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Estamos na FLIPEI 2021

A Monstro dos Mares está presente na Festa Literária Pirata das Editoras Independentes (FLIPEI), que começou no dia 18 de Março e vai até o dia 28. A edição de 2021 da festa conta com a participação de mais de 100 editoras independentes. São livros de gêneros variados, literatura, ficção, infantis e livros políticos de diversos segmentos. Várias iniciativas editoriais que admiramos estão fazendo parte desse barco pirata e destacamos a infoshop 1.000 contra e as editoras Biblioteca Terra Livre, GLAC, Entremares, Intermezzo Editorial, N-1, sobinfluencia, Tenda de Livros, Crocodilo e Terra sem Amos (TSA). Por uma questão de prazos de inscrição, outras editoras não estão participando da FLIPEI, mas nem por isso você deve deixar de apoiar.

Como voc√™ pode imaginar, em fun√ß√£o da pandemia a festa est√° acontecendo online e o tema √© Livros e comunas para novos futuros. Voc√™ pode conferir a programa√ß√£o completa no site da FLIPEI e no Instagram @flipeioficial. As conversas ser√£o transmitidas pelo YouTube, no canal oficial da festa. Estar√£o presentes Kristin Ross, Atilio Bor√≥n, Toumani Kouyat√©, Julieta Paredes, Dayse Sacramento, Mark Bray, Peter Gelderloos e Kak√° Wer√°, al√©m de diversas atividades e encontros com temas interessantes do primeiro ao √ļltimo dia da edi√ß√£o anual do evento.

Descontos especiais

Durante a FLIPEI, as editoras foram convidadas a criar ofertas e descontos especiais para fortalecer o evento e tornar a festa mais pr√≥xima dos eventos presenciais, nos quais as editoras em suas barraquinhas oferecem √≥timos descontos. Atendendo ao chamamento, a Monstro est√° oferecendo 25% de desconto em cinco t√≠tulos que selecionamos. S√£o eles: “O √≠ndio no cinema brasileiro e o espelho recente“, de Juliano Gon√ßalves da Silva; “PIXA√á√ÉO: A arte em cima do muro“, de Luiz H. P. Nascimento; “Dial√©tica perspectivista anarcoind√≠gena“, de Guilherme Falleiros; “Trilhas dos imagin√°rios sobre os ind√≠genas e demografia antiautorit√°ria“, de Carolina Sobreiro; “Repensar a anarquia“, de Carlos Taibo.

Além desses livros com preço promocional, você pode utilizar o cupom FLIPEI21 para receber 5% de desconto em diversos livros e zines do nosso catálogo até o dia 28 de Março.

Sobre a FLIPEI

A FLIPEI é um projeto coletivo que envolve uma rede de editoras, artistas e coletivos independentes, organizado pela editora Autonomia Literária. Tudo começou com uma feira do livro alternativa dentro de um barco e o desejo de difundir pensamentos críticos e novas formas de ação e produção em comum. Desde 2018 a cidade de Paraty é invadida, através do rio Perequê-açu, por um barco pirata lotado de livros subversivos, durante a tradicional Festa Literária de Paraty (FLIP). https://flipei.net.br

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Nossa Rede de Apoio em Fevereiro de 2021

Rede de Apoio √© o nome que damos para o grupo de pessoas que colaboram com a exist√™ncia e continuidade das atividades da editora Monstro dos Mares. Nossa casa publicadora s√≥ √© capaz de permanecer com a ajuda mensal dessa gente que bota f√© no que fazemos ‚Äď distribuir livros e zines ‚Äď e todos os meses utilizamos este espa√ßo para compartilhar um pouquinho sobre o que fizemos e agradecer esse apoio, que √© muito importante para nosso projeto editorial.

Em Fevereiro de 2021, fizemos reuni√Ķes e contatos com as pessoas que enviaram materiais para publica√ß√£o. Conseguimos colocar novos t√≠tulos na pista e preparar novidades para as pr√≥ximas semanas. Chegaram conte√ļdos originais, artigos j√° publicados que foram transformados em zines e materiais que foram pesquisados especialmente para distribui√ß√£o nas recompensas da Rede de Apoio ou para compor o cat√°logo de nossa lojinha.

Recebemos o contato de Lucio Lambert que, juntamente com algumas amizades e com o financiamento direto da Rede de Apoio, vai poder distribuir muitos exemplares da cartilha “Adubos e Biofertilizantes de baixo custo“. Ser√£o 150 exemplares distribu√≠dos pelo autor, editora e Rede de Apoio e mais 100 exemplares financiados e distribu√≠dos por entidades, parcerias e amizades do autor.

Confira o vídeo onde a abobrinha (editora geral) apresenta os materiais das recompensas de Fevereiro:

Sua participação é fundamental

Com contribui√ß√Ķes a partir de 1 real no PicPay e de 5 reais no Catarse, voc√™ pode ajudar as atividades de divulga√ß√£o acad√™mica da Monstro dos Mares. Os recursos ser√£o utilizados para cobrir os custos necess√°rios com papel, tinta, manuten√ß√£o dos equipamentos e impress√£o de livros e fanzines que s√£o enviados gratuitamente para v√°rias recantos do pa√≠s, al√©m de parte das tarifas dos Correios. Esses materiais fortalecem espa√ßos sociais e comunit√°rios, ativistas, militantes, organiza√ß√Ķes e individualidades.

