Mate o Policial no seu Bolso

Cultura de segurança e segurança operacional efetivas previnem que forças repressivas descubram sobre nossas atividades criminais específicas, mas também nossas vidas, relacionamentos, padrões de movimento, e tantos outros. Esse conhecimento é uma grande vantagem na hora de chegar a suspeitos e realizar vigilância direcionada. Esse artigo traz algumas estratégias para matar o policial no seu bolso.

A localização de seu telefone é rastreada a todo o tempo, e esses dados são capturados por empresas, permitindo à polícia contornar a necessidade de conseguir um mandato. Os identificadores do hardware e informações de assinatura são registrados por toda e cada uma das torres com as quais seu telefone se conecta. Serviços de raqueamento como Pegasus colocam o comprometimento total de telefones ao alcance mesmo de agências repressivas locais e são “zero click”, ou seja, não dependem que você clique em um link ou abra algum arquivo para raquear seu celular. Por outro lado, após mais de 30 incêndios criminosos em uma pequena cidade na França permanecerem sem suspeitos, investigadores reclamaram que “é impossível usar registro de telefone ou veículos porque eles operam sem usar carros ou celulares!”.

Em uma recente operação repressiva contra um anarquista, a polícia rastreou em tempo real a geolocalização do celular flip do suspeito e fez uma lista de todos para quem ele ligou. É sabido que vigilância deste tipo não é incomum, e mesmo assim muitos camaradas carregam um celular com eles não importa para onde vão, ou fazem ligações não criptografadas para outros anarquistas. Nós acreditamos que ambas estas práticas deveriam ser evitadas. Não vamos facilitar tanto o trabalho da polícia ou agências de inteligência, entregando nossos círculos sociais e geolocalização para eles em uma bandeja de prata.

Se você deixa seu celular em casa, a polícia vai precisar recorrer a vigilância física para determinar seu paradeiro, algo que consome muito mais recursos e é detectável. Se você for posto sob vigilância física, o primeiro passo dos investigadores é entender seu “perfil de movimento”, e o histórico da geolocalização do seu telefone oferece um retrato detalhado de seus padrões diários.

Alguns anarquistas respondem a problemas com smartphones usando celulares flip ou telefones fixos para se comunicarem uns com os outros, mas essas não são boas soluções. Celulares flip e telefones fixos não suportam comunicação criptografada, então o Estado descobre quem está falando com quem e sobre o que. Um dos principais objetivos da vigilância direcionada é mapear os círculos sociais do alvo para identificar outros alvos. A única forma de evitar entregar estas informações para nossos inimigos é usar somente meios criptografados para comunicação com outros anarquistas, quando ela for mediada por tecnologias.

A normalização da conectividade constante dentro da sociedade dominante levou alguns anarquistas a perceberem corretamente que metadados são úteis para investigadores. Entretanto, a conclusão a que alguns chegam, de que deveríamos “nunca desligar o telefone”, nos leva na direção contrária. A lógica deles é que suas interações com tecnologia formam um padrão básico de metadados, e os momentos que se desviam desta base se tornam suspeitos se coincidem com quando certas ações acontecem, que estes metadados podem ser usados por investigadores para chegar até os suspeitos. Por mais que seja verdade, a conclusão oposta tem muito mais sentido: anarquistas deveriam minimizar a criação de padrões de metadados acessíveis e úteis a investigadores.

Nossas conexões com as infraestruturas de dominação devem permanecer opacas e imprevisíveis se pretendemos manter a habilidade de atacar o inimigo. E se reconhecimento de terreno exigido por uma ação envolver um fim de semana inteiro longe de nossos dispositivos eletrônicos? Vamos começar com o simples fato de que celulares devem ser deixados em casa durante uma ação – isso só se torna uma anomalia em um padrão se celulares te acompanham onde quer que você vá. Em uma vida normativamente “sempre conectada”, ambas mudanças de metadados se destacariam rapidamente, mas não é o caso se você se recusar a estar constantemente plugado. Para minimizar suas pegadas de metadados, você deve se acostumar a deixar o celular em casa.

Celulares colonizaram a vida cotidiana, pois as pessoas foram incutidas com a crença de que elas precisam de comunicação síncrona a todo momento. Sincronismo significa que duas ou mais partes se comunicam em tempo real, em oposição a algo assíncrono como e-mail, onde mensagens são enviadas em momentos diferentes. Essa “necessidade” foi normalizada, mas vale a pena resistir a ela dentro de espaços anarquistas. O anarquismo só pode ser anti-industrial. Precisamos aprender a viver sem as conveniências vendidas pelas empresas de telecomunicação, devemos defender (ou reavivar) nossa habilidade de viver sem estarmos conectados a Internet a todo momento, sem instruções algorítmicas em tempo real, e em a flexibilidade infinita de mudar de planos no último minuto.

