Financiamento coletivo: aprendizados da Monstro dos Mares

Ao longo dos últimos anos, a Monstro dos Mares realizou mais de 15 campanhas de financiamento coletivo, entre iniciativas pontuais e recorrentes. Neste texto, reunimos alguns aprendizados desse percurso, atravessando plataformas, erros, acertos e muitas trocas.

Hoje estamos presentes em duas plataformas, Catarse e Apoia-se. Cada uma tem suas especificidades e, como sabemos, existem muitas outras plataformas por aí. O objetivo desta publicação é compartilhar um pouco da nossa experiência navegando pelas águas do financiamento coletivo.

Atualmente, lançar livros pela Monstro dos Mares só é possível por meio de financiamento coletivo pontual. Não contamos com recursos próprios para impressão, e é justamente aí que o financiamento coletivo se mostra um instrumento potente. Ele viabiliza os custos de produção, amplia a comunicação em torno do conteúdo e aproxima pessoas do cotidiano da editora. Muitas vezes, quem apoia um projeto acaba voltando em outros. Criamos vínculos, trocamos ideias por e-mail ou chat e, aos poucos, essas pessoas passam a fazer parte das atividades da editora.

Ansiedade do início ao fim

Nas campanhas pontuais, a ansiedade acompanha todo o processo. Começa na preparação, passa pela escolha da data ideal de lançamento, pela dúvida sobre a comunicação e pelas recompensas. Será que vão gostar? Será que os apoios vão chegar?

E quando não chegam, bate aquele frio na barriga. Por outro lado, há também a alegria de alcançar marcos como 20%, 50% e 80%. Nem sempre chegamos aos 100%, e tudo bem. Faz parte do processo. Afinal, estamos falando de livros anarquistas, não de revistas de RPG ou produtos de massa. Cada campanha é única e aprender com cada uma delas é essencial.

Planeje suas recompensas com cuidado

Uma história que sempre lembramos envolve recompensas. Em uma campanha, compramos 50 pendrives para enviar com o sistema operacional TAILS OS. Cerca de 30 foram enviados, e 20 ficaram guardados.

Anos depois, em uma nova campanha de tecnologia, resolvemos usar esses pendrives novamente. Deu certo até a hora de gravar. O sistema tinha passado de 4GB para 8GB, e os pendrives se tornaram inúteis. Resultado: tivemos que comprar novos, com dinheiro da campanha, o que bagunçou bastante as contas.

Moral da história: planeje bem suas recompensas e cuide das finanças do projeto com atenção.

Optar por plataformas maiores

Sabemos quais são as principais plataformas e também conhecemos seus problemas. A taxa de 13% costuma gerar desconfiança e nos faz olhar para alternativas menores. Ainda assim, as plataformas maiores têm uma vantagem importante: muitas pessoas já possuem cadastro, já apoiaram outros projetos e estão habituadas ao processo.

Outro ponto é a limitação na formatação de textos. Independentemente da plataforma, ainda há muito a melhorar. Inserir textos com boa organização, títulos e legibilidade é um desafio. Nem mesmo recursos simples como Markdown são oferecidos.

Mesmo com essas limitações, entendemos que vale arriscar em ferramentas mais consolidadas e lidar com seus problemas.

Sistemas de pagamento

Um ponto básico em qualquer financiamento coletivo é o sistema de pagamentos. Espera-se facilidade com pix, cartão e boleto, além de compensação rápida e transparente.

O ideal é que o pix apareça instantaneamente na campanha e que as transferências para a conta corrente do projeto sejam ágeis e certas. Nesse aspecto, ainda há bastante espaço para melhorias, principalmente quanto aos prazos.

Divulgação e comunicação com o público

Um ponto importante que temos aprendido é lidar com o mundo hiper conectado, onde há uma disputa feroz pela atenção das pessoas, na qual levamos desvantagem em relação a grandes empresas e influenciadores. Como fazer a pessoa lembrar de pagar o boleto? A maioria das pessoas acaba tendo a sua atenção, concentração e organização engolidas pela conjuntura que vivemos, onde o trabalho é sucateado, os mensageiros e as plataformas invadem as nossas folgas e descansos, e buscamos o alívio dopamínico no entretenimento por diversas mídias, gerando um ciclo de trabalho e distração que nos afasta de nossos prazeres, propósitos e objetivos mais genuínos.

