Limonada o servidor comunitário da Rede de Apoio

A Rede de Apoio da Monstro dos Mares é formada por pessoas que fortalecem economicamente, de maneira contínua, as atividades e necessidades mensais da editora. Trata-se de uma base comunitária que sustenta não apenas a produção editorial, mas também as condições materiais de existência de quem decidiu fazer livros como parte da luta.

Os recursos da Rede de Apoio são utilizados para custear despesas essenciais, como remédios e estudos, e também para estruturar ferramentas que ampliem a participação da comunidade nos processos da editora. A ideia é simples e política: transformar apoio financeiro em autonomia coletiva, criando meios para que mais pessoas acompanhem, colaborem e compartilhem o cotidiano de uma editora anarquista independente.

Em 2019, a Rede de Apoio viabilizou a aquisição de um servidor usado, onde passamos a hospedar microserviços de blogs e websites utilizando a tecnologia Tor. Foi um passo importante na construção de uma infraestrutura própria, alinhada com princípios de privacidade e soberania digital.

Em 2023, tivemos uma breve, mas muito feliz, experiência com uma conexão de internet sem CGNAT. Nesse período, conhecemos o YunoHost, um ambiente de portal voltado para pequenas comunidades, grupos e coletivos, que facilita a instalação e a gestão de serviços digitais autônomos.

Agora, em 2026, novamente com recursos da Rede de Apoio, contratamos um servidor VPS e, com a ajuda do grupo de tecnologia da editora, realizamos a instalação do YunoHost. O servidor já está disponível para uso da comunidade.

Entre os principais serviços oferecidos está o Calibre Web, uma ferramenta que permite navegar, baixar ou sincronizar dispositivos e-reader, como Kindle e Kobo, com os livros digitais em formato EPUB da Monstro dos Mares. Também estão disponíveis:

  • SearXNG, ferramenta de busca que prioriza a privacidade;
  • FacePrivacy, para borrar rostos em imagens;
  • LibreQR, para gerar QR codes conforme a necessidade;
  • outras aplicações poderão ser implementadas em breve, de acordo com as demandas da comunidade.

O servidor recebeu o nome de Limonada, em referência ao Oceano de Limonada, alegoria criada por Hakim Bey. A escolha do nome dialoga com a imaginação radical e com a criação de territórios autônomos temporários, onde outras formas de convivência e organização são possíveis.

Neste momento, estamos cadastrando prioritariamente as pessoas que já fazem parte da Rede de Apoio. Quem desejar integrar o servidor pode entrar em contato com Baderna Jaime, que está cuidando da gestão do VPS comunitário.

A Rede de Apoio não financia apenas livros. Ela financia infraestrutura, cuidado e autonomia. Venha fazer parte.

e-mail: [email protected] | zapzap: wa.me/5551994037547

A queda da nuvem e o chamado à autogestão digital

Boa parte da internet saiu do ar hoje. Em vez de depender da “nuvem”, poderíamos falar de infraestrutura própria, servidores comunitários e redes autônomas. Dizem que anarquistas são utópicos demais. Eis o exemplo prático. 18/11, dia em que a Cloudflare caiu.

Para falar de infraestrutura de internet no Brasil, é preciso encarar a infraestrutura de rede. Muita gente que poderia construir serviços comunitários está presa ao CGNAT para simplesmente acessar a rede. Sem endereços públicos e sem IPv6 funcional, autonomia vira exceção.

Em 2019, a Monstro colocou no ar um servidor usado via Tor. Depois rodamos o Yunohost. Hoje estamos novamente atrás de um CGNAT, sem recursos para contratar IP público. Isso deveria ser um direito de todes. Autonomia digital não é luxo. É condição para existir.

Servidores comunitários fortalecem autonomia e cuidado coletivo. Preservam privacidade, reduzem a dependência de big techs e mantêm serviços quando a nuvem falha. Compartilhar serviços forma pessoas para cuidar da infraestrutura. É autogestão digital na prática.

Ironia dolorosa. Dependemos das big techs e, quando os sistemas falham, perdemos o chão. Falta-nos prática em usar caminhos próprios para manter a conversa viva e compartilhar ideias com quem está na mesma luta. Sem autogestão, a rede vira silêncio temporário.