Amizades que apoiaram a editora em Fevereiro de 2021:

  • Lorenzo;
  • Karina Goto;
  • Camila;
  • Marcelo;
  • Viviane Kelly Silva;
  • Gabriel Jung do Amaral;
  • Mayumi Horibe;
  • Victor Hugo de Oliveira;
  • Ste;
  • Talles Azigon;
  • M√°rcio Massula;
  • Angela Natel;
  • Contribui√ß√Ķes An√īnimas
  • Pedro Augusto Papini;
  • Nicolas H Mosko;
  • Vitor Gomes da Silva;
  • Bruna Lima Sanyana;
  • Marcelo Mathias Lima;
  • Andressa Fran√ßa Arellano;
  • Lupi;
  • Z√©;
  • Vit√≥ria
  • Felipe Brunieri;
  • Leo Foletto;
  • Claudia Mayer;
  • Igor;
  • Fyb C;
  • Ian Fernandez;

A Editora Monstro dos Mares precisa da sua ajuda para continuar, contribua com
a Rede de Apoio no Catarse ou PicPay e receba materiais impressos em sua casa. 🖨️

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Tirar do repositório e levar para o território

[Na imagem: encontro da editora com amizades e apoiadores]

A Monstro dos Mares existe para fazer as ideias circularem, chegarem por a√≠ de m√£o em m√£o. Em 2020, com pandemia e tudo, distribu√≠mos gratuitamente 821 livros e 1.211 fanzines/livretos. Hoje decidimos celebrar esse n√ļmero, porque fazemos e distribu√≠mos livros e zines artesanais, feitos √† m√£o, um a um. Queremos dividir com voc√™ essa proeza.

Mas os n√ļmeros seriam vazios de significado sem a participa√ß√£o de autoras e autores, pessoas que ajudam fazendo a leitura de materiais originais, amizades que compartilham conosco a atividade da edi√ß√£o, discutem em grupo e d√£o o encaminhamento nos textos. S√£o monas, minas e manos que participam da Monstro dos Mares fazendo as tradu√ß√Ķes, revis√Ķes, recomenda√ß√Ķes de materiais para publica√ß√£o, capistas e, evidentemente, todas aquelas que recomendam, apoiam mensalmente, fazem compras em nossa lojinha ou pegam nas distros que fortalecem a circula√ß√£o dos mais de 240 t√≠tulos que comp√Ķem o cat√°logo do site.

A tarefa de divulga√ß√£o do conhecimento produzido em nosso tempo, com o olhar para √†s pr√≥ximas gera√ß√Ķes, √© um dos motivos que nos movem para al√©m de aprender a imprimir, cortar, grampear e colar. Existimos para compartilhar nossas vis√Ķes de mundo, relatos de pr√°ticas coletivas e perguntas que emergem das inquieta√ß√Ķes humanas e sociais do s√©culo 21. Imprimir livros √© registrar esses anseios no tempo. √Č poss√≠vel que em algum momento a Monstro dos Mares deixe de existir, mas haver√° em algum canto um exemplar impresso, um arquivo guardado em algum disco HD/SSD/eMMC ou pastinha da nuvem e os livros continuar√£o com outras pessoas (ou atrav√©s delas).

Com a ajuda de quem faz parte da Rede de Apoio, conseguimos os recursos necess√°rios para imprimir 821 livros e 1.211 zines de inspira√ß√£o an√°rquica que foram distribu√≠dos gratuitamente. Al√©m disso, esses recursos muitas vezes ajudam a pagar os envios pelos Correios. S√£o bibliotecas comunit√°rias, espa√ßos sociais ou culturais, sindicatos, federa√ß√Ķes, grupos de estudos, coletivos, militantes, ativistas, bandos, bandas, pesquisadoras e singularidades em v√°rios recantos que recebem os t√≠tulos que rodamos por aqui. Colocar todo esse material na pista √© uma parte importante dos objetivos da Monstro dos Mares, por isso √© importante nossa alegria em compartilhar esses n√ļmeros mesmo em tempos t√£o cheios de not√≠cias que nos roubam os sorrisos.

Seguir fazendo livros √© um de nossos prop√≥sitos. Ao realizar a divulga√ß√£o acad√™mica de inspira√ß√£o an√°rquica, temos a convic√ß√£o de que nossa tarefa tamb√©m √© tirar do reposit√≥rio e levar para o territ√≥rio. Seguimos incentivando que cada pessoa dedique um pouquinho do seu tempo para participar nas atividades de v√°rios coletivos editoriais, n√£o apenas na Monstro do Mares. N√£o somos uma ilha: estamos em rede. Neste momento, estamos passando por um severo e comprometido isolamento, o que implica numa constante ansiedade para que a popula√ß√£o possa ser imunizada integralmente e que possamos finalmente receber pessoas em nosso espa√ßo e trocar experi√™ncias. Colar com os bandos, visitar editoras, fazer oficinas, cultivar hortas, assar p√£es no forno de barro numa tarde cheia de boas conversas em grupo, arriscar queixos/joelhos e cotovelos em velozes alicates, apoiar a instala√ß√£o de sistemas fotovoltaicos comunit√°rios rurais e urbanos. √Č tanta vontade que nem cabe num par√°grafo.