Se você decidir usar um celular, para dificultar o máximo possível que um adversário o geolocalize, intercepte suas mensagens, ou o raqueie, use GrapheneOS. Se conseguirmos concordar em usar somente comunicação criptografada para nos comunicarmos com outros anarquistas, isso exclui os celulares de flip e telefones fixos. GrapheneOS é o único sistema operacional de smartphone que oferece um nível aceitável de segurança e privacidade.

Para impedir que seus movimentos sejam rastreados, trate o smartphone como uma linha fixa e deixe-o sempre em casa. Mesmo se você usa um cartão SIM comprado de forma anônima, se ele for ligado a sua identidade no futuro, a provedora do serviço pode ser retroativamente consultada por dados de geolocalização. Se você usar o telefone como estamos recomendando (como um dispositivo que só funciona com Wi-Fi, mantido a todo tempo em modo avião), ele não vai se conectar com as torres de celular. Não é o bastante apenas deixar o celular em casa quando você estiver indo para uma reunião, manifestação ou ação pois essa será a anomalia em seu padrão de comportamento e serve como indicação de que uma atividade criminal está acontecendo naquela janela de tempo.

Você pode escolher viver totalmente sem telefones, se sentir que não precisa de uma “linha fixa criptografada”. As estratégias a seguir servem para minimizar a necessidade de telefones precisarem computadores, onde comunicações síncronas são também possíveis mas mais limitadas.

Burocracia

Muitas instituições burocráticas que somos forçados a conviver, dificultam uma vida sem celulares: planos de saúde, bancos, etc. Comunicação com burocracias não precisam ser criptografadas, então você pode usar um aplicativo de Voice over Internet Protocol (VoIP). Isso te permite fazer chamadas telefônicas através da internet, sem usar torres de celular.

Qualquer aplicativo VoIP disponível em um computador é assíncrono pois ele não toca quando o computador está desligado — você precisa do recuro de correio de voz para retornar ligações perdidas. Por exemplo, um serviço como jmp.chat te dá um número VoIP, que você pode pagar com Bitcoin, e você faz chamadas usando um aplicativo XMPP — Cheogram funciona bem.

VoIP geralmente funciona para qualquer autenticação de dois fatores (2FA) que você precisar (quando um serviço exige que você recebe uma número aleatório para fazer login). Números de telefone online são outra opção.

Apesar de geralmente mais caro do que VoIP, um celular de flip ou linha fixa dedicada exclusivamente a isso também funciona bem para recepção de chamadas “burocráticas”, como as mencionadas anteriormente.

Comunicação

Não carregar um telefone para todo lugar que se vai exige uma mudança na forma que você socializa, se você já foi pego na rede. Ser intencional sobre minimizar a mediação das telas em seus relacionamentos é um objetivo valioso por si só.

Usar uma “linha fixa criptografada” para fazer telefonemas e um computador para mensagens criptografadas nos permite evitar o fluxo interminável de notificações em um dispositivo que está sempre ao nosso alcance.

Todos sairíamos ganhando se déssemos uma boa e longe olhada na monocultura de chats em grupo do Signal que foram substituídos por encontros cara a cara em algumas partes dos espaços anarquistas. Essa captura da organização de relacionamentos por celular nos trancafia numa reunião que nunca acaba e é relativamente fácil de se monitorar.

Dito isso, comunicação criptografada pode ser útil para determinar uma data e hora para um encontro, ou para projetos compartilhados através de distâncias. Veja, Encrypted Messaging for Anarchists para várias opções apropriadas para um modelo de ameaça anarquista.

Chamadas de Emergência

Um transeunte pode te oferecer o telefone dele para uma chamada de emergência, se você disser que o seu está em bateria. Para receber chamadas de emergência, se você não pode ser encontrado por nenhum dos meios descritos anteriormente , nós podemos ir até as casas uns dos outros ou organizar checagens por mensageiros criptografados previamente. Que cenários exigiriam que você estivesse disponível para receber uma chamada a qualquer momento? Se isso de fato existe na sua vida, você se organizar sem projetar aquela urgência em todas outras áreas e momentos.

Direções

Compre um mapa de papel da sua área e ande com ele. Para viagens mais longas ou quando precisar se orientar, use OpenStreetMap para anotá-los com antecedência.

Música e Podcasts

Eles ainda fazem tocadores mp3! Por um preço bem mais em conta, você pode ouvir músicas e podcasts , em um dispositivo que não tem GPS ou hardware de rádio. Entretanto, isso não significa que você não possa ser geolocalizado pro um tocador MP3 . Se ele se conectar com seu Wi-Fi, a localização aproximada de seu aparelho MP3 pode ser determinada pelo seu endereço de IP.