Post escrito durante a queda da CloudFlare em 18 de Novembro de 2025, por Baderna. Imagem Creative Commons de Open Grid Scheduler.

Criptainha 2025: 29 de Novembro em Florianópolis

CripTainha 2025 – Nossas redes fazemos nós! Autonomias em tempo de colapsos. Os mares seguem revoltos. Derretimento das democracias liberais, ascensão do tecnofeudalismo autoritário, colapso socioambiental e o genocídio dos indesejáveis pelo Estado e o Capital, no Rio de Janeiro ou na Palestina.

É nesse cenário que resolvemos puxar a rede para uma nova edição da CripTainha em Florianópolis-SC, uma iniciativa inspirada nas CryptoParties mundiais, na CryptoRave-SP e em outras criptofestas brasileiras. Chamado completo e como propor atividades em: https://criptainha.libertar.org/

A Ideologia Californiana: entre hippies libertários e yuppies neoliberais

O livro A Ideologia Californiana, publicado em coedição com o BaixaCultura, é um dos textos mais relevantes para quem deseja compreender criticamente as raízes culturais e políticas que moldaram a internet como a conhecemos hoje. Escrito por Richard Barbrook e Andy Cameron nos anos 1990, o ensaio se tornou um marco da chamada net criticism, ao desmontar a utopia tecnológica promovida pelas empresas do Vale do Silício.

O texto propõe que a internet nasceu sob influência direta de um estranho amálgama entre a contracultura dos anos 1960 e o liberalismo econômico radical. Trata-se daquilo que os autores chamaram de “ideologia californiana”, um pensamento que mescla a busca por liberdade individual com o culto ao mercado e à tecnologia, resultando em uma visão onde ser “livre” e “empreendedor” é sinônimo de se conectar à rede e gerar lucro com isso.

Com introdução e apresentação de Leonardo Foletto, editor do BaixaCultura, esta edição busca contextualizar o impacto do ensaio para o debate atual sobre vigilância digital, concentração de poder nas big techs e os limites das promessas emancipadoras da internet. Ao mesmo tempo, oferece caminhos para pensar alternativas possíveis baseadas em redes comunitárias, infraestrutura autônoma e cultura digital livre.

A Ideologia Californiana é leitura essencial para quem deseja compreender por que a internet deixou de ser um espaço de liberdade para se tornar uma ferramenta de controle. E por que é urgente imaginar e construir outras redes, outros futuros e outros modos de habitar o digital.

Adquira o livro na página da editora:
https://monstrodosmares.com.br/produto/a-ideologia-californiana/


A ideologia californiana

Parar de usar o Photoshop® é uma decisão política

Reflexões sobre o uso do software proprietário da Adobe® e por que optamos pelo software livre

-“Posso instalar o Photoshop® no GNU/Linux?”, “Sim, quero o GNU/Linux, mas uso o pacote Adobe® porque o uso para trabalhar”, “Não tenho tempo para aprender a usar outros programas”, “O GIMP não é tão bom para editar imagens”.

Essas e outras desculpas são mencionadas pelas pessoas que recomendamos migrar de uma das muitas distribuições GNU/Linux atualmente disponíveis. Seja pela consistência política, segurança do sistema, estabilidade, liberdade de uso, personalização, combate à obsolescência planejada ou uma longa lista de benefícios que isso traz às pessoas como usuários de software livre. As pessoas continuam citando o uso do software Adobe® como o principal obstáculo para migrar para um sistema gratuito.

Em muitas ocasiões, aqueles de nós que usamos software livre nos tornamos uma espécie de pregadores das liberdades do software para nossos amigos, colegas e até mesmo nossas famílias. Depois de tanta insistência e de acreditar que finalmente conseguimos convencer alguém a usar uma distribuição gratuita, surgem dúvidas sobre softwares de escritório, navegadores de internet, computação em nuvem, compatibilidade de arquivos e, no final, o grande mas geralmente é o pacote de softwares da Adobe®.

É verdade que a empresa Adobe® não possui uma versão de seus programas para GNU/Linux e embora seja possível instalar esses programas de diversas maneiras, como virtualizando sistemas como o Windows® ou instalando-o com a ferramenta Wine. A questão vai além de “se pode ser usado ou não” em um sistema livre. Devemos reconsiderar por que o Adobe® se tornou uma ferramenta tão indispensável a ponto de se tornar um dos principais obstáculos ao uso de um sistema gratuito.