Sabemos que o cap√≠tulo p√≥s-pandemia ainda vai levar um tempo e muitas lutas para chegar. Enquanto isso, seguimos fazendo todo o poss√≠vel para nos mantermos em seguran√ßa, em solidariedade com movimenta√ß√Ķes de compas, cometendo lives, criando podcasts, gravando v√≠deos e, logicamente, fazendo muitos e muitos livros. Para isso, vamos aumentar o volume de impress√Ķes e ampliar as possibilidades de encontros entre a palavra escrita e as lutas di√°rias da nossa gente. Abrimos um espa√ßo na casa editorial para o Duplicador Digital Ricota DX-2330, uma ferramenta importante para a Monstro dos Mares seguir publicando as p√°ginas que fazem emergir, na pr√°tica, entendimentos de que h√° muitos modos de superar a normalidade e expandir horizontes de possibilidade para enfrentar todas as formas de opress√£o.

Para seguir multiplicando ideias: celebramos nossos passos, agradecemos o carinho das amizades e pedimos seu apoio de todas as formas que estiverem a seu alcance!

Os n√ļmeros de 2020

Impress√Ķes:
Livros impressos: 2.854
Zines impressos: 5.005

Distribuição gratuita:
Livros distribuição gratuita: 821
Zines distribuição gratuita: 1.211

Total de impress√Ķes de 2020: 223.444
Total de Kw gerados e consumidos com energia solar em 2020: 75Kw


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A Rede de Apoio em Janeiro de 2021

Pacote Ciberpunk da abobrinha

A Rede de Apoio √© uma chance de nos conectarmos com pessoas que compartilham a ideia de que os livros e a palavra impressa t√™m um significado maior do que apenas um amontoado de um monte de coisa escrita como disse isso da√≠, taoquei. Compartilhar princ√≠pios e pr√°ticas √© muito mais do que ler e concordar com os postulados de alguns te√≥ricos. A solidariedade acontece quando estendemos os bra√ßos para fortalecer as atividades das coletividades e ideias de pessoas que fazem as lutas do nosso tempo. O livro impresso, abundante, acess√≠vel e dispon√≠vel √© uma parte dessa ecologia de resist√™ncia que enfrenta as opress√Ķes que tornam mais dif√≠cil a vida de toda a gente que sofre.

A Editora Monstro dos Mares √© um coletivo de pessoas em movimento que buscam transforma√ß√Ķes sociais profundas e urgentes. Somos uma dezena de pessoas que lan√ßam m√£o do seu pouco tempo livre dispon√≠vel para ler e discutir os textos que s√£o publicados como livros, zines e artigos no blog. Tamb√©m contamos com a disposi√ß√£o das mais de tr√™s dezenas de pessoas que participam da Rede de Apoio para ajudar nos processos de prepara√ß√£o de textos, revis√£o, tradu√ß√£o e atividades de publica√ß√£o. Al√©m disso, monas, minas e manos que compreendem a import√Ęncia do livro passando de m√£o em m√£o em todos os recantos enviam colabora√ß√Ķes por e-mail, grupo no telegram e nas chamadas m√≠dias sociais.

Intensificar a conexão entre as aquelas e aqueles que cometem livros e as mais diversas singularidades, coletividades, espaços sociais e de pesquisa acadêmica só é possível porque existem pessoas que confiam em nossas práticas. Em 2020, a Editora Monstro dos Mares, em colaboração da Rede de Apoio, distribuiu gratuitamente 821 livros e 1.211 zines gratuitamente.

Agradecemos imensamente as pessoas que tornam o nosso projeto possível:

  • Gabriel Jung do Amaral;
  • Camila;
  • Mayumi Horibe;
  • Victor Hugo de Oliveira;
  • Taipy;
  • Nicolas H Mosko;
  • DaVinci;
  • Viviane Kelly Silva;
  • Bruna Lima Sanyana;
  • Andressa Fran√ßa Arellano;
  • Marcelo Mathias Lima;
  • Vitor Gomes da Silva;
  • Z√©;
  • Felipe Brunieri;
  • Leo Foletto;
  • Leonardo Goes;
  • Mauricio Marin;
  • Fernando Silva e Silva;
  • Nilo Sergio Campos;
  • Thiago de Macedo Bartolet;
  • Alexis Peixoto;
  • Lupi
  • Paulo Oliveira;
  • Anna Karina;
  • Caio;
  • Vit√≥ria;
  • Claudia Mayer;
  • Andrei Cerentini;
  • Igor;
  • Pedro Augusto Papini;
  • Ian;
  • Fyb C;
  • Lorenzo;
  • Karina Goto;
  • Guapo;
  • Ste;
  • Contribui√ß√Ķes an√īnimas.

A Editora Monstro dos Mares precisa da sua ajuda para continuar, contribua com
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Treta do frete (envio de livros) 📩

a treta do frete

Treta do frete: porque o rastreamento demora para atualizar?

Os grandes sites de e-commerce habituaram as pessoas a acreditar que s√≥ existem duas modalidades de envios nos Correios: PAC e Sedex. Mas n√£o √© bem assim: essa √© a treta do frete. Quem recebe e envia livros provavelmente j√° se deparou com esses c√≥digos de rastreamento que come√ßam com as letras JN ou RE, que demoram para atualizar. Mas √© assim mesmo que funciona o IMPRESSO na modalidade de REGISTRO M√ďDICO. Esse √© um servi√ßo de envio de materiais impressos para editoras, livrarias, sindicatos, cooperativas, associa√ß√Ķes e pessoas f√≠sicas que precisam de uma modalidade econ√īmica de envio pelos Correios.