Apêndice: Contra o smartphone

De Fernweh (#24)

Eles está sempre com a gente, não importa onde vamos ou o que estamos fazendo. Ele nos mantém informados sobre tudo e todos: o que nossos amigos estão fazendo, quando o próximo metrô parte, e qual será o clima de amanhã. Ele toma conta de nós, nos acorda pela manhã, nos relembra de encontros importantes, e sempre nos escuta, quando vamos pra cama, quando e onde estivermos, com que nos comunicamos, quem são nossos melhores amigos, o tipo de música que escutamos, e quais são nossos hobbies. E tudo que ele pede é um pouquinho de eletricidade de vez em quando?

Quando eu faço um passeio ou pego o metrô, eu o vejo com quase todos, e ninguém consegue ficar mais do que alguns segundos sem freneticamente buscar pelo que tem no bolso: o celular vem à tona, uma mensagem é enviada, um e-mail é conferido, uma foto recebe um like. Ele é deixado de lado novamente, um peuqeno intervalo, e lá vamos nós de novo, folheando as notícias do dia e checando o que todos seus amigos estão fazendo…

É nosso companheiro quando estamos no banheiro, no trabalho ou na escola, e ele aparentemente serve ara lutar contra o tédio enquanto nós esperamos ou trabalhamos, etc. Essa talvez seja uma das razões do sucesso de todos esses dispositivos tecnológicos, que a vida real é tão absurdamente entediante e monótona que uns poucos centímetros de tela quase sempre é mais interessante do que o mundo e as pessoas a nossa volta? É como um vício (as pessoas definitivamente têm crises de abstinência…) ou ele já se tornou parte do nosso corpo? Sem ele, nós já não sabemos como nos orientar e sentimos que algo está faltando? Então não é apenas mais uma ferramenta ou brinquedo, mas uma parte de nós que também exerce um certo controle sobre nós, ao qual nos adaptamos, por exemplo, não sair de casa antes da bateria estar totalmente cheia? O smartphone é o primeiro passo em turvar a linha entre o humano e o robô?

Quando vemos oque todos tipo de tecnocrata tem profetizado (Google Glasses, implantes de chips, etc.), é quase como estivéssemos indo em direção a nos tornarmos ciborgues, pessoas com smartphones implantados que controlamos através de nossos pensamentos (até que nossos próprios pensamentos sejam controlados). Não é surpreendente que a mídia, o porta-voz da dominação, nos mostre apenas os aspectos positivos deste desenvolvimento, mas é chocante que quase ninguém questiona esta visão. É possivelmente o sonho mais louco de todo governante: ser capaz de monitorar os pensamentos e ações de todos a todo momento, e ser capaz de intervir imediatamente no caso de qualquer distúrbio. Zangões trabalhadores totalmente controlados que têm alguma diversão (virutal) como recompensa enquanto uns poucos lucram.

Com as vastas quantias de dados agora tão prontamente disponíveis para todos e qualquer um a qualquer hoje do dia, controle social e vigilância também chegaram a um novo patamar. Isso vai muito além de grampear celulares os folhear entre mensagens (como durante as revoltas de 2011 no Reino Unido). Com acesso a uma quantidade incrível de informação, agências de inteligência são capazes de definir o que é “normal”. Eles são capazes de determinar que locais são “normais” para nós, quais contatos são “normais”, etc. Em resumo, eles podem rapidamente estabelecer e estabelecer praticamente em tempo real se estamos desviando do comportamento que eles estabeleceram como “normal”. Isso dá muito poder a certas pessoas, que é usado sempre que há uma oportunidade de tomar vantagem deste poder (ou seja, vigiar pessoas). Tecnologia é parte do poder, ela vem do poder e necessita de poder. É preciso um mundo em que certas pessoas tenham muito poder para permitir a produção de algo como o smartphone. Toda tecnologia é um produto da tendência opressiva do mundo, é parte disso, e serve a ele.

No mundo de hoje, nada é neutro. Até então, tudo que foi ou tem sido desenvolvido é criado para estender o controle e fazer dinheiro. Muitas das inovações das últimas décadas (como GPS, energia nuclear, ou a internet) vem diretamente dos militares. Na maior parte do tempo esses dois aspectos estão de mãos dadas, mas o “bem-estar da humanidade” certamente não é uma motivação, especialmente quando é desenvolvido pelos militares.

Talvez se pegarmos o exemplo da arquitetura podemos ilustrar algo tão complexo quanto a tecnologia: peguemos uma prisão vazia e em desuso, oque poderia ser feito com essa estrutura se não a botar abaixo? Suas própria arquitetura, suas paredes, suas torres de vigilância, suas celas, já contém o propósito da construção: aprisionar pessoas e as destruir psicologicamente. Seria impossível para mim viver dentro de uma prisão, simplesmente porque a construção é opressiva.

É o mesmo com todas as tecnologias de hoje que nos são apresentadas como progresso e como algi que deixa a vida mais fácil. Elas são construídas com a intenção de fazer dinheiro e nos controlar, aqueles que ficam ricos coletando nossos dados e te monitorando sempre vão se beneficiar mais que você.