Photoshop®, a hegemonia da criatividade.
É verdade que muitas pessoas que trabalham com design gráfico usam este software de edição de imagens e fotos como sua principal ferramenta. E é quase óbvio que edição de imagem é a mesma coisa que Photoshop®, e há até frases como “essa foto é photoshopada ” ou aquele meme mostrando uma imagem obviamente alterada com o texto “os invejosos dirão que é Photoshop ”. Dado esse fato óbvio, é válido perguntar por que ele se tornou sinônimo de edição de imagens .

Nas escolas de design, o uso do Photoshop® para retoque fotográfico é ensinado como disciplina obrigatória e, mesmo nas escolas de arte, tornou-se uma ferramenta indispensável, sem mencionar os jornalistas, que também tiveram que usar esse programa para suas reportagens. Isso levou muitas pessoas à situação ridícula de ter que comprar um computador muito caro, como um Macbook Pro FullHD 4k de edição especial e todas essas coisas que tornam os produtos da Apple mais caros ( aliás, o novo Mac Pro custa 5 mil dólares aos quais você tem que adicionar outros mil dólares pelo suporte de tela que é vendido separadamente, estou falando sério ) só porque alguém lhes disse o absurdo de que para ser um designer você precisa de um Mac.

Quando eu estava no ensino médio, houve um boato de que alguém iria me oferecer drogas. No começo, ele me dava, mas quando fiquei viciado, ele começou a me vender. Mas ninguém me disse que o Windows® e o Adobe® fariam algo semelhante ou até pior: que se eu usasse uma versão antiga do Photoshop eles me processariam , e embora esse traficante nunca tenha aparecido, duvido muito que ele me processaria se eu parasse de comprar drogas dele. E há pessoas que dizem que simplesmente crackeiam ou pirateiam e não pagam por isso , mas esse não é o ponto, nós ainda usamos (pirateado ou licenciado) como se fosse a única coisa que poderíamos usar para fazer nosso trabalho.

Além das liberdades que perdemos ao usar este programa, nos encontramos em uma esfera da qual não podemos escapar. Quero dizer que ele limita nossas capacidades criativas ao impor filtros e efeitos padrão, que limitam nosso trabalho criativo às suas ferramentas, filtros, efeitos, camadas, etc. Sem mencionar sua incompatibilidade com outros programas além do Adobe®. É como se nos dissessem que éramos livres para desenhar o que quiséssemos, mas só nos deram um lápis azul. Em outras palavras, todas as possibilidades criativas e tudo o que poderíamos imaginar se perdem, até que acabamos no YouTube procurando um tutorial para ver se por acaso o que imaginamos pode ser feito no Photoshop® e, se não, nos adaptar para fazer algo o mais próximo possível do que imaginamos. O Photoshop® limita a criatividade e a experimentação humana, ou pelo menos até que um de seus desenvolvedores crie algo “inovador”.

Adobe Reader®, preciso mesmo de tudo isso para ler meu livro de cowboy?
Esse software também é algo que parece passar despercebido entre os usuários que precisam baixar um programa (que baixa um antivírus que fica incomodando constantemente, insistindo para que você o compre se não ler as letras miúdas) muito pesado para a simples tarefa de visualizar um documento em formato PDF, tarefa que praticamente qualquer navegador de internet ou uma torradeira consegue fazer nativamente hoje em dia.

Adobe Premiere®, é claro que você precisa de todos eles aqueles ferramentas para cortar esse vídeo.
O maior “mas” que encontrei é Edição de vídeo : quem faz essa tarefa costuma fazer vídeos literalmente lindos, documentários de sonho e coisas fantásticas, mas há aqueles de nós que simplesmente querem cortar um fragmento de vídeo ou colocar uma música de fundo para tornar mais agradável o vídeo que gravamos na festa de fim de semana com o celular que ainda não terminamos de pagar na Coppel e nos encontramos diante de um canivete suíço no qual é difícil encontrar a faca para cortar. E não temos uma ferramenta que faz APENAS uma coisa e a faz bem e não precisa de um computador que custa mais do que um ano de salário para fazer essa tarefa.

