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[podcast] Bate-papo com Coletivo AnarcoTecnológico Mariscotron

Durante alguns dias recebemos as pessoas Coletivo Anarcotecnológico Mariscotron para conversas, paçocas, botar tinta no papel e trocas. Aconteceram dois encontros com pessoas da comunidade: o primeiro foi uma conversa sobre open-source, eletrônica, componentes, energia solar, microcontroladores PIC, robótica, domótica, entre outros assuntos com visitantes da casa Monstro dos Mares, estudantes do IFPR acompanhados de um técnico administrativo em educação e o Mariscotron (FOTO). O segundo encontro foi realizado na Estação União, a ferroviária que divide a cidade de União da Vitória (PR) e Porto União (SC) no dia 18 de Setembro. Na ocasião a conversa seria somente sobre a crítica anarquista à democracia, mas enquanto esperávamos as pessoas chegarem gravamos uma entrevista para projeto de pesquisa do Vertov sobre coletivos tech e a conversa se desdobrou para cultura hacker, tecnologia, tecnopolítica e democracia. Confira o podcast!

Participantes: abobrinha, Absort0, Chúy, João Nilson e Vertov.

mariscotron.libertar.org

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Metareciclagem: seu lixo nossa alegria II (a copiadora)

É impressionante o tipo de coisas que as pessoas costumam descartar simplesmente pelo fato de que aquilo já não é mais útil para elas. Quantas vezes você já passou pela rua e encontrou monitores, gabinetes, fontes, mouses e teclados, atirados em lixeiras? Sim, infelizmente nem todas as pessoas estão sensibilizadas ou conhecem o significado de Metareciclagem.

No Brasil, considerando-se os equipamentos de grande e pequeno porte, a quantidade de lixo eletrônico chegou a mais de 900 mil toneladas em 2013, conforme estudo publicado pela ABDI. Se não for descartado corretamente, esse resíduo pode contaminar solo e lençóis freáticos, pois trazem mais de 60 tipos diferentes de substâncias potencialmente tóxicas e portanto, nocivas à saúde e ao meio ambiente.

Felizmente, algumas pessoas imaginam que jogar um eletrônico no lixo, ou na natureza não é uma coisa bacana e dão o encaminhamento apropriado, levando-o para um ecoponto, feira de descarte tecnológico ou departamento de coleta de resíduos sólidos do seu município. Aqui em Cachoeira do Sul (RS), temos o Departamento de Vigilância Ambiental (DVA), que recebe esse tipo de material de descarte todas as quartas-feiras, até o meio-dia. E foi lá, onde encontramos essas duas joinhas!

Duas máquinas copiadoras RICOH FT 3813 com aproximadamente 13 anos de uso, uma em bom estado, apenas com algumas manchas na impressão (conforme relatos) e outra com severos danos estruturais. Ainda não conseguimos ligar a máquina pois identificamos um varistor e resistor queimados na placa de entrada de alimentação de energia, o que denota que em algum momento ela foi ligada na tensão incorreta. Nosso grupo tech já substituiu a placa por outra e a marvada continua sem ligar. Mas em breve haverão novos encontros do grupo para seguir desvendando a máquina e torna-la operacional. Neste momento quando a máquina ligar, com papel a vontade, Toner e cilindros novos, um novo capítulo vai surgir na história dos movimentos e lutas que participamos ou apoiamos.

Por mais tinta no papel, seu lixo é a nossa alegria!