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A Editora Monstro dos Mares estará na X Feira Anarquista de SP (17 de Novembro)

FCK B17

Olá compas! Faz um tempo que a Monstro dos Mares faz participações modestas na Feira Anarquista de São Paulo. Estivemos em 2014 e 2015, no ano passado confirmamos presença mas participamos de outros eventos antes da feira e ficamos absolutamente sem livros. Mas para 2019 conseguimos distribuir melhor os materiais para eventos e para a feira anarquista de SP, pois entendemos que essa é uma data importante para todos os movimentos, pesquisadoras, coletivos e singularidades. Neste ano, teremos mais de 500 livros e cerca de 700 zines da editora em exposição no Tendal da Lapa, dia 17 de Novembro de 2019.

Nesta edição, às vésperas dos 20 anos da “Batalha de Seattle“, a Monstro dos Mares carregará muitos materiais que buscam compreender a diversidade de pensamentos anarquistas e inspirações anárquicas que vêm se desdobrando desde o episódio de 30 de Novembro de 1999. Sabemos que as condições que possibilitaram esse acontecimento trazem a marca da participação de diversos coletivos, sindicatos, federações, movimentos sociais e coletividades, algumas não necessariamente identificadas diretamente com o anarquismo. Mas os protestos contra a realização da reunião da Organização Mundial do Comércio as conectou em um novo ponto de articulação, alentando rupturas na história de nossos movimentos. Essa articulação e suas dinâmicas, técnicas, táticas, condições necessárias e desdobramentos motivam boa parte de nossas pesquisas e de nossa atuação editorial, independente de rótulos e nomenclaturas.

Na Feira Anarquista de São Paulo, as diversas frentes de atuação e pensamento anarquista e anárquica podem criar um espaço de convergência, irmandade e diálogo. A colaboração para a formação de debates, pesquisas e atuação de monas, minas e manos que se identificam como anarquistas ou se interessam pelas ideias e práticas anárquicas e anarquistas é o que torna este evento tão especial, independente de filiação, forma de organização, corrente, tendência, federação, coletivo, grupo, bando, banda, espectro de luta ou modo de atuar. Este é o momento de somar em solidariedade, fortalecer nossos laços, compartilhar culturas, identificar ideias e práticas dos coletivos e movimentos presentes, trocar experiências e construir redes de cooperação entre pessoas dispostas a intensificar pontos de articulação. Nos vemos na feira!

X Feira Anarquista de São Paulo
Dia 17 de Novembro de 2019
Tendal da Lapa, São Paulo – SP
Das 10h às 19h.

https://feiranarquistasp.wordpress.com
www.facebook.com/events/911645599180265/

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Onde encontrar: Loja Colaborativa Lu Canto Artesanal (Cachoeira do Sul, RS)

Nossa criativa companheira Lu Canto está com um novo projeto supimpa: a Loja Colaborativa. Ela transformou uma parte do espaço de seu ateliê em loja, onde monas, minas e manos podem colocar suas produções artesanais para circular, ficar em contato com o público, compartilhar trocas, aprendizados e militância pelas causas sociais.

A loja inaugurou em Setembro e já recebe diversos materiais de artesãs locais e da região, também abriga oficinas e cursos. Singularidades e movimentos podem utilizar o espaço para atividades conforme agendamento.

A Monstro dos Mares que tem na sua história os dois pés enfiados na terra vermelha da cidade. Por isso enviamos livros e zines para fortalecer o espaço, colaborar com a iniciativa e ampliar a autoinstrução de pessoas que compartilham princípios e práticas de luta e resistência. Visite a loja colaborativa e construa a solidariedade:

Lu Canto Artesanal – Loja Colaborativa
Círculo Operário Cachoeirense
Rua Saldanha Marinho, 576.
Cachoeira do Sul – RS

De segunda a quinta, das 14h às 18h. Aos sábados, das 10h às 13h.
www.facebook.com/lu.canto.1/

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Desativamos PAC e SEDEX? Obrigado Carteiro! 💌

Obrigado Carteiro!