GNU/Linux NÃO é uma alternativa, é uma maneira diferente e livre de fazer as coisas.
Conversando com um amigo, estávamos falando sobre como ver os programas GNU/Linux como uma alternativa, não uma maneira diferente de fazer as coisas. Ou seja, os programas que usamos em sistemas operacionais livres não fazem o que o pacote Adobe® faz, mas cumprem sua função , e o fazem muito bem. Não é preciso cair na competição de se assemelhar ou tentar igualar as funções do Photoshop®, o importante é editar uma imagem e fazê-lo bem, é então que encontramos um universo de possibilidades e formas muito originais de fazer as coisas, ao contrário da Adobe®, que é uma empresa que desenvolve uma série de programas como mercadoria; Comunidades de software livre buscam liberdade do usuário e colaboração para alcançar os resultados desejados e melhorar a publicação sem ganho financeiro; pelo simples prazer de compartilhar.

E às vezes os computadores e esses programas automatizam tudo e nos tornam inúteis e incompetentes. Em uma ocasião, enquanto eu estava conhecendo o GIMP e pesquisando nos fóruns por maneiras de fazer algumas coisas, me deparei com uma pessoa que queria melhorar uma fotografia porque estava muito escura e alguém recomendou que ela tirasse a fotografia novamente em um local com mais luz. Eles nem precisaram criar um script ou um filtro para aumentar a luz em uma imagem. Você seria capaz de tirar uma boa foto sem precisar editá-la no Photoshop®?

Além das comparações que podemos fazer, ou da longa lista de programas que podemos usar, ou dos benefícios e liberdades sobre os quais já existem muitos artigos, devemos pensar além de quem é o melhor e quebrar esse ciclo vicioso de competição e colocar questões mais importantes na mesa.

O uso de um sistema operacional livre vai além das capacidades de um programa de fazer as coisas de uma forma ou de outra, tem a ver com a liberdade dos usuários de estudar, compartilhar e modificar suas funções sem precisar pedir permissão a uma empresa, trata-se de todas as pessoas terem a oportunidade de poder editar uma fotografia com um computador antigo porque o contexto em que ele nasceu não lhes dá a menor oportunidade de comprar um MacBook Pro® (porque é mais importante comer ou ter dinheiro para a passagem de ônibus) ou um estudante que precisa ler um PDF porque não conseguiu encontrar o livro que queria em formato físico, trata-se de sair dessa bolha e deixar a criatividade humana sair sem a limitação do dinheiro que segmenta e divide artistas de artesãos, trata-se de aprender e compartilhar. E, ao longo do caminho, construir uma comunidade significa ser consistente com nossos ideais, significa não continuar poluindo o planeta com telefones que usamos por um ano porque “o novo iPhone® foi lançado”, significa liberdade, não código.

Instale o GIMP gratuitamente


Tradução automática sob orientação de Baderna, publicado originalmente em AnarCoop.

Podcast: Manifestos Cypherpunks no Muvuca Hack Festival

Neste episódio do podcast, o organizador da coleção Tecnopolítica, Leo Foletto (jornalista, pesquisador e editor do BaixaCultura) e Baderna James (editor e livreiro na Monstro dos Mares) participaram neste dia 20 de Novembro do terceiro dia de encontros do Muvuca Hack Festival, um evento on-line sobre tecnologia, cultura hacker e conhecimento livre organizado pelo Hackerspace MateHackers, sediado em Porto Alegre.

A conversa rolou num clima de descontração, e foram apresentadas as publicações que deram início à difusão impressa dos textos do BaixaCultura: o primeiro título da coleção sobre tecnopolítica “A ideologia Californiana“, publicada pela editora Monstro dos Mares, e também sobre o livro “A cultura é livre“, que Leo Foletto escreveu e publicou pela Autonomia Literária (com prefácio de Gilberto Gil). Logo mais, o papo introduziu os principais conceitos do livro “Manifestos Cypherpunks“, como surgiram os textos, como foram compilados nessa edição e a trajetória da campanha de financiamento coletivo que viabilizou a impressão e distribuição de 567 exemplares do livro.

Decidimos apresentar a conversa em formato de áudio para as pessoas que preferem apenas ouvir enquanto fazem outras coisas. Acreditamos que o podcast é um ótimo formato para difusão e compartilhamento de ideias através de boas conversas. A editora não tem nenhuma preocupação com a periodicidade ou temática do seu podcast e novos conteúdos surgem na medida do possível. Você pode acompanhar pelo seu agregador favorito através de nossa página no Anchor.fm ou baixar os episódios em MP3 aqui no blog.