Estamos observando as estatísticas das campanhas, e aprendendo os momentos mais assertivos de enviar lembretes aos leitores para apoiar os nossos projetos. Além do conteúdo da mensagem, temos uma preocupação com o meio, já que esses lembretes tem se dado de diversas formas: por e-mail; nos nossos grupos privados de apoiadores; e pelas plataformas das chamadas big techs, já que não estar nelas nos daria uma desvantagem ainda maior pela disputa de atenção. Também estamos ocupando plataformas livres e descentralizadas, como o Mastodon, como posição política, no sentido de ajudar a construir um futuro sem as grandes corporações, mas a realidade é dura e nos faltam braços para gerir tantos espaços digitais.

Uma novidade recente, implantada na campanha Cosmologias ameríndias, foi a realização de uma entrevista gravada de cerca de 80 minutos com o autor do livro, com o objetivo de gerar cortes e realizar uma divulgação em formato familiar ao público. Além de ajudar na divulgação, cremos que ouvir a voz do autor, ver o seu rosto, é algo que ajuda a humanizar a campanha e observamos um crescimento nos apoios frente ao vídeo, pelo menos nessa primeira experiência, que pretendemos ampliar e aprimorar nos próximos financiamentos.

Conheça nossas campanhas de financiamento coletivo

As campanhas pontuais que já realizamos:

As campanhas recorrentes

Por que seguimos confiando no financiamento coletivo

Realizar um financiamento coletivo, seja pontual ou recorrente, é muito importante para um projeto coletivo. Não se trata apenas de arrecadar recursos. É também uma forma de se comunicar com o mundo, apresentar ideias, fortalecer uma proposta e construir relações.

O financiamento coletivo nos permite existir, mas também nos permite criar comunidade. E, no meio desse processo, surgem amizades e trocas que fazem toda a diferença.

Seguimos navegando.

Viva o financiamento coletivo.

Limonada o servidor comunitário da Rede de Apoio

A Rede de Apoio da Monstro dos Mares é formada por pessoas que fortalecem economicamente, de maneira contínua, as atividades e necessidades mensais da editora. Trata-se de uma base comunitária que sustenta não apenas a produção editorial, mas também as condições materiais de existência de quem decidiu fazer livros como parte da luta.

Os recursos da Rede de Apoio são utilizados para custear despesas essenciais, como remédios e estudos, e também para estruturar ferramentas que ampliem a participação da comunidade nos processos da editora. A ideia é simples e política: transformar apoio financeiro em autonomia coletiva, criando meios para que mais pessoas acompanhem, colaborem e compartilhem o cotidiano de uma editora anarquista independente.

Em 2019, a Rede de Apoio viabilizou a aquisição de um servidor usado, onde passamos a hospedar microserviços de blogs e websites utilizando a tecnologia Tor. Foi um passo importante na construção de uma infraestrutura própria, alinhada com princípios de privacidade e soberania digital.

Em 2023, tivemos uma breve, mas muito feliz, experiência com uma conexão de internet sem CGNAT. Nesse período, conhecemos o YunoHost, um ambiente de portal voltado para pequenas comunidades, grupos e coletivos, que facilita a instalação e a gestão de serviços digitais autônomos.

Agora, em 2026, novamente com recursos da Rede de Apoio, contratamos um servidor VPS e, com a ajuda do grupo de tecnologia da editora, realizamos a instalação do YunoHost. O servidor já está disponível para uso da comunidade.

Entre os principais serviços oferecidos está o Calibre Web, uma ferramenta que permite navegar, baixar ou sincronizar dispositivos e-reader, como Kindle e Kobo, com os livros digitais em formato EPUB da Monstro dos Mares. Também estão disponíveis:

  • SearXNG, ferramenta de busca que prioriza a privacidade;
  • FacePrivacy, para borrar rostos em imagens;
  • LibreQR, para gerar QR codes conforme a necessidade;
  • outras aplicações poderão ser implementadas em breve, de acordo com as demandas da comunidade.

O servidor recebeu o nome de Limonada, em referência ao Oceano de Limonada, alegoria criada por Hakim Bey. A escolha do nome dialoga com a imaginação radical e com a criação de territórios autônomos temporários, onde outras formas de convivência e organização são possíveis.

Neste momento, estamos cadastrando prioritariamente as pessoas que já fazem parte da Rede de Apoio. Quem desejar integrar o servidor pode entrar em contato com Baderna Jaime, que está cuidando da gestão do VPS comunitário.

