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[vídeo] macetes: posição dos grampos

A partir de agora vamos publicar vídeos apresentando alguns macetes, tutoriais e dicas sobre os processos que utilizamos para fazer livros e zines na Editora Monstro dos Mares.

Neste pequeno vídeo apresentamos o macete para escolher a posição onde ficam os grampos nos fanzines que fazemos. Basicamente a ideia consiste em escolher pontos de referência na arte da capa para grampear sempre na mesma posição (mais ou menos). Desta forma é possível determinar um padrão e obter uma apresentação melhor dos zines quando expostos na banquinha. Fácil!

Pessoas que fazem parte de nossa Rede de Apoio no Catarse tem acesso aos vídeos com 10 dias de antecedência até que o material seja disponibilizado no Blog e no Youtube.

A Editora Monstro dos Mares precisa da sua ajuda para continuar, contribua com a Rede de Apoio no Catarse e receba materiais impressos em sua casa.

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Modelo editorial colaborativo: uma forma coletiva de fazer e distribuir livros

Sim! existem muitas pessoas que sabem e gostam encadernar livros, e também muitos escritores interessados em público. Nosso único desejo é de criar uma forma de intercâmbio entre estas pessoas, e se possível entre elas e os leitores.

Uma editora colaborativa como a Monstro dos Mares é um conceito, não uma instituição. Assim, não existe apenas uma única forma para fazê-la existir. A ideia básica é que os escritores criem conteúdo, repassem para os encadernadores, e estes, confeccionem o livro-objeto de forma artesanal, que em breve estará nas mãos dos leitores. Basta então tornar possível esta união, mais ou menos assim:

  • Que o leitor possa solicitar os livros que quer ler, pagando um preço justo por ele.
  • Que o encadernador tenha acesso à obra do autor, de forma que possa imprimi-la e enviá-la ao leitor, recebendo sua parte pelo trabalho exercido.
  • Que autor e encadernador possam criar uma relação de cooperação, onde o autor escreve e envia seus livros para os encadernadores, e recebe sua parte devida.

O processo é simples: depois de definida a edição, a Monstro dos Mares recebe do autor o texto no formato bruto, imprime, encaderna e envia aos pontos de venda. Quando vendidos, o montante dos recursos conquistados são repartido entre vendedor, autor, editora e fundo de lançamento de novas publicações.

Confecção artesanal de livros

A encadernação de um livro, no formato tradicional, pode ser feita simplesmente prendendo as folhas e passando cola. O material pode ser impresso por computador, ou simplesmente a partir de tradicionais fotocópias. O procedimento é simples:

  1. O autor cria o conteúdo
  2. O texto é editado utilizando um processador de texto comum ou software de editoração eletrônica
  3. O material é impresso
  4. As folhas são cortadas, usando uma tesoura, estilete e régua ou guilhotina
  5. As páginas são coladas ou costuradas
  6. A capa é anexada ao conjunto
  7. Registra-se com um carimbo o número do exemplar

O custo é acessível, pois o maquinário varia de uma tesoura a um computador com impressora. O mais importante é que neste método o custo por exemplar é “plano”, ou seja, tanto faz um ou um milhão de exemplares, que o custo final é o mesmo. Desta forma, pode-se criar livro a livro, dando margem para extrema personalização do material.

Vantagens de um modelo distribuído

Já que os livros são feitos um a um, existem diversas vantagens neste modelo:

  • Há necessidade de estoque é mínima, com pouco risco de encalhe, pois a produção pode ser feita conforme uma demanda.
  • Alta personalização do exemplar
  • Baixo investimento
  • Já que o risco é baixo o custo torna-se acessível, ou seja: livros mais baratos
  • Modelo mais inclusivo de produção intelectual
  • Os participantes estão junto da comunidade (moram onde comercializam), fazem parte dela e sabem quais suas necessidades, podendo supri-la em termos de informação

Criar, manter e ampliar uma editora artesanal é simples, nós estamos dando o pontapé inicial na Monstro dos Mares, mas você pode pegar essas ideias e começar a sua cooperativa de trabalho, editora doméstica, artesanal ou mesmo se juntar a nós. Vamos em frente!

¡A Las Barricadas!
Inspirado no artigo publicado no CMI