Carta aberta aos que condenam as pilhagens

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A pilhagem é necessariamente colectiva: pondo de lado as fantasias de um Rambo proletário, não é um esforço individual. É uma horda de pessoas que levam tudo, porque nela está implícita também a natureza total do roubo.

A pilhagem é necessariamente colectiva: pondo de lado as fantasias de um Rambo proletário, não é um esforço individual. É uma horda de pessoas que levam tudo, porque nela está implícita também a natureza total do roubo. Sem táctica, sem mil e um cuidados, sem dissimulação. É um momento de abandono total, que se define pelo facto de tratar tudo aquilo com que se entra em contacto como estando à mão de semear. Pilhar, ou saquear. O verbo saquear é apenas uma versão do substantivo saque, que significa “ganhos ilícitos”, isto é “propriedade roubada”. E isto aplica-se à relação que a pilhagem tem com as lojas, as ruas, a cidade e o mundo em que se desenrola: vê tudo isso já enquanto saque, a propriedade como roubo, guardada, protegida atrás de vidro e aço.

Carta aberta aos que condenam as pilhagens
Evan Calder Williams
Edições Antipáticas
28 páginas

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