No v√≠deo Treta do Frete, dispon√≠vel abaixo, Baderna James apresenta a modalidade de envios utilizada pela Monstro dos Mares, o IMPRESSO. Como funciona? Quais as diferen√ßas entre o Impresso e outras modalidades de entregas? Quem pode utilizar e porque demora tanto para atualizar no Sistema de Rastreamento de Objetos (SRO)? Como a pandemia de coronavirus est√° afetando o dia a dia de atendentes, carteiras e carteiros, operadores de triagem e transbordo (OTT’s) e os prazos de entregas? Antes de falar sobre o pre√ßo do frete, James aproveita para contar uma hist√≥ria envolvendo a sua av√≥, um carteiro e um banco de concreto. O editor tamb√©m d√° dicas importantes sobre como cuidar da sua caixa de correspond√™ncia e como s√£o entregues os pacotes de impressos na sua casa.

Muito se fala sobre uma improv√°vel privatiza√ß√£o dos Correios, mas s√≥ quem n√£o conhece o cotidiano do milagre log√≠stico operado pela EBCT em todos os munic√≠pios brasileiros para dizer uma coisa dessas. Quem compraria os Correios, se j√° existem servi√ßos de entrega de encomendas privados de grandes e pequenas transportadoras? Como um pacote de livros pode atravessar o pa√≠s por apenas 20 reais? √Č l√≥gico que o servi√ßo prestado pela empresa sempre pode melhorar, e poderia at√© mesmo ser mais barato. Mas ser√° que as tarefas de trabalhadoras e trabalhadores que est√£o em afastamento por motivo de sa√ļde est√£o sendo compensadas ou est√£o ficando acumuladas? Ser√° que ser√£o realizados novos concursos ou contrata√ß√Ķes? E a fun√ß√£o de pessoas que est√£o merecidamente buscando aposentadoria, ou que j√° se aposentaram, recebem reposi√ß√£o ou tem algu√©m deixando de contratar para ver a empresa quebrar?

Os Correios j√° foram uma das mais prestigiadas e confi√°veis empresas do pa√≠s e seus servi√ßos costumavam ser reconhecidos por todos. O desmonte dos Correios √© fruto de muitas gera√ß√Ķes de maus gestores, ladr√Ķes que roubaram os fundos de pens√Ķes de trabalhadores e pilantras como o ministro da economia, que pensam que podem vender a empresa a pre√ßo de banana s√≥ para dizer que conseguiu vender alguma coisa. Privatiza√ß√£o √© coisa de ladr√£o!

As amizades que fazem parte da Rede de Apoio recebem os v√≠deos antecipadamente e possibilitam a aquisi√ß√£o e manuten√ß√£o dos recursos t√©cnicos para que mais conte√ļdos sejam criados e disponibilizados em v√≠deo no Youtube e no Podcast da editora. Nosso muito obrigado pelo apoio e um salve especial √†s monas, minas e manos que trabalham nos Correios.

25 de Janeiro, Dia do Carteiro. 💌

Para ouvir no Podcast

Esse e outros episódios você ouve no Podcast da Editora Monstro dos Mares nas principais plataformas de áudio com distribuição pela Anchor.

Para baixar o arquivo de áudio MP3 do episódio do podcast basta clicar aqui.

Ei pirata! 🏴‍☠️
Faça parte da Rede de Apoio da editora fazendo uma contribuição mensal:
Catarse assinaturas ou no PicPay assinaturas

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Agradecimentos Rede de Apoio e Solidariedade (Dezembro de 2020)

Escrever agradecimentos √†s pessoas que fortalecem a correria do nosso bonde √© o m√≠nimo que podemos fazer. Neste m√™s, conseguimos fazer algo mais: fizemos um encontro, uma celebra√ß√£o (assim, do jeito que d√°, on-line). Chamamos as amizades do conselho editorial e cient√≠fico, da Rede de Apoio e Solidariedade, e tamb√©m algumas pessoas que publicaram conosco em 2020. Essa atividade n√£o teve car√°ter de reuni√£o, afinal, estamos no final de um ano horroroso e estamos felizes que podemos nos encontrar para conversar e saber como cada singularidade est√° atravessando esse per√≠odo. Sim, esse ano foi um triturador. Tudo o que se fez e o que ainda vamos fazer precisa ser entendido e avaliado pelas limita√ß√Ķes desse per√≠odo estranho, n√£o por suas potencialidades. Essa avalia√ß√£o se estende, inclusive, aos nossos afetos.

Ch√° da tarde especial da Rede de Apoio e Solidariedade

O final de ano tamb√©m √© aquela √©poca em que muita gente rememora o que fez durante o ano, em busca de aprendizados. Em 2020 n√≥s decidimos n√£o realizar uma retrospectiva, porque nossa maior vit√≥ria foi seguir existindo. Ao que tudo indica, em 2021 permaneceremos em casa; com isso, decidimos rever fatores importantes de nossa presen√ßa nas redes sociais e de comunica√ß√£o. Voltamos ao Twitter, com mais pessoas ajudando a responder e deixar o perfil mais humano, uma vez que nos √ļltimos tempo apenas o rob√ī cuidava de tudo. Tamb√©m voltamos a enviar not√≠cias por e-mail (newsletter), uma pr√°tica que havia sido deixada de lado em fun√ß√£o da correria do dia a dia.

