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Caixa Postal: interc√Ęmbio de materiais com Imprensa Marginal

Ao encontrar materiais anarquistas em banquinhas em algum festival ou evento, √© bem poss√≠vel que voc√™ encontre algumas publica√ß√Ķes da Imprensa Marginal. Afinal, o grupo anarcopunk produz livros e zines sobre anarquismo, punk, feminismo, antifascismo e outros temas relacionados √†s lutas sociais desde 2005. Essa galera bota material em circula√ß√£o seguindo a pr√°tica do fa√ßa-voc√™-mesma.

Encontramos com uma das pessoas que toca esse bonde em Porto Alegre em 2015 e recentemente trocamos algumas mensagens sobre os processos de produ√ß√£o que a Imprensa Marginal e a Monstro dos Mares utilizam. Rolou um interc√Ęmbio bacana de informa√ß√Ķes e publica√ß√Ķes. Recebemos uma caixona com exemplares dos t√≠tulos do grupo e enviamos um pacote com alguns de nossos livros e zines.

Estamos felizes em trocar materiais com a Imprensa Marginal, uma referência na divulgação de materiais libertários, editora e distro.Valeu! Todos os materiais serão distribuídos gratuitamente entre as pessoas que participam de nossa Rede de Apoio, singularidades, coletivos e movimentos.

Se você ou seu coletivo tiver interesse em intercambiar materiais conosco, entre em contato pelo e-mail editora@monstrodosmares.com.br

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Morte em Espiral na caixa postal

Manter uma caixa postal é estar sempre com a curiosidade sobre o que pode haver atrás daquela portinha de lata. Geralmente são encomendas de papéis de capa, tinta e insumos para fazermos livros. Eventualmente aparece um envelope com livros e zines de pessoas que carinhosamente curtem nosso trampo e fazem essa troca de materiais.

No pacote vieram três zines e um adesivo de @morte_em_espiral, ficamos felizes em receber e trocar materiais com pessoas que produzem uma cultura livre e independente. Escreva para nós!

Monstro dos Mares
Caixa Postal 1560
Ponta Grossa ‚Äď PR
84071-981

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Reinven√ß√Ķes do R√°dio: Tecnologia, Educa√ß√£o e Participa√ß√£o

Dentro de uma caixa postal cabem mundos inteiros que podem ser compartilhados. Chegar na ag√™ncia dos Correios, dar boa tarde ao pessoal do atendimento, girar aquela chavinha min√ļscula e comemorar que chegou um pacote inesperado.

Aquela letra com caneta, num pacote cheio de fita e jornal ‚Äď pensei ‚Äď um punk visitou o carteiro! De fato, ao ver o outro lado dizia que aquele br√≥der enviou o livro para nosso rol√™. Foi legal abrir e perceber que vieram dois livros e no mesmo momento j√° pensei em amizades do Programa R√°dio Rebelde da 87.9Mhz FM Comunit√°ria de Porto Uni√£o, nos tempos de R√°dio Tarrafa 104.7 FM Livre de Desterro e da muito saudosa R√°dio Caruncho 88.7 FM Livre de Cachoeira do Sul.

O enfrentamento ao latif√ļndio do espectro sonoro brasileiro √© uma luta constante de manos, minas e monas autonomistas e de movimentos sociais no pa√≠s inteiro. Tem muita gente bacana puxando essa luta pela democratiza√ß√£o do acesso √† informa√ß√£o, fazendo do microfone um meio de transforma√ß√£o da vida, pois ‚Äúusar‚ÄĚ as ondas do r√°dio n√£o se trata somente de apertar alguns bot√Ķes, preparar algumas vinhetas e falar. Tocar uma r√°dio, seja ela livre ou comunit√°ria requer organiza√ß√£o, luta e participa√ß√£o.

Ao subir a antena, ainda que com transmissores de baix√≠ssima pot√™ncia frente aos ‚Äúcanh√Ķes‚ÄĚ das r√°dios corporativas, as pessoas est√£o fazendo muito mais do que simplesmente colocar uma r√°dio ‚Äúno ar‚ÄĚ, elas est√£o fazendo a√ß√£o-direta contra tudo que est√° posto no mundo. Ao decidir e participar coletivamente das tomadas de decis√£o, ao construir e compartilhar princ√≠pios, quem faz a r√°dio s√£o as pr√≥prias pessoas das comunidades que s√£o diretamente impactadas por elas. √Č no ch√£o da ocupa, na escola, no rol√™ pela moradia, no assentamento e em cada espa√ßo de resist√™ncia √© que se faz a r√°dio: abrindo espa√ßo para coletivos, movimentos e pessoas, quebrando com o modo ‚Äúcomercial‚ÄĚ de se fazer r√°dio.

√Č na r√°dio livre e na comunit√°ria que voc√™ ouve a companheirada falando abertamente sobre os problemas do grande capital e como isso tudo afeta a vida no planeta. Lutas contra os transg√™nicos e o agroneg√≥cio, direito dos povos origin√°rios e amer√≠ndios, tecnologias livres, movimentos sociais, popula√ß√Ķes amaz√īnicas, etc. Ouvir a r√°dio livre e comunit√°ria n√£o √© uma atividade passiva de consumo de uma m√≠dia, mas fazer parte de uma comunica√ß√£o que te envolve e te convida √† chegar junto e participar. √Č colando nas reuni√Ķes, fazendo parte dos mutir√Ķes, fortalecendo na manuten√ß√£o, divulga√ß√£o e claro, nas festas, tamb√©m se faz um espectro sonoro libertador e libert√°rio.

√Č com muita satisfa√ß√£o que recebemos esse material e convidamos nossas amizades em conhecer o livro e sintonizar nas r√°dios feitas por pessoas e movimentos para pessoas em movimento!

Vida longa!
Vertov Rox.

Editora Monstro dos Mares
Caixa Postal, 1560
Ponta Grossa ‚Äď PR
84071-981

Reinven√ß√Ķes do R√°dio: Tecnologia, Educa√ß√£o e Participa√ß√£o
Guilherme Gitahy de Figueiredo (org.)
Leni Rodrigues Coelho (org.)
N√ļbia Litaiff Moriz Schwamborn (org.)
Editora Alexa Cultural
254 p√°ginas