A Rede de Apoio não financia apenas livros. Ela financia infraestrutura, cuidado e autonomia. Venha fazer parte.

e-mail: [email protected] | zapzap: wa.me/5551994037547

UPDATE: Servidor descontinuado em Agosto de 2026.

Monstro dos Mares em 2025: balanço do ano, desafios e novos caminhos para 2026

A Monstro dos Mares segue existindo graças à colaboração e ao afeto de pessoas que acreditam em projetos editoriais independentes, radicais e coletivos. Nossa estrutura permanece pequena, sustentada principalmente por Baderna e Caronte, com apoio essencial de amigas e amigos que contribuem em tecnologia, segurança digital, decisões editoriais, tradução, revisão, relacionamento com grupos e movimentos, além de muitas outras frentes que exigem cuidado e dedicação. Em 2025 enfrentamos dificuldades para mobilizar nossa rede de amizades e ainda vivenciamos uma situação delicada envolvendo uma pessoa responsável pela tradução de um dos livros. Era uma questão pessoal e de saúde mental, algo que todes na editora compreendem profundamente. Isso acabou nos deixando sem um lançamento no meio do ano e desorganizou nosso calendário editorial. Apesar disso, nossa prioridade sempre será o bem-estar das pessoas envolvidas. Que possam cuidar de suas vidas com serenidade e saibam que contam com nosso carinho.

O ano começou com a publicação de “Anarquia na era dos dinossauros”, um livro-manifesto que reúne ideias, táticas e histórias para quem deseja resistir às formas fossilizadas de poder que insistem em permanecer no mundo. Publicado originalmente em 2003 pela Curious George Brigade, coletivo vinculado ao CrimethInc, o livro chega ao português brasileiro em edição colaborativa, cuidadosamente revisada e redesenhada pela Monstro dos Mares. No final de 2025 lançamos “Brasil negro insurgente: anarquistas e socialistas libertários pretos e pardos da Primeira República”, que recupera vidas e trajetórias apagadas pela historiografia dominante. A partir de uma investigação extensa realizada por Jr. Karllos, a obra apresenta dezenas de militantes pretos, pardos e indígenas que atuaram no campo libertário durante a Primeira República, ampliando a compreensão sobre esse período.

Ainda sentimos os impactos das decisões tomadas em julho de 2024. Foi quando migramos toda a operação para impressão sob demanda, transferimos os fanzines para a Impressora Anarquista e passamos a organizar caixa para poder retornar às feiras e eventos presenciais. As repercussões financeiras dessas escolhas foram significativas. No entanto, não era possível manter a produção doméstica dos materiais enquanto desenvolvíamos novos livros. Optamos por simplificar a operação com o POD para recuperar tempo e energia e seguir colocando mais títulos no mundo, além de reforçar nossa presença em feiras, ruas e encontros culturais.

É isso que desejamos para 2026. Queremos publicar mais livros, fortalecer nossa rede de apoios, participar de mais eventos e ampliar o acesso ao que produzimos com tanto cuidado.

Valeu por estar com a gente em mais um ano de resistência editorial. Fortaleça nosso financiamento recorrente, que ainda precisa de muitas mãos, e venha caminhar conosco em 2026.


12 anos de travessia coletiva: o livro como ferramenta de transformação

Doze anos. É muito tempo… e, ao mesmo tempo, parece que foi ontem que começamos a sonhar com um espaço de travessia coletiva onde as palavras pudessem ser instrumentos de transformação, resistência e afeto.

Quando olhamos pra trás, enxergamos mais que uma história de livros e publicações. Vemos uma travessia. Um barco coletivo, construído a muitas mãos, que desafiou mares revoltos, ventos contrários e, ainda assim, seguiu firme, guiado pela bússola da autonomia, da solidariedade e do desejo de construir outros mundos possíveis.

A Monstro dos Mares nasceu de uma inquietação: como circular saberes livres? Como fazer com que vozes marginalizadas, insurgentes e dissidentes encontrem espaço, ecoem, ressoem? E, sobretudo, como fazer isso de forma ética, horizontal e cuidadosa?

Foram 12 anos apostando na tarefa dedicada, no fazer coletivo, na publicação independente, na solidariedade, na construção de redes e na crença inabalável de que conhecimento não é mercadoria. É partilha, é arma, é abrigo.