O Muvuca Hack Festival tem uma ampla programação com diversas atividades sobre tecnologia, cultura hacker e conhecimento livre. O evento apresenta uma variedade de temas como educação, cultura de software livre, dados abertos, robótica, desenvolvimento, anonimato/criptografia e lançamento de livro. Um dos destaques é que nessa edição 50% das atividades serão ministradas por mulheres. As inscrições são gratuitas, todas as atividades são online e você confere toda a programação no site do Muvuca Hack Festival: muvuca.matehackers.org

Ouvir o podcast


Assistir ao lançamento


Muvuca: a Monstro dos Mares colando com o hack festival do MateHackers

Entre os dias 06 e 27 de Novembro de 2021 acontece o Muvuca Hack Festival, com diversas atividades sobre tecnologia, cultura hacker e conhecimento livre realizado pelo MateHackers. O evento terá ao todo 12 encontros, sendo três em cada sábado (simples de memorizar: todo sábado tem) e apresentará uma variedade de temas como educação, cultura de software livre, dados abertos, robótica, desenvolvimento, anonimato/criptografia e lançamento de livro. Um dos destaques é que nessa edição 50% das atividades serão ministradas por mulheres, conferindo a elas a merecida visibilidade na área.

Dentre a programação do Muvuca, no primeiro dia do evento (06 de Novembro) a abobrinha (editora-geral) vai apresentar os processos, ferramentas e metodologias utilizadas pela editora para fazer livros e zines com softwares livre e disponibilizados em copyleft. No dia 20 de Novembro, Leo Foletto, vai apresentar o livro “Manifestos Cypherpunks“, organizado por ele e lançado conjuntamente entre o BaixaCultura e a Monstro dos Mares.

As inscrições são gratuitas, todas as atividades são online e você confere toda a programação no site do Muvuca Hack Festival:

muvuca.matehackers.org

Produção editorial utilizando software livre, dia 06 de Novembro às 17h no Muvuca Hack Festival.
Lançamento do livro "Manifestos Cypherpunks" com Leo Foletto, dia 20 de Novembro às 17h no Muvuca Hack Festival.

Muvuca recomendada

Agradecimentos “Manifestos Cypherpunks”

Nossa campanha se encerrou no último dia 1º de Setembro, com R$11.697,00 arrecadados, 241 apoiadores e 731% do valor atingido. A todas as pessoas que nos apoiaram, gracias!

Já comentamos o quanto estamos felizes e surpresos com o alcance da campanha e de como essa será a maior tiragem (até aqui) de um livro artesanal da Monstro dos Mares, com 500 cópias, praticamente todas elas já com endereço certo para ir. Ainda teremos alguns exemplares no site da Monstro e em banquinhas por aí (se a pandemia permitir). E 50 exemplares a serem distribuídos para bibliotecas e centros culturais.

Boa parte dos “Manifestos Cypherpunks” já estão impressos, bem como a maior parte das outras recompensas. Agora, estamos aguardando entrar os 10 dias úteis do Catarse para receber o valor arrecadado e então começar a enviar os pacotes para 21 estados brasileiros via Correios. Esperamos que no final deste Setembro e no início de Outubro os livros começam a chegar.

Qualquer dúvida nos escrevam. Mais uma vez obrigado!