A precarização dos Correios é um projeto neoliberal para entregar a empresa ao grande mercado de capitais. Enquanto o AliExpress e o Mercado Livre esfregam as mãos aguardando o dia que receberão o serviço de encomendas à preço de banana pelas mãos de salnoraBo e Papo Guedes, trabalhadoras e trabalhadores dos Correios vivem incertezas sobre garantias trabalhistas, sequestro de fundos de pensão, profissionais doentes, instabilidade dos serviços e crescente terceirização de atividades.

Com tudo isso, nós que utilizamos os serviços acompanhamos os aumentos de preços crescentes nos serviços de correspondência e encomendas. Nem todas as pessoas sabem, mas a Universalização dos Serviços de Correspondência é um direito. Mas para que ele serve?

Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão.

Artigo 19º – Declaração Universal dos Direitos Humanos

Comunicar-se é um direito humano, enviar suas opiniões e expressões, receber sem considerações de fronteiras, sacou? Por isso que enviar e receber correspondências é uma garantia. Mas se você tiver que pagar uma fortuna para isso, será que é realmente um direito?

Os Correios possuem tarifas econômicas para envio de Cartas e materiais Impressos. Desde 2015 essas modalidades vem sofrendo profundas modificações. O envio de impressos por exemplo (livros, revistas, material de divulgação, etc..) tiveram seus limites modificados de 21kg. para 2kg. E o preço das tarifas vem se multiplicando a cada ano. Mas ainda assim, podemos enviar cartas e impressos com uma política especial, diferente das encomendas (por enquanto).

A Editora Monstro dos Mares decidiu DESCONTINUAR os envios através de PAC e SEDEX. Entendemos que também é nosso papel lutar e defender a Universalização dos Serviços de Correspondência e combater a precarização das atividades de profissionais Carteiros. São Monas, Minas e Manos que fazem a maior correria todos os dias para que livros, zines e cultura cheguem nas mãos de mais e mais pessoas. Somando em solidariedade com a categoria e seus familiares pela garantia dos direitos desses profissionais, independentemente de posições anteriores de sindicatos e ou indivíduos.

PRIVATIZAÇÃO NÃO!

Veja como ficaram os preços de frete econômico em nossa lojinha (Novembro de 2019):

  • Até 500 g. -> R$10
  • até 1000 g. -> R$15
  • até 1500 g. -> R$20
  • até 2000 g. -> R$26
  • até 2500 g. -> R$32
  • até 3000 g. -> R$38
  • até 3500 g. -> R$45
  • até 4000 g. -> R$50
  • acima de 4001 g. -> GRÁTIS;

Todos os envios possuem registro módico, ou seja, uma forma de registro econômico que permite que o envio seja rastreado parcialmente no envio, movimentação de entrega e na eventualidade de um erro de entrega ou retorno.

Informações adicionais

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Onde encontrar: Distro Dysca, Recife (PE)

Entre os mangues e ilhas, a Distro Dysca é uma plataforma autogestionada de produção cultural, propagação filosófica e agitação política, preocupada com a construção de materialidades combativas à uma sociedade normativa, hegemônica e opressora. Cruzando diversas linguagens em perspectiva descolonial, sexodissidente e interseccional, como horizontes imprescindíveis para a emergência de emancipação, equidade e justiça, aqui e agora.

Com livros, zines, dvd’s, adesivos, postais e outros materiais a distro agiliza a correria com materiais de diversas editoras como Deriva, Subta e Monstro dos Mares. Entre em contato, confira a agenda de eventos e títulos disponíveis.

Site:
https://distrodysca.milharal.org

Facebook:
https://facebook.com/distrodysca/

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Fortaleça: Reforma da horta hidropônica de Utopia e Luta

Quem conhece o espaço coletivo de Utopia e Luta sabe da importância da horta no terraço e como esse tipo de cultivo fortalece as relações, os vínculos com a comunidade e os recursos desse assentamento urbano. Convidamos todas as pessoas para se somarem nessa campanha de financiamento coletivo e contribuir para que a horta volte com tudo. São necessárias diversas melhorias e manutenções, como a troca de 100m de lona de 200 micras, motores para hidroponia, insumos de plantio, estruturas, etc. Todos esses itens são bem específicos e dão pouco espaço para improvisações. Por isso Utopia e Luta precisa de sua ajuda para seguir cultivando um mundo de ideias, consciência e liberdade.

