Ai Ferri Corti

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A insurreição é a rápida emergência de uma banalidade: nenhum poder pode manter-se sem a servidão voluntária de quem o tolera. Nada melhor que a revolta para revelar que quem faz funcionar a máquina assassina da exploração são os próprios explorados.

Ai Ferri Corti: Confronto mortal com o existente, os seus defensores e os seus falsos críticos
Anônimo
68 páginas

Texto anônimo escrito originalmente em italiano. Podemos traduzi-lo “Em duelo mortal com o existente, seus defensores e seus falsos críticos”, mas não sem fazer certas correções semânticas que podem ser de utilidade para entender este título tão interessante como de difícil tradução. A expressão “ai ferri corti” é usada pra caracterizar como um ponto-sem-retorno, de ruptura iminente e violenta de uma relação com algo/alguém.

“Ferri corti” é utilizado em italiano para falar de armas brancas (poderiam ser “adagas” ou “punhais”) que constituíam o último estágio de um típico duelo mortal dos séculos passados, a luta com armas curtas, que se desenvolvia corpo a corpo e onde tinha especial importância a destreza e rapidez dos combatentes, que lutavam para defender uma certa forma de honra. Todos estes núcleos significativos formam parte da constelação semântica desta bela expressão.

A insurreição é a rápida emergência de uma banalidade: nenhum poder pode manter-se sem a servidão voluntária de quem o tolera. Nada melhor que a revolta para revelar que quem faz funcionar a máquina assassina da exploração são os próprios explorados. A interrupção alargada e selvagem da atividade social remove de uma só vez o manto da ideologia e faz aparecer as verdadeiras relações de força: o Estado mostra para que existe – a organização política da passividade.

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