Manifesto Ciborgue

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Uma cr√≠tica ao determinismo biol√≥gico na fic√ß√£o cient√≠fica. Podem ciborgues assimilar as marca√ß√Ķes bin√°rias de g√™nero?

Manifesto Ciborgue: Ciência, tecnologia, feminismo-socialista no final do século XX
Donna Haraway
88 páginas, capa em papel vergê de 180g.

Este ensaio √© um esfor√ßo para construir um mito pol√≠tico, pleno de ironia, que seja fiel ao feminismo, ao socialismo e ao materialismo. Um mito que poder√° ser, talvez, mais fiel ‚Äď na medida em a blasf√™mia possa s√™-lo ‚Äď do que uma adora√ß√£o ou uma identifica√ß√£o reverente. A blasf√™mia sempre exigiu levar as coisas a s√©rio. N√£o conhe√ßo, dentre as tradi√ß√Ķes seculares-religiosas e evang√©licas da pol√≠tica dos Estados Unidos, incluindo a pol√≠tica do feminismo socialista, nenhuma posi√ß√£o melhor a adotar do que essa. A blasf√™mia nos protege da maioria moral interna, ao mesmo tempo em que insiste na necessidade da comunidade. Blasf√™mia n√£o √© apostasia. A ironia tem a ver com contradi√ß√Ķes que n√£o se resolvem ‚Äď ainda que dialeticamente ‚Äď em totalidades mais amplas: ela tem a ver com a tens√£o de manter juntas coisas incompat√≠veis porque todas s√£o necess√°rias e verdadeiras. A ironia tem a ver com o humor e o jogo s√©rio. Ela constitui tamb√©m uma estrat√©gia ret√≥rica e um m√©todo pol√≠tico que eu gostaria de ver mais respeitados no feminismo socialista. No centro de minha f√© ir√īnica, de minha blasf√™mia, est√° a imagem do ciborgue.