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“Ninguém que não deseje a tua libertação total pode ser considerado teu aliado”

NINGUÉM QUE NÃO DESEJE A TUA LIBERTAÇÃO TOTAL PODE SER CONSIDERADO TEU ALIADO

Se não se estender a crítica do fascismo à democracia, capitalismo, às prisões, às pátrias, ao patriarcado, à propriedade, ao especismo e a qualquer regime que envolva sermos governadxs: estamos a nos condenar a um emaranhado histórico único que só acabará para dar lugar a um planeta inabitável. Os social-democratas eleitoralistas estão confortáveis demais ao condenar as atrocidades da direita e ao esconder as suas próprias, querem é estar nas ruas e no governo ao mesmo tempo.

Os regimes autoritários ganham terreno, rápida e eficientemente, porque os objetivos que perseguem são medíocres: não há nenhuma complexidade em submeter os outros através das armas, impostos, mentiras e propaganda – 90% dos projetos políticos estão comprometidos é com isso (toda a infraestrutura necessária já está construída e a funcionar).

Na realidade, ninguém que te trate como massa doutrinável, ninguém que entenda a luta como um passatempo a fazer de vítima e alheio à tua capacidade criativa e ofensiva, ninguém que não deseje a tua libertação total pode ser considerado teu aliado.

Anarquistas

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Via ContraInfo.

3 comentários sobre ““Ninguém que não deseje a tua libertação total pode ser considerado teu aliado”

  1. “Se não se estender a crítica do fascismo”

    O que é fascismo, nessa concepção?

    1. Salve compa, esse comunicado veio de nossos compas desde Portugal. Penso que nesse sentido, o comunicado está fazendo referência ao neo-fascismo e ascenção da extrema-direita. Penso que é importante destacar que no contexto europeu, essas ideias fascismo e neo-fascimo são bem mais perceptíveis uma vez que há a retomada do “aurora dourada” na Grécia, o “Alternativa para a Alemanha” (Alternative für Deutschland – AfD), Frente Nacional (FN) na França, Partido para a Liberdade (PVV) na Holanda e outros tantos.

      Então penso que a afirmação de “estender a crítica do fascismo à democracia, capitalismo, às prisões, às pátrias, ao patriarcado, à propriedade, ao especismo e a qualquer regime que envolva sermos governadxs” significa que ao mesmo tempo em que fazemos críticas e combatemos as ideias do fascismo, também devemos fazer com a mesma intensidade ao criticar a ideia de democracia, capitalismo, prisões… Ou seja, se criticamos uma ideia abominável, devemos pegar todas com as duas mãos e torce-las!

      abração!

      1. Obrigado por contextualizar!

        Eu não estava por dentro do contexto europeu, estava familiarizado apenas com estudantes universitários brasileiros rotularem os outros como “fascista” sem quase nenhum critério.

        Agora entendo que não é o caso.

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