Seguimos,

BaixaCultura e Monstro dos Mares


Apoiadoras e Apoiadores

Apoios anônimos

Ageu Silva
Akira e zbrsk
Alberto Torres
Alexandre Souza
Alexandre Tomy
Alexis Peixoto
Allan Felipe Fenelon
AllanGomes
Alphazine
Alysson G.
Ana Carolina Moreno
Ana Cunha
Ana Rauber
Anders Bateva
André “decko” de Brito
Andre da Silva Costa
André Freitas
André Houang
André Lucas Fernandes
André Ramiro
Andre Teixeira de Salles
Andrei Altamira
Andressa Vianna
Angela Natel
Antonio Assis Brasil
Barbara Castilho Maximo
Beatriz Martins
Beck Maurício
Bernardo Ramos Gall
Bruno Borges
Bruno Caldas Vianna
Bruno de Souza Bezerra
Bruno Moura
Cadós Sanchez
Cadu Simões
Caio Ramos
Caioau
Carla Arend
Carlos Eduardo Falcão Luna
Caroline Antonioli
Caru Campos
Cesar Lopes Aguiar
Christian Lima
Cindy Evelyn Peterson
Claudia Renata Capitanio
Cristiane Fronza
CryptoRave
Daniel Coelho de Oliveira
Daniel Rockenbach
Daniela Soares
Danilo Alves
Danilo Heitor Vilarinho Cajazeira
Davenir Viganon
Debbie Bertelhe
Débora Grama Ungaretti
Diego Alves
Diego Canto Macedo
Douglas Nunes Brandão
Eduardo Filipe Santos
Eduardo Henrique Maziero
Eliezer Pedroso Rosa
Ellen Ortiz
Elvio Pedroso Martinelli
Erik Teixeira Gonçalves Rodrigues
Evelyn Gomes
Fabio Barros
Fabricio Barili
Felipe Schneider
Fellipe Vieira
Fernando de Azevedo Alves Brito
Fernando Luis de Oliveira
Fernao Vellozo
Filipe Saraiva
Gabriel Ribeiro
Gabriel Vinicius Oliveira Soares
Guilherme Alves
Guilherme Magalhães
Guilherme Paixão
Gustavo Nicolau Gonçalves
Gustavo Pereira Dutra

Harim Britto
Helping With Code
Hendrik Nigul
Henrique Gustavo Miranda de Jesus Rodrigues
Henrique Novaes
Hiago da Silva Lacerda
Ian Fernandez
Ian Zwanck Goodwin
Igor Burle
Igor Henrique da Costa Morais
Iriz Medeiros
Isabela Baptista
Isadora Scopel
James William Pontes Miranda
Jean Luca Vedovato dos Santos
Jefferson de Freitas Silva
Jefferson Maier
Jeronimo Cordoni Pellegrini
João Eduardo Herzog
João Luiz Pena
João Moreno Rodrigues Falcão
João Victor Vieira Carneiro
João Vitor
José Domingues de Godoi Filho
Juliana Rosa
Karina Akemi Goto
Kemel Zaidan Maluf
Laetitia Valadares
Larissa Gdynia Lacerda
Leonardo Barbosa Rossato
Leonardo Koch Kewitz
Leonardo Nascimento
Lielson Zeni
Lillian Moura
Lorenzo
Luã Fergus Oliveira da Cruz
Lucas Eishi Pimentel Mizusaki
Lucas Gallindo
Lucas Lago
Lucas Loezer
Lucas M.A.C.
Lucas Prehs Visinoni
Luciana Salazar Salgado
Lucyan Butori
Luís Otávio Oliveira dos Santos
Luiz Denis Graça Soares
Luiz Paulo Colombiano
Lupi
Maralheios
Marcelo Lopes de Almeida
Marcelo Scrideli
Marcia Ohlson
Marcio Augusto
Márcio Conrado dos Reis
Marcos Antonio Peccin Junior
Marcus Antonius Soares da Silva
Marcus Repa
Marcus Vinícius
Mari Messias
Maria Eduarda Mesquita
Mariah Guedes
Marta Sofia da Fonseca Safaneta
Matheus
Matheus Grandi
Matheus Leite
Mauricio Marin
Maximiliano Saldanha de Oliveira
Miguel Antunes Ramos
Mobi Yabiku Neto
Monica Marques
Nanashara Ferreira Piazentin Gonçalves
Natali Mamani
Nathan Gomes Farias Neri
Nelson
Nelson de Luca Pretto
Panic
Pato
Paulo Almeida
Paulo Sergio
Paulo Vitor de Castilhos Lopes

