Shame como vírus no sistema
Alcidesio Oliveira da Silva Junior
Monstro dos Mares
ISBN: 978-65-86008-12-8
36 páginas

Como citar:
SILVA JUNIOR, Alcidesio Oliveira da. Anarquismo e pedagogia queer: o movimento Gay Shame como vírus no sistema. Ponta Grossa: Monstro dos Mares, Março, 2021.

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