Se no passado dizíamos que “conhecimento é poder”, hoje deveríamos dizer que “informação é poder”. Quantos mais os governantes sabem sobre seus súditos, melhor ele pode dominá-los — nesse sentido, tecnologia como um todo é uma poderosa ferramenta de controle para prever e portanto prevenir pessoas de se reunirem para atacar o que as oprime.

Esses smartphones aparentemente precisam mais do que um pouquinho de eletricidade… Na nossa geração, que ao menos conheceu um mundo sem smartphones, ainda deve haver algumas pessoas que ainda abem do que eu estou falando, que ainda sabe o que é ter uma conversa sem estar olhando para seu telefone a cada trinta segundos, para se perder e descobrir novos lugares, ou ter uma discussão sem imediatamente consultar o Google pela resposta. Mas eu não quero voltar ao passado, até porque não seria mais possível, quanto mais a tecnologia penetra nossas vidas, mais difícil fica de destruí-la. E formos uma das últimas gerações a serem capazes de parar essa evolução de seres humanos em robôs completamente controlados?

E se em algum ponto formos incapazes de reverter essa formação? A humanidade chegou a um novo estágio tecnológico histórico. Um estágio onde é capaz de aniquilar toda vida humana (energia nuclear) ou modificá-la (manipulação genética). Esse fato reforça mais uma vez a necessidade de agirmos hoje para destruir essa sociedade. Pra isso, precisamos encontrar outras pessoas e comunicar nossas ideias.

Não é óbvio que se ao invés de conversamos uns com os outros, nos comunicarmos em mensagens de cinco sentenças ou menos, haverão efeitos de longo termo? Aparentemente não. Primeiro de tudo, o modo como pensamos influencia como falamos, e vice-versa — a forma como falamos e comunicamos influencia a forma que pensamos. Se só formos capazes de trocar mensagens curtas e resumidas, como podemos falar de outro mundo, como podemos criá-lo?

Comunicação direta entre indivíduos autônomos é a base de qualquer rebelião compartilhada, é o ponto de partida de sonhos compartilhados e lutas em comum. Sem comunicações não mediadas, a luta contra esse mundo e por liberdade é impossível.

Então, vamos nos livrar desses telefones e nos encontramos pessoalmente em uma insurgência contra este mundo! Sejamos incontroláveis!

Artigo publicado em AnarSec.

Limonada o servidor comunitário da Rede de Apoio

A Rede de Apoio da Monstro dos Mares é formada por pessoas que fortalecem economicamente, de maneira contínua, as atividades e necessidades mensais da editora. Trata-se de uma base comunitária que sustenta não apenas a produção editorial, mas também as condições materiais de existência de quem decidiu fazer livros como parte da luta.

Os recursos da Rede de Apoio são utilizados para custear despesas essenciais, como remédios e estudos, e também para estruturar ferramentas que ampliem a participação da comunidade nos processos da editora. A ideia é simples e política: transformar apoio financeiro em autonomia coletiva, criando meios para que mais pessoas acompanhem, colaborem e compartilhem o cotidiano de uma editora anarquista independente.

Em 2019, a Rede de Apoio viabilizou a aquisição de um servidor usado, onde passamos a hospedar microserviços de blogs e websites utilizando a tecnologia Tor. Foi um passo importante na construção de uma infraestrutura própria, alinhada com princípios de privacidade e soberania digital.

Em 2023, tivemos uma breve, mas muito feliz, experiência com uma conexão de internet sem CGNAT. Nesse período, conhecemos o YunoHost, um ambiente de portal voltado para pequenas comunidades, grupos e coletivos, que facilita a instalação e a gestão de serviços digitais autônomos.

Agora, em 2026, novamente com recursos da Rede de Apoio, contratamos um servidor VPS e, com a ajuda do grupo de tecnologia da editora, realizamos a instalação do YunoHost. O servidor já está disponível para uso da comunidade.

Entre os principais serviços oferecidos está o Calibre Web, uma ferramenta que permite navegar, baixar ou sincronizar dispositivos e-reader, como Kindle e Kobo, com os livros digitais em formato EPUB da Monstro dos Mares. Também estão disponíveis:

  • SearXNG, ferramenta de busca que prioriza a privacidade;
  • FacePrivacy, para borrar rostos em imagens;
  • LibreQR, para gerar QR codes conforme a necessidade;
  • outras aplicações poderão ser implementadas em breve, de acordo com as demandas da comunidade.

O servidor recebeu o nome de Limonada, em referência ao Oceano de Limonada, alegoria criada por Hakim Bey. A escolha do nome dialoga com a imaginação radical e com a criação de territórios autônomos temporários, onde outras formas de convivência e organização são possíveis.

Neste momento, estamos cadastrando prioritariamente as pessoas que já fazem parte da Rede de Apoio. Quem desejar integrar o servidor pode entrar em contato com Baderna Jaime, que está cuidando da gestão do VPS comunitário.