Conheça a campanha no Catarse e apoie.

Localizada no centro de Porto Alegre, a Comunidade Autônoma Utopia e Luta é uma exceção à regra das ocupações urbanas brasileiras. Iniciada em 2005 com uma ocupação durante o Fórum Social Mundial, a comunidade hoje é a única cooperativa que obteve regularização fundiária pelo Programa Crédito Solidário do governo federal. O prédio, situado nas escadarias do Viaduto Otávio Rocha na avenida Borges de Medeiros, foi contemplado com o programa viabilizado pela Caixa Econômica Federal e pelo Ministério das Cidades. Propriedade do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), o edifício estava em processo de deterioração e desocupado havia 17 anos. O projeto do Utopia e Luta é único do tipo entre os contemplados pelo programa Crédito Solidário desde 2007.

Hoje estamos as vésperas de completar 15 anos de uma Ocupação exitosa e precisamos do seu apoio para reformar nossa Horta hidropônica, lançamos nosso grito aqui do sul do Brasil aos nossos amigos e parceiros do mundo todo, seguimos autônomos e acreditando em um mundo possível, com mais justiça e igualdade social.”

Nanci Araujo
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Números do mês de Setembro 📿

Todos os meses fazemos um exercício transcendental para jogar tinta no papel e multiplicar as possibilidades de encontros entre teorias, relatos de práticas e pesquisas com leitoras e leitores dos mais variados recantos do Brasil. Neste Setembro a primavera chegou trazendo consigo muitos livros e zines que serão distribuídos gratuitamente, viajarão para outros estados colar em feiras e eventos, fortalecer bibliotecas e espaços sociais. Sigamos!

  • Impressões totais desde Agosto de 2017: 273.819
  • Impressões de Setembro de 2019: 26.217
  • Livros impressos: 390
  • Livros doados: 36
  • Zines impressos: 760
  • Zines doados: 147

Informações e curiosidades sobre nossos números mensais no hotsite Onion Tor Numerologia:
http://numerosjibchfrrm.onion (requer navegador Tor Browser)

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Agradecimentos: Por uma impressora incendiária 🖨🔥

Olá, compas!

A impressora chegou! BOOM! As recompensas já foram impressas e falta somente o adesivo criado pelo artista Fabio Maciel chegar da gráfica para começarmos os envios. Temos números bem interessantes da campanha para compartilhar: serão ao total 72 livros, 780 zines, 27kg de material. É muita coisa e estamos radiantes por levar toda essa pacoteira aos correios. Antes de tudo queremos agradecer imensamente a todas as pessoas apoiaram, curtiram, compartilharam e fizeram a campanha atingir os 127,33%. Um total de R$ 3.453,00 – sendo 13% de taxas para o Catarse, R$2.300,00 da impressora e com o restante do valor pegamos papel, tinta, impressão dos adesivos e correios (que leva uma grande parte dos recursos).

É muita alegria e a certeza de estarmos realizando nosso compromisso com a divulgação e distribuição da cultura anárquica e anarquista para fora dos muros da academia e fazendo chegar às mãos de monas, minas e manos que fazem a cotidianidade da luta, da resistência e da pesquisa. Independente da fração ou tendência, a Editora Monstro dos Mares se coloca como uma alternativa para o acesso de epistemologias dissidentes de baixo e baixíssimo custo para coletivos, federações, espaços sociais, grupos de estudos, sindicatos, bibliotecas comunitárias e movimentos sociais.