Estamos felizes em poder contar com uma rede pr√≥xima de pessoas que confia no que fazemos e fortalece o envio de materiais para diversos recantos do pa√≠s. Em 2020, as pessoas que fazem parte da Rede de Apoio da Monstro fortaleceram a distribui√ß√£o gratuita de 821 livros e 1211 zines para coletivos, movimentos, bibliotecas comunit√°rias, okupas, sindicatos, federa√ß√Ķes, pesquisadoras e pesquisadores independentes e acad√™micas. Temos certeza de que parte significativa de nosso esfor√ßo di√°rio em produzir cultura e refer√™ncias de pesquisa √© destinada a ser enviada gratuitamente pelos Correios. Nada disso seria poss√≠vel sem o desprendimento do valor de uma lanche ou uma pizza de algumas pessoas. Com o pouquinho de cada uma, conseguimos fazer muito.

Obrigado por estar conosco em Dezembro de 2020:

  • Ian Fernandez
  • Fyb C
  • Lorenzo
  • Karina Goto
  • Camila
  • Caio
  • Mayumi Horibe
  • Gabriel Jung do Amaral
  • Viviane Kelly Silva
  • R
  • Vitor Gomes da Silva
  • Z√©
  • Leo Foletto
  • Nicolas H Mosko
  • Andressa Fran√ßa Arellano
  • Marcelo Mathias Lima
  • Fernando Silva e Silva
  • Thiago de Macedo Bartoleti
  • Victor Hugo de Oliveira
  • Mauricio Marin Eidelman
  • Lupi
  • Leonardo Goes
  • Paulo Oliveira
  • Anna Karina
  • Andrei Cerentini
  • Igor
  • Claudia Mayer
  • Guapo
  • M√°rcio Massula
  • Angela Natel
  • Talles Azigon
  • Contribui√ß√Ķes e apoios an√īnimos

A Editora Monstro dos Mares precisa da sua ajuda para continuar, contribua com
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Agnes Inglis: Bibliotec√°ria Anarquista

Agnes Inglis nunca planejou uma carreira como bibliotec√°ria. Aos 52 anos em 1924, e ap√≥s um per√≠odo de intenso trabalho em prol dos imigrantes radicais que enfrentavam persegui√ß√£o e deporta√ß√£o ap√≥s a Primeira Guerra Mundial, Inglis visitou a biblioteca da Universidade de Michigan para consultar a cole√ß√£o de livros, peri√≥dicos, artigos, recortes e ef√™mera doada por seu amigo Joseph Labadie em 1911. ‚ÄúJo‚ÄĚ Labadie1 foi um l√≠der sindical, reformador social e anarquista individualista que acumulou um grande n√ļmero de materiais documentando a multid√£o de eventos e movimentos dos quais ele participou ao longo de uma carreira de quarenta anos. Inglis encontrou a cole√ß√£o original de Labadie nas mesmas condi√ß√Ķes em que fora doada: ‚Äúem √≥timo estado‚Ķ embora ainda n√£o encadernada‚ÄĚ. (Inglis 1924) Ela decidiu passar um curto per√≠odo de tempo como volunt√°ria na biblioteca desempacotando e separando materiais. Esse curto per√≠odo se transformou em 28 anos de servi√ßo distinto e principalmente gratuito, durante os quais ela n√£o apenas organizou a grande cole√ß√£o, mas a aumentou em cerca de vinte vezes seu tamanho original, e a elevou ao status de que goza hoje entre as bibliotecas que documentam a hist√≥ria e filosofia do anarquismo e outros movimentos sociais e pol√≠ticos radicais. A vida de Inglis como anarquista e bibliotec√°ria nos mostra um excelente caso de intersec√ß√£o entre ideais pol√≠ticos e biblioteconomia.

Agnes Inglis

Nascida como a filha mais nova de uma fam√≠lia abastada de Detroit em 1872, Agnes passou a maior parte de suas tr√™s primeiras d√©cadas em uma casa de fam√≠lia religiosa, conservadora e isolada. Seu pai, um m√©dico not√°vel, morreu quando ela tinha quatro anos. Al√©m de um ano em uma academia exclusiva para meninas em Massachusetts, Inglis passou a juventude cuidando de uma irm√£ doente com c√Ęncer e, posteriormente, de sua m√£e, que morreu antes de Agnes completar trinta anos. Sem mais obriga√ß√Ķes familiares e uma renda substancial, Agnes saiu de casa para viajar e frequentar a Universidade de Michigan, onde estudou hist√≥ria e literatura.

Inglis deixou a escola antes de se formar e passou v√°rios anos como assistente social na Hull House, em Chicago, na Franklin Street Settlement House em Detroit e na Ann Arbor YWCA. Enquanto trabalhava nesses ambientes, ela adquiriu conhecimento √≠ntimo das condi√ß√Ķes injustas de trabalho e vida sofridas por mulheres e homens imigrantes da classe trabalhadora. Ela tamb√©m se tornou c√©tica quanto √† efic√°cia das pol√≠ticas e programas liberais destinados a transformar a vida dos trabalhadores e, subsequentemente, come√ßou a questionar as condi√ß√Ķes sociais, econ√īmicas e pol√≠ticas nos Estados Unidos.

Ao mesmo tempo, Inglis continuou sua educa√ß√£o abreviada informalmente. Ela lia muito e era especialmente atra√≠da e persuadida por escritores revolucion√°rios. Ela assistiu a muitas palestras em Ann Arbor e Detroit dadas por uma variedade de cr√≠ticos sociais, muitos deles anarquistas. Ela conheceu Emma Goldman em 1915 e tornou-se amiga da famosa anarquista, por meio da qual tamb√©m conheceu Alexander Berkman, companheiro e amante de longa data de Goldman. Inglis organizou palestras anarquistas no sudeste de Michigan, come√ßou associa√ß√Ķes e amizades com muitos radicais locais e juntou-se √† divis√£o de Detroit dos Trabalhadores Industriais do Mundo (IWW). Al√©m de seu ativismo, Inglis usou seus recursos financeiros para apoiar generosamente os esfor√ßos radicais, de fundos de greve a dinheiro de fian√ßa para aqueles presos por expressar pontos de vista pol√≠ticos impopulares.