A Rede de Apoio não financia apenas livros. Ela financia infraestrutura, cuidado e autonomia. Venha fazer parte.

e-mail: [email protected] | zapzap: wa.me/5551994037547

UPDATE: Servidor descontinuado em Agosto de 2026.

A queda da nuvem e o chamado à autogestão digital

Boa parte da internet saiu do ar hoje. Em vez de depender da “nuvem”, poderíamos falar de infraestrutura própria, servidores comunitários e redes autônomas. Dizem que anarquistas são utópicos demais. Eis o exemplo prático. 18/11, dia em que a Cloudflare caiu.

Para falar de infraestrutura de internet no Brasil, é preciso encarar a infraestrutura de rede. Muita gente que poderia construir serviços comunitários está presa ao CGNAT para simplesmente acessar a rede. Sem endereços públicos e sem IPv6 funcional, autonomia vira exceção.

Em 2019, a Monstro colocou no ar um servidor usado via Tor. Depois rodamos o Yunohost. Hoje estamos novamente atrás de um CGNAT, sem recursos para contratar IP público. Isso deveria ser um direito de todes. Autonomia digital não é luxo. É condição para existir.

Servidores comunitários fortalecem autonomia e cuidado coletivo. Preservam privacidade, reduzem a dependência de big techs e mantêm serviços quando a nuvem falha. Compartilhar serviços forma pessoas para cuidar da infraestrutura. É autogestão digital na prática.

Ironia dolorosa. Dependemos das big techs e, quando os sistemas falham, perdemos o chão. Falta-nos prática em usar caminhos próprios para manter a conversa viva e compartilhar ideias com quem está na mesma luta. Sem autogestão, a rede vira silêncio temporário.


Post escrito durante a queda da CloudFlare em 18 de Novembro de 2025, por Baderna. Imagem Creative Commons de Open Grid Scheduler.

Criptainha 2025: 29 de Novembro em Florianópolis

CripTainha 2025 – Nossas redes fazemos nós! Autonomias em tempo de colapsos. Os mares seguem revoltos. Derretimento das democracias liberais, ascensão do tecnofeudalismo autoritário, colapso socioambiental e o genocídio dos indesejáveis pelo Estado e o Capital, no Rio de Janeiro ou na Palestina.

É nesse cenário que resolvemos puxar a rede para uma nova edição da CripTainha em Florianópolis-SC, uma iniciativa inspirada nas CryptoParties mundiais, na CryptoRave-SP e em outras criptofestas brasileiras. Chamado completo e como propor atividades em: https://criptainha.libertar.org/

Uma editora artesanal 100% energia solar

Garantir autonomia energética é um objetivo antigo e a energia solar se apresentou como alternativa viável.

Faz um tempão que pensamos imprimir livros e zines utilizando energia elétrica independente da rede da concessionária. Em 2017, a Monstro dos Mares funcionava em uma pequena área rural em União da Vitória, no Paraná, e lá colocamos as primeiras plaquinhas para carregar celulares e um powerbank. Também estudamos a possibilidade de construir uma roda d’água utilizando um motor de passo, porém mudamos de casa antes de iniciar esse projeto. Mas a vontade de rodar a impressora utilizando energias renováveis permaneceu.

Desde então fazemos testes, experiências, tentativas, erros e acertos. Um dos principais desafios é garantir a autonomia energética sem gastar muito e o caminho que encontramos foi a energia solar fotovoltáica. O preço elevado de alguns equipamentos exige paciência e algum planejamento. A ansiedade em colocar o sistema para funcionar faz com que erros no dimensionamento ou na escolha de equipamentos aconteçam, e isso é parte da experiência desse aprendizado constante.

Sem ignorar as dificuldades e as lutas para garantir a existência e a manutenção de espaços autônomos, a Monstro dos Mares tem entre seus objetivos a construção de um projeto de inspiração anárquica e anarquista de longo prazo, capaz de estabelecer vínculos duradouros com espaços, coletivos, movimentos sociais, grupos de estudos, bibliotecas comunitárias e outras formas de organização que fazem o enfrentamento diário na construção de pontos de acolhimento, liberdade, educação e autonomia.

Neste momento, a Editora Monstro dos Mares está funcionando com energia solar em 100% da sua necessidade energética — computadores, impressora, periféricos e iluminação. Este post não é apenas uma comemoração; é também um chamado para trocar experiências com monas, minas e manos que buscam alternativas para a geração de energia fora da rede da concessionária em seus espaços coletivos urbanos e rurais. Com essa ideia de compartilhar experiências, erros e aprendizados, colocamos no ar um hotsite chamado Projeto Editora Solar, onde apresentamos em detalhes o nosso sistema e o de compas que também tocam livros ou mantêm seus espaços utilizando a energia solar.

Acesse: https://monstrodosmares.com.br/solar/

Para dúvidas, relatos e trocas de experiências, entre em contato através do e-mail [email protected]

Segurança Digital: já pensou em fazer Data Detox?