E, nesse caminho, reafirmamos a importância do livro impresso como ferramenta concreta de formação crítica, especialmente nos movimentos sociais. Porque livro impresso não depende de conexão, de bateria, de algoritmo. Ele passa de mão em mão, circula nas ocupações, nas assembleias, nas comunidades, nas periferias, nas escolas livres, nas rodas de formação. O livro impresso resiste ao esquecimento digital e fortalece vínculos materiais e afetivos.

Em cada página impressa há a possibilidade de interromper o fluxo acelerado das redes, de criar pausas, silêncios, reflexões. Há a possibilidade de aprofundar debates, de guardar saberes, de criar memória. É no papel que muitas vezes se constroem os processos de formação que alimentam práticas, que fortalecem coletivos, que sustentam lutas.

Foram muitas mãos que seguraram este leme. Pessoas que diagramaram, traduziram, escreveram, embalaram, compartilharam, ajudaram, apoiaram, sugeriram, sonharam conosco. Nenhum livro que saiu daqui foi apenas papel e tinta. Cada um carrega cuidado, carinho e luta.

Nem sempre foi fácil. E nem era pra ser. Nadar contra a corrente é também se deparar com as limitações, os desafios materiais, os cansaços e as incertezas. Mas também é se surpreender com a potência da coletividade, com os gestos de apoio que vêm de onde menos se espera, com as palavras de quem, do outro lado do país ou do outro lado do oceano, nos escreve dizendo que aquele livro fez diferença, que aquele texto acendeu algo, que aquele gesto de envio solidário foi mais do que um pacote no correio. Foi um abraço.

Hoje, ao completar 12 anos, queremos mais do que comemorar. Queremos agradecer. A cada pessoa que nos acompanha, que fortalece, que lê, que compartilha, que espalha as ideias e os sonhos impressos nestes livros. Vocês são parte fundamental deste barco.

Seguimos. Porque ainda há muito a dizer, muito a construir, muito a transformar. Seguimos, porque o mar é imenso e há muitas outras ilhas de afeto, de luta e de liberdade por descobrir.

Obrigado por estar com a gente nessa travessia.

Com carinho, rebeldia e papel nas mãos,
Editora Monstro dos Mares


Linha do tempo da Monstro dos Mares

  • 22/06/2013 – Fundação da editora em Cachoeira do Sul (RS), nascida do desejo de circular saberes livres e construir um projeto editorial autônomo e coletivo.
  • 2019 – Mudança para Ponta Grossa (PR), marcando uma nova fase de expansão da produção artesanal e fortalecimento das redes.
  • 2023–abril de 2024 – Manutenção de um espaço comunitário compartilhado em Ponta Grossa, acolhendo oficinas, encontros culturais, atividades de base e trocas afetivas.
  • 2024 – Reformulação da operação editorial com retorno a Cachoeira do Sul, adoção de impressão sob demanda e ampliação do alcance das publicações.
  • 22/06/2025 – Celebração dos 12 anos de travessia coletiva, reafirmando o compromisso com o livro como ferramenta de transformação, afeto e resistência.
Linha do tempo da Monstro dos Mares

Anarquia na era dos dinossauros – Apoie o lançamento do livro

Anarquia na era dos dinossauros, publicado pela Curious George Brigade e que agora ganha versão em português brasileiro pela Monstro dos Mares, é um mergulho nas crônicas da anarquia que já vive e ressoa por todo o mundo.

Alguns dos incontáveis disfarces usados pela Autoridade são o Capitalismo, o Estado e a Hierarquia. Mas o que virá depois dos dinossauros? A resposta: a anarquia.

Das favelas da América do Sul à Resistência Francesa na Segunda Guerra Mundial, passando pelos motins no exército estadunidense na Guerra do Vietnã, Anarquia na era dos dinossauros é sobre e para os anarquistas de hoje. Defendendo a descentralização, o caos, o apoio mútuo e as asas das borboletas, entre muitas outras coisas, os textos neste livro dão vida a táticas e estratégias para uma resistência eficaz contra os dinossauros atuais.

Anarquia na era dos dinossauros
The Curious George Brigade

Anarquia na era dos dinossauros
The Curious George Brigade
Monstro dos Mares
166 páginas
Papel pólen natural de 80g, orelhas de 7 cm.