Com o in√≠cio do envolvimento dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial, Inglis intensificou suas atividades radicais, participando frequentemente de manifesta√ß√Ķes de protesto contra o recrutamento militar obrigat√≥rio e a guerra. Quando o governo reprimiu os radicais que se manifestavam contra a guerra no que ficou conhecido como o primeiro Red Scare (p√Ęnico vermelho), Inglis descobriu que seus recursos eram ainda mais necess√°rios. Junto com os esfor√ßos incans√°veis em apoio √†queles que enfrentavam a deporta√ß√£o, ela tamb√©m pagou fian√ßa para v√°rios indiv√≠duos e contribuiu pesadamente para seus fundos de defesa. Seu apoio de longa data a causas radicais acabou levando sua fam√≠lia a cortar seu acesso ilimitado a fundos e deu-lhe apenas uma renda modesta para viver.

Quando a turbul√™ncia ap√≥s o Red Scare diminuiu, Inglis come√ßou sua carreira na Cole√ß√£o Labadie. Como curadora, Agnes desenvolveu t√©cnicas organizacionais idiossincr√°ticas que, no entanto, forneceram uma estrutura √ļtil para a cole√ß√£o. Ela come√ßou dividindo materiais diversos em amplas categorias de assuntos que resultaram em um sistema de arquivos vertical ainda em uso atualmente. Ela tinha muitos jornais encadernados, incluindo Mother Earth, Regeneration e Appeal to Reason, e compilou recortes e outras coisas ef√™meras em √°lbuns de recortes, lidando com assuntos sobre os quais existia documenta√ß√£o abundante, como Emma Goldman, Haymarket, o IWW, o caso Tom Mooney, e Sacco e Vanzetti. Al√©m disso, ela construiu um cat√°logo de fichas detalhado (tamb√©m ainda em uso) que continha a cataloga√ß√£o em n√≠vel de item da maioria dos materiais da cole√ß√£o, bem como listas de informa√ß√Ķes de indiv√≠duos e grupos que funcionavam como um arquivo de autoridade de nome de baixo n√≠vel.

Agnes Inglis

Embora sua morte tenha deixado alguns mist√©rios sobre a disposi√ß√£o dos materiais na cole√ß√£o, seus esfor√ßos organizacionais restauraram informa√ß√Ķes contextuais aos materiais e os tornaram muito mais utiliz√°veis por pesquisadores. N√£o h√° evid√™ncias de que ela teve ou procurou a ajuda de bibliotec√°rios treinados dentro do sistema de biblioteca; consequentemente, todo esse trabalho foi feito por conta pr√≥pria.

A Inglis teve sucesso em aumentar e ampliar muito o acervo da Cole√ß√£o Labadie. Depois de alguns anos organizando-a, Agnes e Jo enviaram uma carta a 400 radicais pedindo-lhes que contribu√≠ssem com seus materiais documentando eventos e pessoas que conheciam. Embora a carta tenha recebido apenas uma resposta limitada, Inglis a usou como ponto de partida para buscar agressivamente pessoas para doar materiais. Entre as cole√ß√Ķes mais importantes que ela adicionou estavam documentos relacionados a Voltairine de Cleyre, uma anarquista nascida em Michigan e amiga de Emma Goldman, e o escritor socialista John Francis Bray. Ela usou suas extensas conex√Ķes e correspond√™ncia com radicais do per√≠odo, como Goldman, Roger Baldwin, Elizabeth Gurley Flynn e Ralph Chaplin, entre muitos outros, para persuadi-los a contribuir com materiais relevantes. Agnes tamb√©m ajudou muitos indiv√≠duos em suas pesquisas e publica√ß√Ķes, incluindo ajudar Goldman e Chaplin com suas autobiografias, Henry David com o seminal The Haymarket Tragedy e James J. Martin com Men Against the State.

A carreira de Inglis tem significado hist√≥rico para bibliotec√°rios preocupados com quest√Ķes de justi√ßa social por uma s√©rie de raz√Ķes. Sua hist√≥ria √© inspiradora do ponto de vista pol√≠tico porque, uma vez que seus ideais pol√≠ticos foram formados, ela nunca os traiu e os viu como centrais para seu trabalho como bibliotec√°ria. Suas motiva√ß√Ķes vieram explicitamente de sua devo√ß√£o aos ideais da filosofia e da hist√≥ria dos anarquistas e outros radicais de esquerda com os quais ela trabalhou por um mundo melhor e mais justo. Seus compromissos pol√≠ticos muitas vezes trabalharam em benef√≠cio da cole√ß√£o, visto mais explicitamente no uso de suas conex√Ķes para adquirir registros de seus camaradas. Mesmo recentemente, a Cole√ß√£o Labadie recebeu um valioso conjunto de pap√©is de uma mulher que ainda era grata a Agnes por ter libertado seu pai da pris√£o em 1917.