Nosso agradecimento especial para:

  • Beck Maurício;
  • Ana Lancman;
  • Coletivo Ilex;
  • Simone Ferreira;
  • Sérgio Ricardo Santos Soares;
  • Lucas Alves;
  • Juliano Gomes;
  • Absorth0;
  • Kinoruss Edições e Cultura;
  • Mayumi Horibe;
  • Ricardo Teixeira;
  • Francisco Freire Queiroz;
  • Claudia Mayer;
  • Tiago Jaime Machado;
  • Viviane Kelly Silva;
  • Café Bonobo;
  • R.
  • Maxwell Araujo Santiago Tavares;
  • Willian Aust;
  • José Vandério Cirqueira;
  • Damazio Campos de Souza;
  • Ana Tigrinho;
  • Victor dos Reis Wolffenbüttel;
  • Clara Forrer Charlier;
  • Totonho;
  • Luciana Ohira Kawassaki;
  • Anna Karina;
  • Larissa Schip;
  • Talles Azigon;
  • Danilo Verde;
  • Geova Maciel de Alencar Filho;
  • Bruno Luciano Meireles;
  • Karine Tressler;
  • Elton Correa de Borba;
  • Caio;
  • Diego Santos de Souza;
  • Aparecida de Jesus Ferreira;
  • Érico FDS;
  • João Luiz de Oliveira Bertazzi Coube;
  • Pedro Gil;
  • Toró de Letras;
  • Jorge Eduardo Rivero Filiciano;
  • Oran Takezo M. Kalil;
  • Isaac Moreira Barbosa;
  • Contribuições anônimas

A Editora Monstro dos Mares precisa da sua ajuda para continuar, contribua com a Rede de Apoio no Catarse e receba materiais impressos em sua casa.

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[vídeo] macetes: posição dos grampos

A partir de agora vamos publicar vídeos apresentando alguns macetes, tutoriais e dicas sobre os processos que utilizamos para fazer livros e zines na Editora Monstro dos Mares.

Neste pequeno vídeo apresentamos o macete para escolher a posição onde ficam os grampos nos fanzines que fazemos. Basicamente a ideia consiste em escolher pontos de referência na arte da capa para grampear sempre na mesma posição (mais ou menos). Desta forma é possível determinar um padrão e obter uma apresentação melhor dos zines quando expostos na banquinha. Fácil!

Pessoas que fazem parte de nossa Rede de Apoio no Catarse tem acesso aos vídeos com 10 dias de antecedência até que o material seja disponibilizado no Blog e no Youtube.

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Editora Subta entrevista Editora Monstro dos Mares

Em Fevereiro de 2019 as amizades da Editora Subta estiveram em Ponta Grossa para uma conversa sobre os processos da editora, financiamento coletivo, produção artesanal, ecofascismo, colapso e necessidade de espaço físico para fazer livros. A conversa foi gravada em áudio para manter um registro e poder compartilhar com mais pessoas e fica aqui nosso convite para você ouvir e compartilhar com as amizades.

Você pode fazer o download do arquivo para ouvir offline. Via Archive.org

Links da entrevista

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A biblioteca ideal

O grande sonho de Durruti e Ascaso era fundar editoras anarquistas em todas as grandes cidades do mundo. A maior empresa deste gênero teria sua sede em Paris, o centro do mundo intelectual, se possível na Place de l’Ópera ou na Place de la Concorde. Lá deveriam ser editadas as obras mais importantes do pensamento moderno. Para esse fim foi fundada a Editora Internacional Anarquista, que publicava inúmeros livros, panfletos e jornais em todas as línguas. O governo francês, como o espanhol e todos os outros regimes reacionários do mundo, perseguia esse trabalho com todos os meios policiais possíveis. Não lhes agradava nada que o grupo de Ascaso e Durruti se tornasse conhecido também no terreno cultural. Prisões e exílios acabaram levando a editora à ruína. A criança dileta desses dois filhos de Dom Quixote teve de ser provisoriamente enterrada. Ascaso e Durruti voltaram a pegar em armas, como o Cavaleiro da Triste Figura tomara da lança “para acabar com a injustiça, salvar os aflitos e introduzir o reino da justiça na terra”.

Cánovas Cervantes, O curto verão da anarquia, Hans Magnus Enzensberger,
1987, Editora Schwarcz, São Paulo.