Então você ficou sabendo de um arquivo que circulou pela internet com a exposição de dados de ativistas sociais. Essa prática não é nenhuma novidade, mas o que certamente chamou a atenção dessa vez foi a quantidade de informações vazadas e uma possível ferramenta de coleta de dados (Web Scraping) desenvolvida para realizar essa tarefa.

Em todos os aplicativos de conversas há pessoas interessadas em fortalecer sua segurança digital, em busca de manuais para compartilhar com seus grupos de afinidade, coletivos e movimentos sociais. Estendemos aqui nossa solidariedade a compas que tiveram seus dados expostos. Ainda que nem todas as pessoas tenham se sentido ofendidas ou diretamente atingidas, a situação é grave e todas as medidas tomadas carecem do apoio de cada uma de nós.

A ponta do aicebergue

Infelizmente, um vazamento de dados como esse expõe não apenas a fragilidade que os rastros deixados por nossos dados na internet podem apresentar, como também escancara que essa é somente a ponta do aicebergue de dados que podem ser coletados por operadoras de telefonia, pelo governo déspota brasileiro, forças policiais e de vigilância.

Durante a pandemia, tornou-se evidente que os dados dos aparelhos celulares e de utilização de antenas estão sendo usado para monitorar o comportamento da população. Em uma observação distraída, essa pode parecer uma vantagem da tecnologia. Mas não há nenhum tipo de transparência sobre como esses dados são disponibilizados, quais pessoas têm acesso a essas informações e qual o tratamento dos conteúdos. Chamá-los de “dados consolidados” é uma temeridade.

Outro episódio envolvendo o uso de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) envolve o Auxílio Emergencial, através do qual é distribuído, durante a pandemia do novo coronavírus, o benefício de 600 reais destinados à pessoas mais precarizadas que não estão cadastradas nos programas sociais do governo. Certamente você acompanhou notícias sobre militares, servidores públicos, empresários e pessoas que não atendem aos critérios do benefício, mas o estão recebendo mesmo assim. Enquanto isso, milhares ainda não conseguiram acessar o benefício.

O que aconteceu com a manipulação dos dados? Como é possível uma (des)integração de dados dessa? Houve, inclusive, o lamentável caso de Adeyula Rodrigues, uma jovem de 31 anos, desempregada, que não pode receber o benefício por constar no sistema como Presidente da República. Erros podem acontecer, é natural. Mas esta é uma ilustração do cuidado e préstimo com as informações de milhões de brasileiras e brasileiros.


Data Detox

O Data Detox Kit é um conjunto dicas e metodologias simples que vão ajudar na sua presença on-line.

Data Detox

Você sente que sua vida digital está fugindo do seu controle? Você se deixou instalar aplicativos demais, clicou “Eu concordo” muitas vezes e perdeu as contas de quantas contas e perfis você já criou? Talvez, sua vida digital não esteja tão sob controle quanto você gostaria que estivesse.

Data Detox Kit

Parece difícil saber por onde começar quando se trata de reduzir os rastros que nossos dados deixam por aí e tornar nossas presenças on-line mais seguras. À medida em que os diversos dispositivos se tornam parte de nossas vidas, convém encontrar um equilíbrio e criar um relacionamento mais saudável com a tecnologia.

O Data Detox Kit é um conjunto dicas e metodologias simples que vão ajudar na sua presença on-line. É preciso pensar numa abordagem abrangente, passando pelos diferentes aspectos da vida digital, desde a quantidade de tempo que você gasta no celular, até aos aplicativos que utiliza, e as senhas escolhidas.

O Data Detox Kit foi produzido pela Tactical Tech, com apoio da Mozilla, como um guia passo a passo de oito dias para reduzir os rastros que os seus dados deixam. Sua versão impressa foi traduzida para holandês, francês, alemão, indonésio, norueguês, polonês, português e outros tantos idiomas. Ele ainda pode ser encontrado nos eventos Glass Room, e você também pode solicitar uma cópia em PDF em [email protected], indicando o idioma que precisa, bem como sua ideia de como e onde você gostaria de usá-lo.


Durante o mês de Junho de 2020, a Editora Monstro dos Mares vai distribuir gratuitamente 100 exemplares impressos do Data Detox Kit para pedidos, rede de apoio, bibliotecas comunitárias, coletivos, movimentos sociais e pesquisadoras.

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Assinaturas: Catarse ou PicPay?

Assinaturas mensais são muito importantes para manter nosso projeto editorial em funcionamento, pois precisamos de mais colaboração e recursos. Mais pessoas para selecionar textos, fazer traduções, revisões, diagramação, capas, estar em contato com autoras e autores, assumir tarefas de divulgação, colocar o bonde para circular. Atualmente somos nove pessoas que, entre todas essas atividades compartilhadas, ainda contribuem financeiramente para a manutenção do espaço da editora, equipamentos, despesas de correios, comprar papel, tinta e tudo mais.