Ela tamb√©m priorizou o uso da cole√ß√£o, chegando ao extremo de emprestar materiais. Quando um de seus tomadores de empr√©stimo danificava ou n√£o devolvia um item, sua natureza gentil e generosa nunca permitiu que ela os acusasse. Ela ficou satisfeita o suficiente com o interesse das pessoas pelos materiais. Uma nota que ela escreveu descrevendo seu empr√©stimo de um livro para um anarquista italiano que vivia na Vig√©sima Alian√ßa em Detroit em 1934 diz que ‚Äúa Vig√©sima Alian√ßa √© dura para um livro raro!‚ÄĚ

Finalmente, seu conhecimento dos indiv√≠duos e eventos daquela hist√≥ria permitiu-lhe coletar, organizar, descrever e fornecer acesso aos materiais da cole√ß√£o com efic√°cia. Certa vez, Inglis escreveu para Emma Goldman: ‚ÄúN√£o √© brincadeira pegar todo esse material e consert√°-lo para que os alunos possam realmente us√°-lo. N√£o √© um trabalho que todos possam fazer. √Č preciso conhecer o material. As pessoas n√£o gostam disso.‚ÄĚ (Inglis 1925) Agnes devotou o ter√ßo final de sua vida √† Cole√ß√£o Labadie, at√© sua morte em 1952. Gera√ß√Ķes de acad√™micos que usaram a cole√ß√£o apreciaram o conhecimento, habilidade e dedica√ß√£o que Agnes Inglis trouxe √† causa de documentar a hist√≥ria dos movimentos pol√≠ticos radicais nos Estados Unidos e sua contribui√ß√£o para essa hist√≥ria √© incomensur√°vel.

Trabalhos citados

  • Inglis, Agnes (1924) Carta para Joseph Labadie, 11 de fevereiro, Joseph Labadie Papers, Labadie Collection, University of Michigan, Ann Arbor.
  • Inglis, Agnes (1925) Carta para Emma Goldman, 19 de mar√ßo, Emma Goldman Papers, Labadie Collection, University of Michigan, Ann Arbor.

Por: Julie Herrada e Tom Hyry
Publicado no Progressive Librarian
Traduzido por DaVinci, revisado por abobrinha.

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  1. Para obter mais informa√ß√Ķes sobre a vida de Labadie, consulte a excelente nova biografia de Carlotta Anderson, All American Anarchist: Joseph A. Labadie e o Movimento Trabalhista (Detroit: Wayne State University Press) 1998. []
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Apresenta√ß√£o de “Abaixo ao trabalho 2¬™ edi√ß√£o” por Baderna James

Abaixo ao trabalho
Imagens da primeira e segunda edição

A segunda edi√ß√£o de Abaixo ao Trabalho √© uma homenagem, uma sauda√ß√£o e lembran√ßa muito querida de um t√≠tulo que circulou durante muitos anos em v√°rios meios gra√ßas a atua√ß√£o da editora Deriva, um coletivo editorial que apresentou a toda uma gera√ß√£o, a possibilidade de realizar livros artesanais de baixo custo sem depender da ind√ļstria gr√°fica e sem amargar com tiragens gigantes.

A experi√™ncia de escolher os textos, format√°-los e colocar ‚Äúpra rodar‚ÄĚ √© o que forma uma editora. Essa tarefa vem acompanhando coletivos de inspira√ß√£o an√°rquica ao curso da hist√≥ria. √Č poss√≠vel citar um sem-n√ļmero de iniciativas genuinamente artesanais que estiveram presentes na forma√ß√£o de leitores dissidentes e libert√°rios. Coletivo Sabotagem, Barba Ruiva, Deriva, Nenhures, Index Librorum Prohibitorum, Erva Daninha, s√£o algumas dessas editoras que colocaram na pista livros feitos um a um, manualmente, nos mais diversos formatos e materiais.

Atualmente, algumas editoras como Imprensa Marginal, Contraciv, Fac√ß√£o Fict√≠cia, Subta e Monstro dos Mares est√£o em movimento a mais tempo, saudando e inspirando o surgimento de diversas editoras artesanais que se chegam como a Terra Sem Amos (TSA), Adand√©, Amanaj√©, Edi√ß√Ķes Kisimbi, Lampi√£o, Insurg√™ncia, Correria e outros tantos projetos que florescem nos diversos recantos do pa√≠s.

Relembrar e homenagear a movimenta√ß√£o de compas que fizeram livros com as pr√≥prias m√£os e celebrar a chegada de tantos outros coletivos nos d√° a certeza de que √© poss√≠vel apropriar-se das t√©cnicas e das tecnologias que comp√Ķem a produ√ß√£o de livros e zines. Publicar os textos que percorrem o nosso tempo com observa√ß√Ķes e an√°lises, pesquisas e investiga√ß√Ķes, relatos e estudos, comp√Ķem um conjunto de pr√°ticas significativas para formar um retrato da perman√™ncia das ideias de autonomia, liberdade, auto-organiza√ß√£o e colabora√ß√£o na luta contra todas as formas de opress√£o.

Anarquistas, libert√°rias, aut√īnomas, an√°rquicas, cr√≠ticas, dissidentes ou insurgentes, independente das cores e das tintas de cada coletivo editorial artesanal de ontem e de hoje, Abaixo ao Trabalho retorna √†s ruas, para circular de m√£o em m√£o, aproximando pessoas, movimentos, coletivos, grupos e bandos em torno de suas ideias: uma cr√≠tica genu√≠na √† ideia de trabalho.

Muitas das pessoas que tocam projetos editoriais artesanais j√° desistiram da possibilidade de se manterem em empregos horr√≠veis, trocando suas liberdades por um sal√°rio no final do m√™s. O livro que voc√™ tem em m√£os, re√ļne n√£o apenas um conjunto de ideias, mas espectro de experi√™ncias que (re)afirmam a possibilidade de que h√° diversos modos de multiplicar e se somar as lutas do nosso tempo.