Capa colorida com ilustração de Jane Herkenhoff (@jane.herkenhoff)
Tradução de DaVinci, anônimo e Monstro dos Mares
Revisão e preparação: Caronte Mayer
Diagramação: Baderna Jaime

Dinossauros

Nós, da Curious George Brigade, escrevemos este livro, propositalmente, não como mais um manifesto, ou como um livro chato da história anarquista morta. Na verdade, escrevemos este livro para ser um sopro de ar fresco, um testemunho da anarquia viva. Declaramos na primeira página que devemos esquecer a Guerra Civil Espanhola e continuar nosso ataque à tradição, anarquista ou não, a partir daí.

A anarquia, pelo menos nas páginas dos livros, está sofrendo com muitos historiadores pesados e teóricos hipócritas. Para quebrar esse molde, este livro se concentra em exemplos vivos de anarquia. Escrevemos este livro porque o que está acontecendo hoje é mais importante do que o que aconteceu há várias décadas ou algum esquema utópico distante para o futuro. Ao contrário de alguns anarquistas, não perdemos a esperança… todos ao nosso redor são anarquistas cheios de esperança de mudança. A beleza disso é que os anarquistas estão fazendo isso sozinhos, mudando o mundo.

O mínimo que podíamos fazer era documentar isso e tentar dar voz a essas pessoas comuns que estão fazendo coisas extraordinárias. Também não poupamos esforços contra os inimigos da anarquia: tudo, desde reuniões longas e chatas até o simbolismo disfarçado de divulgação. Lutando pela honestidade, reconhecemos muitos dos maus hábitos de obediência, adoração contínua ao líder, eficiência e delírios de controle. Todos esses são hábitos dos dinossauros, sobras do Capitalismo e do Estado.

No entanto, anarquistas estão conquistando vitórias concretas todos os dias, formando comunidades de resistência, transformando suas vidas cotidianas em veículos para a revolução, criando novos mitos que ressoam com honestidade e coragem. E eles mesmos fazem isso, contra a corrente de uma sociedade baseada em especialistas pagos.

Nós bancamos o que falamos. Este é um projeto faça-você-mesmo. Muito tempo e esforço foram dedicados a encontrar a palavra certa, criar a imagem certa e ajustar essas margens. Esperamos que goste!

The Curious George Brigade

Um encerramento memorável: nosso encontro virtual de fim de ano

Na última sexta-feira, 13 de dezembro, a Editora Monstro dos Mares realizou seu tão aguardado encontro virtual de fim de ano, reunindo apoiadoras e apoiadores, autoras e autores, revisores, tradutores, diagramadores, capistas e outras pessoas que ajudam a dar vida aos nossos projetos. O evento aconteceu pelo Google Meet e foi marcado por momentos de troca, celebração e planejamento coletivo.

Com um ambiente descontraído e acolhedor, o encontro começou com uma breve retrospectiva do ano de 2024. Compartilhamos os desafios que enfrentamos, os aprendizados conquistados e, claro, as grandes realizações que só foram possíveis graças ao trabalho em equipe e ao apoio da nossa comunidade. Foi emocionante ouvir relatos de diversas perspectivas, destacando o impacto de nossas publicações e os passos dados rumo a uma editora mais inclusiva e acessível.

Um dos momentos mais especiais foi quando cada participante teve a oportunidade de compartilhar seus desejos para 2025. Ideias inovadoras, novos projetos e colaborações foram imaginados em um bate-papo leve e inspirador. O sentimento de pertencimento e coletividade esteve presente em cada palavra, reafirmando o compromisso de todos com a construção de um espaço editorial que valoriza a diversidade e a criatividade.

Encerramos a noite com sorrisos, agradecimentos e a certeza de que 2025 será mais um capítulo incrível para a Editora Monstro dos Mares. Nosso encontro foi mais do que uma celebração: foi uma renovação de entusiasmo e propósitos para continuar navegando rumo a novos horizontes.

Agradecemos a todos e todas que participaram e ajudaram a tornar este momento tão especial. Que possamos seguir juntos, somando forças e ideias para um futuro cheio de possibilidades!

Até o próximo encontro!


Nossas publicações de 2024:

Fortaleça o financiamento coletivo de “10 perguntas sobre o anarquismo”

10 perguntas sobre o anarquismo

Neste fim de ano, a Editora Monstro dos Mares tem a alegria de trazer ao público brasileiro a tradução para o português do livro 10 perguntas sobre o anarquismo , escrito pelo jornalista e pesquisador independente francês Guillaume Davranche.