Em Setembro de 2018 criamos nossa Rede de Apoio no Catarse, uma plataforma que se tornou sinônimo de financiamento coletivo no Brasil e que praticamente dita as regras para quem depende dela para manter seus projetos em funcionamento. Quem quer participar deve concordar em pagar 13% de taxas e aguardar 10 dias úteis para receber os recursos das assinaturas de seus apoiadores. Não há problemas em concordar com esses termos, mas, em 18 meses de experiência na plataforma, percebemos que para seguir em frente é preciso fazer mais. Precisamos de mais papel, mais tinta, uma impressora maior, mais e mais correios. Logicamente, precisamos de mais pessoas, mais colaboração e, consecutivamente, mais recursos.

Faz algumas semanas que estamos conversando com nossas amizades sobre que medidas poderiam ser tomadas, como ampliar as pontas de contato e fortalecer o apoio à nossa atividade de fazer livros artesanais. Uma das ideias foi poder contar com contribuições mensais de R$1. Isso mesmo: um pila. Sabemos que nem todas as pessoas podem contribuir mensalmente com a editora e que muitas pessoas já colaboram em outros projetos bacanas e importantes. Então, decidimos criar um cadastro no PicPay Assinaturas, uma ferramenta de assinaturas com contribuições a partir de 1 real, taxa de operação de 1,99%, liberação do recurso uma vez por mês (como a maioria) e transferência do valor instantânea entre contas digitais ou em até 3 dias úteis para contas normais (TED). Confira o quadro com algumas características, vantagens e desvantagens que destacamos baseados em nossas necessidades. Vejamos:

Catarse Assinaturas
13
%
  • Assinatura mínima: R$ 5
  • Taxa: 13%
  • Liberação em: 30 dias
  • Saque: transf. em 10 dd
Vantagens

Sinônimo de financiamento coletivo no Brasil;

Campanhas simultâneas: pontuais ou recorrentes;

Desvantagens

Taxas

Saque demorado

PicPay Assinaturas
1,99
%
  • Assinatura mínima: R$ 1
  • Taxa: 1,99%
  • Liberação em: 30 dias
  • Saque: trans. imediata ou 3 dd no TED.
Vantagens

Taxas e rapidez no saque;

Cadastro e uso simplificado;

Desvantagem

Somente pelo aplicativo

Não possui widget de assinatura


Assinaturas: Isso não é uma conclusão

Antes de cravar que este é melhor que aquele, é importante pensar que estamos comparando um biscoito a um disco voador: pode haver semelhanças na forma, e, se olharmos à distância, pode ser que fiquemos confusos. Mas, ao aproximá-los, não há como fazer uma análise, principalmente pelo fato de que discos voadores sequer existem.

O Catarse é uma plataforma para realizadoras de projetos criativos e sociais, o PicPay é um meio de pagamento com a funcionalidade de assinaturas. Seria mais honesto comparar o PagSeguro Assinaturas ao PicPay Assinaturas, ou o Catarse ao Apoia-se. Mas entre as escolhas que fazemos, preferimos seguir regando as plantas. Dar água para que o Croton siga colorido, independente do meio de pagamento ou plataforma. O importante é que as pessoas tenham opções para apoiar a tarefa da Monstro dos Mares: produzir e distribuir livros que custem muito pouco. Quem pode fortalecer com um real, fortalece. Quem já utiliza a plataforma de financiamento coletivo para apoiar outros projetos, que não precise criar um novo cadastro em mais alguma ferramenta só para ajudar as amizades.

Queremos que as pessoas possam se sentir confortáveis em ajudar a tarefa da editora, sem que a ferramenta se torne um problema. Podemos não gostar das taxas e do tempo de transferência do Catarse, mas essa é a ferramenta que temos no momento. Há outras tantas, cada uma com suas características e peculiaridades. Mas optamos pelo Catarse por sua abrangência e presença junto às pessoas que estão habituadas com essa modalidade de financiamento. Criamos a conta no PicPay Assinaturas como uma alternativa para quem deseja contribuir com pequenos valores ou para quem acredita que a diferença entre as taxas são significativas ao financiamento das atividades de realizadoras de projetos.

Por favor, considere apoiar nosso coletivo editorial.
Para dar água as plantas, cada gotinha importa!

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Metareciclagem: seu lixo nossa alegria II (a copiadora)

É impressionante o tipo de coisas que as pessoas costumam descartar simplesmente pelo fato de que aquilo já não é mais útil para elas. Quantas vezes você já passou pela rua e encontrou monitores, gabinetes, fontes, mouses e teclados, atirados em lixeiras? Sim, infelizmente nem todas as pessoas estão sensibilizadas ou conhecem o significado de Metareciclagem.