Pedro Felipe Vergo Scheffer
Pedro Gil
Pedro Lucas Porcellis
Pedro Luiz Santos
Pedro Markun
Pedro Santos Teixeira
Pedro Teles
Professor Rodrigo
Rafael Ghiraldelli
Rafael Pinto
Ranulpho
Raphael Marques de Barros
Renato Dell
Rodolfo de Souza
Rodrigo Amboni
Rodrigo da Silva Freitas
Rodrigo Oliveira
Rodrigo Ortiz Vinholo
Rogerio Christofoletti
Rogerio Garcia de Oliveira
Roque Francisco
Rubens Ozorio Leão
Rudney Vinicius Gonçalves de Souza
Sandro Miccoli
Sávio Lima Lopes
Silvio Sidney Gomes dos Santos
Simone Caldas Vollbrecht
Stéfano Mariotto de Moura
Talita Souza
Tatiana Balistieri
Thiago Borne
Thiago Mendonça
Tiago Bugarin
Tito Guerra Bocorny Filho
Victor Augusto Tateoki
Victor Góis
Victor Perin
Victor Wolffenbüttel
Vinicius Yaunner
Vitor Diniz Kneipp
Vote Nelas
Wagner de Melo Reck
Willy Stadnick
Wllyssys Alves de Lima
Yasmin Curzi
Zaulao

Manifestos Cypherpunks: financiamento coletivo

Precisamos do seu apoio para viabilizar o lançamento e distribuição do livro “Manifestos Cypherpunks”, que é a segunda publicação da coleção “Tecnopolítica”, coordenada pelo BaixaCultura (laboratório online de cultura livre & contracultura digital) e a Editora Monstro dos Mares (divulgação acadêmica anárquica). Depois do lançamento de “A ideologia Californiana”, texto seminal da crítica ao neoliberalismo tecnocrático do Vale do Silício feito em 1995 por Richard Barbrook e Andy Cameron, o segundo volume da coleção reúne alguns dos primeiros alertas contra a vigilância massiva na era da internet. São textos escritos na época que a rede mundial dos computadores ainda engatinhava, entre o final dos anos 1980 até meados dos 1990, por pessoas que conheciam a fundo alguns aspectos dos aparatos técnicos que faziam funcionar a rede e queriam nos fazer ficar atentos a eles.

A publicação reúne:

  • Introdução “Criptografia em Defesa da privacidade”, que contextualiza a produção dos textos, escrito por Leonardo Foletto, organizador da publicação, editor do BaixaCultura, jornalista e pesquisador ;
  • “Por que eu escrevi o PGP”, de Philip R. Zimmermann (1991);
  • “Manifesto Criptoanarquista”, de Timothy C. May (1993);
  • “Manifesto Cypherpunk”, de Erick Hughes (1993), todos traduzidos do inglês pelo coletivo Cypherpunks e revisado por Victor Wolfenbüttel;
  • Posfácio “Retrospectiva e expectativa Cypherpunk”, escrito pelo pesquisador em criptografia e diretor do IP.Rec, André Ramiro, que recupera o histórico e a importância da discussão da criptografia para 2021;
  • Anexo, chamado “Cripto-Glossário”, escrito por Timothy C. May e Eric Hughes em 1992, documento histórico sobre os termos utilizados nos estudos e na prática da criptografia.

Originários de uma vertente da cultura hacker mais afeita a ação política, em contraponto a outra mais ligada ao liberalismo empreendedor das startups do Vale do Silício, os cypherpunks surgem nos anos 1990 dizendo que a única maneira de manter a privacidade na era da informação é com uma criptografia forte. Mais de trinta anos depois de sua gênese, o ideal dos cypherpunks ainda é presente sobre gerações de criptógrafos, programadores e ativistas, entre eles os reunidos em tornos das criptofestas em diversos lugares do mundo, entre elas a CryptoRave, principal evento da área no Brasil.

Esta publicação, realizada de maneira artesanal e independente, busca fomentar a discussão e o conhecimento crítico histórico sobre o legado dos cypherpunks num mundo onde a internet se tornou a principal ferramenta de vigilância do planeta.

Apoiar a campanha de financiamento coletivo:
https://www.catarse.me/manifestoscypherpunks

Manifestos Cypherpunks
Organização e introdução: Leonardo Foletto
Tradução: Coletivo Cypherpunks
Revisão da tradução: Victor Wolffenbüttel
Posfácio: André Ramiro
Diagramação e capa: Baderna James
Montagem e finalização: abobrinha
Revisão: Raphael Sanz

60 páginas A5 (14 x 21 cm);
Capa em papel colorplus de 180g;
Edição artesanal, lombada canoa, refilado;
Impressão em tinta pigmentada de alta qualidade;
Diagramação e impressão utilizando 100% de energia solar.

Reboot no site, HD queimado e Pandemia 🦠

Memórias do reboot: Estamos em casa, cheios de ansiedade.