Faça livros, multiplique!

Baderna James, Outubro de 2020.


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Onde encontrar: Sebo da Galeria (Belém, PA)

Sebo da Galeria

O Sebo da Galeria √© um espa√ßo de difus√£o da leitura e da literatura radical em Bel√©m, um lugar onde voc√™ encontra t√≠tulos cl√°ssicos novos ou usados e tamb√©m as novidades editoriais do meio anarquista. Na galeria acontecem alguns eventos, lan√ßamentos de livros, debates, saraus, feiras e charlas. Em fun√ß√£o da pandemia, entretanto, os eventos p√ļblicos est√£o suspensos. Todo Domingo na Pra√ßa da Rep√ļblica o pessoal do sebo leva o material para o contato direto com o p√ļblico.

O livreiro tem mais de dez anos de experiência na arte de comprar, vender e trocar livros novos e usados. Tudo começou com a exposição e distribuição de livros utilizando o pano no chão, material anarcopunk, participação em eventos acadêmicos, até conquistar o espaço na Galeria Alberto Lopes, a cerca de três anos, onde existem outros dois sebos e uma loja de quadrinhos.

Quando você estiver por perto, dê uma passada lá. O Sebo não tem horário fixo de atendimento, mas o livreiro resolve quase tudo pelo zap rapidão. =]

Sebo da Galeria
Av. Presidente Vargas, 560.
Galeria Alberto Lopes, entre Riachuelo e Aristides Lobo.
Pedidos e encomendas por Whatsapp (91) 8403-1182

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Monstro dos Mares: 500.000 impress√Ķes de livros e zines de inspira√ß√£o an√°rquica

No m√™s de Outubro de 2020 a Editora Monstro dos Mares, um pequeno coletivo editorial de inspira√ß√£o an√°rquica localizado no interior do estado do Paran√°, atingiu a marca de meio milh√£o de impress√Ķes. Esse n√ļmero n√£o representa absolutamente nada para a ind√ļstria gr√°fica nacional, mas √© muito significativo para as pessoas, coletivos, movimentos sociais, bibliotecas comunit√°rias e iniciativas editoriais de livros e zines artesanais no Brasil.

Fazer impress√Ķes em casa para distribuir e fortalecer a dissemina√ß√£o de ideias radicais re√ļne um espectro de experi√™ncias que evidenciam a import√Ęncia da autonomia e da livre coopera√ß√£o entre pessoas e coletivos que compartilham dos mesmos princ√≠pios e √©ticas. Ao produzir um novo t√≠tulo, ou recuperar e colocar para circular uma publica√ß√£o de outros tempos, aprendemos muito sobre apropria√ß√£o tecnol√≥gica, sobre a necessidade de tinta no papel. Tamb√©m percebemos a urg√™ncia do desenvolvimento de estrat√©gias de sobreviv√™ncia e manuten√ß√£o de nossos espa√ßos coletivos, que muitas vezes se beneficiam diretamente da distribui√ß√£o, venda e circula√ß√£o de impressos. Al√©m disso, obviamente, aprendemos sobre a contribui√ß√£o para o aprendizado e mobiliza√ß√£o das pessoas que est√£o unidas conosco nas lutas sociais ao lado de quem vem de baixo.

Nesse momento marcante da editora, queremos agradecer √†s monas, minas e manos que em algum momento de suas vidas e milit√Ęncias decidiram dedicar algum tempo para produzir materiais que questionam o Estado e o estado de coisas. S√£o livros e zines que subvertem l√≥gicas estabelecidas, pesquisas acad√™micas que exp√Ķem as linhas de fratura da normalidade e relatos de grupos e individualidades que, do lado de fora dos muros das universidades, criaram materiais para circular de m√£o em m√£o, feitos em casa, de baixo custo e que v√£o circular entre pessoas (tal como voc√™ e eu) que lutam para que o mundo, da forma que est√°, n√£o mere√ßa existir por nem mais um segundo.

Em 2020, desde o primeiro dia do ano, a Monstro dos Mares chamou para que as águas fizessem emergir novas editoras, coletivos publicadores, distros e banquinhas. Quando essas iniciativas despontam no horizonte, nossa sensação de criar, resgatar, mobilizar e difundir ideias radicais e dissidentes no formato impresso é uma ação direta no enfrentamento do grande capital, das constantes guinadas autoritárias, da precarização do trabalho e da destruição do meio ambiente. Essa não é uma tarefa fechada em si mesma, mas que está unida, de braços esticados e na luta. Tudo isso buscando não ignorar as subjetividades que nos constituem como pessoas e que nos unem como coletividades. Quando surge uma nova editora anarquista, aspiramos novos ares e vento nas velas.

As 500.000 impress√Ķes que alcan√ßamos desde Agosto de 2017 representam mais do que 50 caixas de papel, 500 pacotes de A4, 15 litros de tinta pigmentada, mais de 5.000 livros e 9.000 zines. Esse meio milh√£o de impress√Ķes significa que h√° um espa√ßo, mares naveg√°veis e um oceano de limonada para as ideias radicais. Al√©m de comemorar esses n√ļmeros, queremos agradecer cada pessoa que carinhosamente nos incentiva a continuar fazendo o que acreditamos. Livros e Anarquia!

Editora Monstro dos Mares
Outubro de 2020