Lançado na França em 2020, o livro já vendeu mais de dez mil cópias em seu país de origem. Escrito para diversos públicos, Davranche apresenta perspectiva detalhada das diferentes abordagens do anarquismo sobre temas fundamentais como economia, ecologia, feminismos, democracia, organização e ação.

Além disso, fornece um panorama sobre perfis de militantes ao redor do mundo – da Coreia ao México, da Argélia à Espanha. Ao resgatar a história de figuras que ajudaram a moldar o movimento anarquista ao longo do tempo, ampliam-se as compreensões das estratégias e impactos do anarquismo em diversos contextos revolucionários.

O texto da edição que apresentamos vem diretamente do original em francês intitulado Dix questions sur l’anarchisme, cujos direitos foram gentil e generosamente cedidos ao Centro de Cultura Libertária da Amazônia e à Monstro dos Mares. Desejamos que este livro se torne mais uma ferramenta de expansão do conhecimento político não apenas entre iniciantes com o intuito da autoinstrução, mas também entre quem se dedica à prática de educações abertas às dissidências.

10 perguntas sobre o anarquismo
Guillaume Davranche
CCLA + Monstro dos Mares
120 páginas
Miolo: papel off white, 80 g
Capa: papel cartão 300 g, colorido
Lombada quadrada, fresado, PUR
Impresso em gráfica
ISBN: 978-65-86008-40-1

Fortalecer o lançamento do livro

10 perguntas sobre o anarquismo apresenta as diferentes abordagens do anarquismo sobre temas fundamentais e os perfis de vinte militantes ao redor do mundo que ajudaram a moldar o movimento anarquista ao longo do tempo.

Monstro dos Mares: Navegando novos rumos na publicação anarquista

A Monstro dos Mares, uma editora de publicações anarquistas, agora está em Cachoeira do Sul/RS, cidade onde foi fundada em junho de 2013. Após oito anos no Paraná, onde aprendemos muito sobre processos editoriais, produção artesanal, distribuição e, principalmente, a criação de comunidades por meio do livro impresso e suas possibilidades, retornamos ao interior e iniciamos a implementação de mudanças significativas em nosso modo de produzir.

Com o passar dos anos, novas necessidades e configurações demandaram novas soluções. Hoje, precisamos encontrar maneiras de continuar existindo como coletivo editorial em um momento de distâncias – e isso afeta diretamente as nossas possibilidades de produção artesanal.

Por isso, todas as publicações passaram a ser produzidas em gráfica e conforme a demanda de pedidos em nossa loja. Além disso, alguns livros estão disponíveis em diferentes marketplaces.

Para realizar essa transição, foi necessária uma reformulação de nosso catálogo, que passa agora a ser constituído apenas de livros. Os zines que integravam o catálogo da Monstro dos Mares passarão a ser produzidos pelas amizades da Impressora Anarquista, de Goiânia/GO.

A Monstro dos Mares continua produzindo com a mesma radicalidade desses 11 anos, e celebramos as cinco impressoras, a impressão de um milhão de folhas e a produção de milhares de livros e zines artesanais.

Neste novo capítulo, nos dedicaremos a encontrar novos títulos, elaborar mais textos e lançar publicações que possam contribuir com a educação e as ideias de quem está fazendo o século 21, seja na escola, nos movimentos sociais, nas universidades, no trabalho, no campo ou na cidade.

Içamos nossas velas, mais uma vez navegando sonhos e desejos em direção à Utopia, na companhia das amizades com quem compartilhamos as águas turbulentas das publicações independentes de livros anarquistas no nosso tempo.

Encerramento PicPay Assinaturas

Olá amizades! Recebemos a informação do encerramento do serviço PicPay assinaturas onde mantivemos apoios durante um tempo. Um ótimo serviço, principalmente pela cobrança de taxas muito honestas. No entanto, a divulgação precária do sistema de assinaturas em conjunto com mudanças na gestão do PicPay levaram a essa descontinuação.

Agradecemos todas as pessoas que apoiaram nossa editora utilizando esse serviço e convidamos para continuar os apoios utilizando o Catarse e Apoia-se no Brasil e Ko-fi para apoios internacionais.

Um abraço.

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