Reboot no disco

Não saber o que fazer dentro de casa é uma questão curiosa. Esse ambiente deveria ser acolhedor, e ficar em casa deveria ser um alento. Mas fiquei perdido e decidi fazer um particionamento no disco rígido do computador de produção da editora, máquina THX1138, do segundo semestre de 2012. Vamos lá: utilitário de discos, partições, redimensionar, OK, reboot: BOOM! — silêncio — Perdi todos os dados do HD. Para minha sorte, 99,98% dos dados estavam presentes na ferramenta de backup online e na unidade de HD externo.

Reboot no site

Curiosamente, na mesma época eu havia solicitado um UPGRADE na conta da Monstro dos Mares no serviço de hospedagem que utilizávamos. Sem muita explicação, ao que tudo indica a conta foi DELETADA e foi criado um novo contrato com as configurações solicitadas para upgrade. Desta vez, o backup era um serviço associado à conta. Como essa conta foi excluída pela UOL Host, todos os nossos dados foram perdidos. Novo reboot. Foram três dias de muitos telefonemas e grande frustração. Ninguém sabia me explicar o que tinha acontecido, tampouco como seria reparado o problema. Até que eu desisti: estava sem disco no computador e sem site. Eu não conseguia mais dormir, nem ficar acordado. Meus olhos estavam cheios de dor.

Dos 202 itens de nossa loja virtual, conseguimos recuperar 175. Assim que possível, todos serão adicionados novamente. Dos 115 artigos do blog, foram recuperados 101. Essa recuperação foi um processo exaustivo. Tivemos que localizar, na Wayback Machine e no Cache dos principais buscadores, todos os produtos e artigos do site, baixar as imagens do Instagram e cadastrar cada item no WordPress mais uma vez, manualmente. Pude contar com abobrinha, ste e vikesl, que usaram parte do tempo de seu isolamento social para colocar o site no ar, agora utilizando outro provedor de serviços. Valeu gurias, sozinho eu não conseguira sobreviver a esse reboot!

Pandemia

Como se isso não fosse suficiente, o Corona Vírus 🦠, que já havia causado milhares de mortes na China, contaminou a Europa e chegou na América Latina afetando nossas vidas. Por muitos anos as consequências do que virá estarão presentes em nosso cotidiano. Entre erros e acertos.

Como a pandemia vai afetar as nossas vidas? Como será o cotidiano de nossas amizades, trabalhadoras e trabalhadores, moradores de rua, parentes? Faz quase uma semana que estamos em casa e já sabemos que este é somente o começo de profundas mudanças. Enquanto somos inundados por notícias e enxurradas de chorume das FakeNews, o oportunismo dos políticos, do governo e do mercado tornarão as condições das pessoas com trabalhos precarizados e daquelas sem trabalho em vidas absolutamente dispensáveis. Inclusive você e eu.

Sabemos que isso vai passar. Causará muitos danos, deixará marcas profundas, muitas perdas. Mas, cedo ou tarde, poderemos sair às ruas e virar a mesa. Suas carreiras políticas estão com os dias contados!

Cheios de fome, jantaram os ricos…

William Shakespeare -sqn

Mas enquanto ainda estamos aqui “achatando a curva”, sabendo que cerca de 52% da população brasileira será contaminada pelo Covid-19 e que isso representa diversas vezes o tamanho da Itália, nossas preocupações se voltam à manutenção da vida: abrigo, alimento, aluguel… Por isso, decidimos abrir um chamado de colaborações ao nosso Fundo de Emergências, um recurso financeiro que a editora mantém para despesas médicas desde o episódio da investigação sobre o glaucoma e catarata nos meus olhos. Esse fundo precisou ser utilizado no final de Dezembro, quando tivemos que comprar uma nova impressora e esse recurso se exauriu.

Fundo de emergência Corona Vírus (Covid-19)

Por isso, pedimos a colaboração e a solidariedade das amizades ao divulgar nossa editora artesanal para monas, minas e manos. E, se você puder, faça uma contribuição de R$ 5 para restabelecer nosso fundo de emergência, pois não sabemos como os eventos vão se desdobrar nas próximas semanas ou meses.

Grato por sua compreensão, contribuição e solidariedade. Dias melhores!

Baderna James
Editor e criador de problemas.

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