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Monstro dos Mares no 2º Faça Você Mesmx – Zine Festival

A Monstro dos Mares participou do 2º Faça você mesmx – Zine Festival e voltamos cheios da energia libertária que rolou por lá!! Levamos o “Cultura de Segurança” e uma reimpressão do #00 do Leviatã de Papel. As trocas foram muito generosas!! O espaço de dádiva estava repleto de zines excelentes, sempre repostos conforme o pessoal ia pegando, a programação estava muito boa, com zineiros tarimbados dividindo suas experiências!

Zines são a literatura cinzenta do underground. Nesse caso o adjetivo “cinzenta” define bem a forma como são produzidos e circulam os zines, do lado de fora dos mercados editoriais, da publicidade e da imprensa, de forma subterrânea, público geralmente pouco amplo e local. Mas, se a caminhada dos zines tem esse aspecto “cinzento”, também tem outro, cheio de cores: o dos laços de comunidade que unem os zineiros.

Participar de eventos de zine é sempre compartilhar ideias, caminhos, lutas, erros e acertos, posicionamentos e esperanças. Seja nos zines políticos radicais, seja nos mais introspectivos e pessoais, essa troca é sempre rica e generosa.

Quadrinhos, poesia, arte, denúncia, utilidade comunitária, mitologias pessoais… Nesse canal alternativo, transita um tipo de informação que não se acha por aí. Nas páginas xerocadas com gravuras, desenhos colagens e textos reside um universo não mencionado em outros lugares, uma vasta paisagem, habitada pelas vontades, medos, crenças, estéticas e poéticas mais viscerais e legítimas da humanidade.

Um festival de zines é uma zona autônoma. É um veículo de uma ética, a ética da destruição do mundo e da reconstrução de outro, onde a liberdade e a criatividade sejam a única lei!

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Metareciclagem: seu lixo nossa alegria II (a copiadora)

É impressionante o tipo de coisas que as pessoas costumam descartar simplesmente pelo fato de que aquilo já não é mais útil para elas. Quantas vezes você já passou pela rua e encontrou monitores, gabinetes, fontes, mouses e teclados, atirados em lixeiras? Sim, infelizmente nem todas as pessoas estão sensibilizadas ou conhecem o significado de Metareciclagem.

No Brasil, considerando-se os equipamentos de grande e pequeno porte, a quantidade de lixo eletrônico chegou a mais de 900 mil toneladas em 2013, conforme estudo publicado pela ABDI. Se não for descartado corretamente, esse resíduo pode contaminar solo e lençóis freáticos, pois trazem mais de 60 tipos diferentes de substâncias potencialmente tóxicas e portanto, nocivas à saúde e ao meio ambiente.

Felizmente, algumas pessoas imaginam que jogar um eletrônico no lixo, ou na natureza não é uma coisa bacana e dão o encaminhamento apropriado, levando-o para um ecoponto, feira de descarte tecnológico ou departamento de coleta de resíduos sólidos do seu município. Aqui em Cachoeira do Sul (RS), temos o Departamento de Vigilância Ambiental (DVA), que recebe esse tipo de material de descarte todas as quartas-feiras, até o meio-dia. E foi lá, onde encontramos essas duas joinhas!

Duas máquinas copiadoras RICOH FT 3813 com aproximadamente 13 anos de uso, uma em bom estado, apenas com algumas manchas na impressão (conforme relatos) e outra com severos danos estruturais. Ainda não conseguimos ligar a máquina pois identificamos um varistor e resistor queimados na placa de entrada de alimentação de energia, o que denota que em algum momento ela foi ligada na tensão incorreta. Nosso grupo tech já substituiu a placa por outra e a marvada continua sem ligar. Mas em breve haverão novos encontros do grupo para seguir desvendando a máquina e torna-la operacional. Neste momento quando a máquina ligar, com papel a vontade, Toner e cilindros novos, um novo capítulo vai surgir na história dos movimentos e lutas que participamos ou apoiamos.

Por mais tinta no papel, seu lixo é a nossa alegria!