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Oficina na Escola Frei Doroteu de P√°dua

No dia 23 de Agosto a Editora Monstro dos Mares esteve na Escola Estadual Doroteu de P√°dua em Ponta Grossa (PR) atendendo o convite da Professora Daniela. No primeiro momento com a Turma 1¬ļC conversamos sobre as caracter√≠sticas, formas, semelhan√ßas e diferen√ßas entre Cordel, Fanzine, Publica√ß√Ķes Independentes, Fa√ßa-Voc√™-Mesma e o ‚ÄúGrande Mercado Editorial Brasileiro‚ÄĚ. Depois foram apresentados formatos como A6, A5, A4, cores e texturas de pap√©is (Sulfite, Sulfite colorido, Color Plus, Color Set, Kraft e Verg√™), bem como alguns itens da nossa cole√ß√£o como zines com capa em Stencil da Prensa Antifa, minizines da Tytyvivyllus Publica√ß√Ķes, Quarto Ambiente e o ‚ÄúRabisco‚ÄĚ de Diego Gerlach pela Ugra Press. Tamb√©m conversamos sobre m√©todos de acabamento, costura japonesa, borboleta, grampo. Foi apresentado o zine costurado chamado ‚ÄúIntr√©pida (Tinder Edition) da @steeerica e zines costurados da Editora Subta. Falamos brevemente sobre as quest√Ķes de custos de produ√ß√£o, diferen√ßas entre folha e p√°gina. Foi supimpa.

No segundo momento do encontro com a turma, passamos para a oficina. Formato do caderno, separa√ß√£o de blocos, aplica√ß√£o da capa, grampo e op√ß√Ķes de finaliza√ß√£o. Toda a turma levou para casa os materiais desenvolvidos pelo professor Professor L√ļcio Ambrosio Hupalo e Estudantes de General Carneiro no Paran√°, atrav√©s do fanzine ‚ÄúConsidera√ß√Ķes sobre o passo da Galinha‚ÄĚ, os livros ‚ÄúHist√≥rias do CEPAN‚ÄĚ e ‚ÄúHist√≥ria das Comunidades de General Carneiro‚ÄĚ. E os zines do Professor Aristides Leo Pardo, ‚ÄúP√°ginas amarelas e negras: o escravo e o pobre nos classificados de jornais dos fins do imp√©rio e do nascer republicano (1870 ‚Äď 1930)‚ÄĚ, ‚ÄúA navega√ß√£o fluvial no Rio Igua√ßu e o ensino da hist√≥ria local‚ÄĚ, ‚ÄúDe Toc√≥s a S√£o Pedro: do antigo caminho das tropas ao desenvolvimento de Porto Uni√£o (SC)‚ÄĚ e ‚ÄúA escola e seu entorno como ferramentas de ensino da hist√≥ria local: o caso do Col√©gio Estadual T√ļlio de Fran√ßa‚ÄĚ.

Cada estudante que participou da atividade levou para casa as publica√ß√Ķes montadas na atividade, al√©m da doa√ß√£o de alguns exemplares disponibilizados para consulta na biblioteca da escola. Somando cerca de 1.200 impress√Ķes, 50 zines e 10 livros. Todos os custos de impress√£o, deslocamento e prepara√ß√£o dos materiais foram cobertos pela generosidade das pessoas que colaboram mensalmente com pequenos valores em nossa Rede de Apoio no Catarse.

Professora, professor, leve a Mostro para a sala de aula.

Ei pirata! 🏴‍☠️
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5 dicas para ajudar uma biblioteca p√ļblica

Sabemos que os incentivos financeiros s√£o escassos e que esse quadro √© mais vis√≠vel quando trata-se de bibliotecas p√ļblicas. Mesmo com todos os incentivos governamentais √© triste perceber que conforme dados da Funda√ß√£o Biblioteca Nacional, existem 6.008 bibliotecas p√ļblicas para os 5.570 munic√≠pios do pa√≠s e que a maioria desses equipamentos culturais encontram-se concentrados nos grandes centros. Muitas bibliotecas correm s√©rios riscos de fechar.


O que você pode fazer?

1. Considere utilizar a biblioteca p√ļblica. Utilizar o sistema de empr√©stimo de livros √© uma das formas mais importantes de valorizar o livro, o acervo e a biblioteca, pois √© atrav√©s da circula√ß√£o que pode-se verificar os ramos mais ativos e a utilidade do espa√ßo para uma comunidade. Al√©m disso, √© bem mais barato do que visitar uma livraria em um shopping center.

2. Frequentar para manter. Quando foi a √ļltima vez que voc√™ pisou na biblioteca de sua comunidade? A circula√ß√£o de pessoas √© um indicador chave do envolvimento comunit√°rio e este √© um ativo importante. Mesmo que voc√™ n√£o precise de um livro, existem outros motivos para voc√™ frequentar uma biblioteca uma ou duas vezes por m√™s, j√° que na maioria delas, √© poss√≠vel realizar consultas, ler jornais e revistas (e em alguns casos at√© mesmo consultar a internet, ouvir alguns discos e assistir filmes). Tudo de gra√ßa.

3. Promover atividades. Muito provavelmente, os bibliotec√°rios est√£o sobrecarregados de tarefas di√°rias e s√£o mal pagos, por isso n√£o reclame da programa√ß√£o de atividades na biblioteca, ao inv√©s disso, proponha algo. Fa√ßa valer o ‚Äúfa√ßa voc√™ mesmo‚ÄĚ que existe em voc√™, apresente novas ideias para promover o tipo de programa√ß√£o envolvente para as pessoas da sua comunidade. √Č poss√≠vel criar eventos variados para todas as idades. Crian√ßas jovens, adultos e idosos de sua comunidade podem ser beneficiados com suas ideias. Seja criativo e divirta-se =)

4. Ser um Voluntário. Além de atividades e eventos, os voluntários podem ajudar em tarefas simples. Tem algum tempo extra? Ajude a colocar os livros nas prateleiras corretas, na restauração e reencadernação de livros. Você sabe fazer algum tipo de manutenção? Informática, jardins ou mesmo substituir uma tomada para o novo padrão. Que tal?

5. Fale sobre os recursos da biblioteca de sua comunidade para outras pessoas. √Č curioso como existem muitas pessoas que sequer se lembram da exist√™ncia de uma biblioteca p√ļblica em sua cidade, escola ou bairro. Mais curioso ainda √© como essas pessoas ficam admiradas em poder consultar livros, revistas, jornais, acessar a internet e participar de outras atividades de gra√ßa. Promovendo cultura, conhecimento e divers√£o inteligente para toda a fam√≠lia. Comece falando na escola do seu filho.

Com um pouquinho de boa vontade e algum tempo livre, √© poss√≠vel tornar nossas bibliotecas p√ļblicas em espa√ßos cada vez mais inclusivos, m√°gicos, √ļteis e divertidos. Voc√™ √© capaz de lembrar da sensa√ß√£o da primeira vez que esteve entre os livros de uma biblioteca?

Inspirado no artigo ‚ÄúHow to save your local library‚ÄĚ.


Atualiza√ß√£o (22/03/2020): Informa√ß√Ķes recentes sobre bibliotecas p√ļblicas no Brasil podem ser acessadas no Sistema Nacional de Bibliotecas P√ļblicas.