No Brasil, considerando-se os equipamentos de grande e pequeno porte, a quantidade de lixo eletrônico chegou a mais de 900 mil toneladas em 2013, conforme estudo publicado pela ABDI. Se não for descartado corretamente, esse resíduo pode contaminar solo e lençóis freáticos, pois trazem mais de 60 tipos diferentes de substâncias potencialmente tóxicas e portanto, nocivas à saúde e ao meio ambiente.

Felizmente, algumas pessoas imaginam que jogar um eletrônico no lixo, ou na natureza não é uma coisa bacana e dão o encaminhamento apropriado, levando-o para um ecoponto, feira de descarte tecnológico ou departamento de coleta de resíduos sólidos do seu município. Aqui em Cachoeira do Sul (RS), temos o Departamento de Vigilância Ambiental (DVA), que recebe esse tipo de material de descarte todas as quartas-feiras, até o meio-dia. E foi lá, onde encontramos essas duas joinhas!

Duas máquinas copiadoras RICOH FT 3813 com aproximadamente 13 anos de uso, uma em bom estado, apenas com algumas manchas na impressão (conforme relatos) e outra com severos danos estruturais. Ainda não conseguimos ligar a máquina pois identificamos um varistor e resistor queimados na placa de entrada de alimentação de energia, o que denota que em algum momento ela foi ligada na tensão incorreta. Nosso grupo tech já substituiu a placa por outra e a marvada continua sem ligar. Mas em breve haverão novos encontros do grupo para seguir desvendando a máquina e torna-la operacional. Neste momento quando a máquina ligar, com papel a vontade, Toner e cilindros novos, um novo capítulo vai surgir na história dos movimentos e lutas que participamos ou apoiamos.

Por mais tinta no papel, seu lixo é a nossa alegria!

5 dicas para ajudar uma biblioteca pública

Sabemos que os incentivos financeiros são escassos e que esse quadro é mais visível quando trata-se de bibliotecas públicas. Mesmo com todos os incentivos governamentais é triste perceber que conforme dados da Fundação Biblioteca Nacional, existem 6.008 bibliotecas públicas para os 5.570 municípios do país e que a maioria desses equipamentos culturais encontram-se concentrados nos grandes centros. Muitas bibliotecas correm sérios riscos de fechar.


O que você pode fazer?

1. Considere utilizar a biblioteca pública. Utilizar o sistema de empréstimo de livros é uma das formas mais importantes de valorizar o livro, o acervo e a biblioteca, pois é através da circulação que pode-se verificar os ramos mais ativos e a utilidade do espaço para uma comunidade. Além disso, é bem mais barato do que visitar uma livraria em um shopping center.

2. Frequentar para manter. Quando foi a última vez que você pisou na biblioteca de sua comunidade? A circulação de pessoas é um indicador chave do envolvimento comunitário e este é um ativo importante. Mesmo que você não precise de um livro, existem outros motivos para você frequentar uma biblioteca uma ou duas vezes por mês, já que na maioria delas, é possível realizar consultas, ler jornais e revistas (e em alguns casos até mesmo consultar a internet, ouvir alguns discos e assistir filmes). Tudo de graça.

3. Promover atividades. Muito provavelmente, os bibliotecários estão sobrecarregados de tarefas diárias e são mal pagos, por isso não reclame da programação de atividades na biblioteca, ao invés disso, proponha algo. Faça valer o “faça você mesmo” que existe em você, apresente novas ideias para promover o tipo de programação envolvente para as pessoas da sua comunidade. É possível criar eventos variados para todas as idades. Crianças jovens, adultos e idosos de sua comunidade podem ser beneficiados com suas ideias. Seja criativo e divirta-se =)

4. Ser um Voluntário. Além de atividades e eventos, os voluntários podem ajudar em tarefas simples. Tem algum tempo extra? Ajude a colocar os livros nas prateleiras corretas, na restauração e reencadernação de livros. Você sabe fazer algum tipo de manutenção? Informática, jardins ou mesmo substituir uma tomada para o novo padrão. Que tal?

5. Fale sobre os recursos da biblioteca de sua comunidade para outras pessoas. É curioso como existem muitas pessoas que sequer se lembram da existência de uma biblioteca pública em sua cidade, escola ou bairro. Mais curioso ainda é como essas pessoas ficam admiradas em poder consultar livros, revistas, jornais, acessar a internet e participar de outras atividades de graça. Promovendo cultura, conhecimento e diversão inteligente para toda a família. Comece falando na escola do seu filho.

Com um pouquinho de boa vontade e algum tempo livre, é possível tornar nossas bibliotecas públicas em espaços cada vez mais inclusivos, mágicos, úteis e divertidos. Você é capaz de lembrar da sensação da primeira vez que esteve entre os livros de uma biblioteca?

Inspirado no artigo “How to save your local library”.


Atualização (22/03/2020): Informações recentes sobre bibliotecas públicas no Brasil podem ser acessadas no Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas.

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