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Onde encontrar: Adágio Anarco Livros, Belo Horizonte, MG.

A cada semana a Monstro dos Mares divulgará banquinhas e livrarias que distribuem nossas publicações e espaços comunitários onde é possível consultar os livros e zines. Não é a tarefa mais simples decidir a ordem em que essa listagem será publicada, então decidimos abraçar o caos e permitir que o nome venha, que possa emergir por sua própria natureza em cada semana.

Agradecemos imensamente todos os espaços comunitários e libertários que se achegam para receber nossos livros e zines em suas bibliotecas, fazemos questão de enviar um pacote e quando possível um pacotão. Dependemos basicamente dos apoios em nossa Rede de Apoio para fortalecer as impressões e correios desses materiais, então com um pouco de paciência, demora um pouquinho mas chega.


Adágio Anarco Livros

As amizades da Adágio Anarco Livros entraram em contato conosco para distribuir nossos livros e zines em Belo Horizonte (MG) e ficamos felizes em poder contar com a boa vontade de compas em colocar a banquinha na rua, fazer o corre de carregar livros pra lá e pra cá. Só quem já fez essa fita de chegar cedo no evento e sair tarde carregando um monte de material sabe o quão valioso é o bonde de quem a “feira” acontecer. Pois não existe uma feira de livros sem livros, sem banquinhas, livreiros e editoras presentes. Por isso nosso máximo respeito a monas, minas e manos que puxam esse barco. É nóis!

Além dos livros e zines novos de editoras anárquicas e anarquistas, a Adágio leva seu tempo, moderadamente lento, para entre os corredores moderadamente cheios dos sebos de BH, para garimpar textos de literatura com temática libertária, anarquista, autônoma, autogerida, livre. Você pode pegar diretamente com as pessoas na banquinha em eventos ou combinar entregas e envios pelos correios através da página do Facebook da livraria.

Adágio Anarco Livros
adagio.livros@hotmail.com
facebook.com/adagiolivros

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Cachoeira do Sul, Outubro de 2012: a casa caiu!

Bom pessoal, a Monstro dos Mares perdeu a sua “casa pirata”. As pessoas que acompanham as iniciativas desse grupo sabem o quanto foi complicado manter esse centro de práticas em atividade, passamos por diversos desafios conceituais, financeiros e metodológicos. Foram realizadas reuniões mensais para definir e tirar juntos os encaminhamentos, onde os desafios e problemas foram apresentados, independente da quantidade de presentes. Em nossa última reunião, no dia 10 de outubro, o espaço se dissolveu após um ano de tentativas de manter a casa em pé.

Muito mais do que justificativas (que muitos já conhecem), esse é o momento de refletir um pouco sobre a viabilidade de um projeto dessa natureza numa cidade do interior, num momento onde muitos dos espaços libertários constituídos em cidades infinitamente maiores que a nossa Cachoeira do Sul, atravessam problemas semelhantes e encontram-se evidentemente em risco de serem descontinuadas.

Essa reflexão sobre a viabilidade deve transcender a capacidade de recursos e abundância de materiais disponíveis, mas sim, na energia e no desprendimento individual em contribuir para a construção de espaços de natureza libertária. É levar consigo uma parte dos sonhos e da evidente frustração de estar com olhos roxos. A máquina fumegante de opressão atropelou a casa pirata e aprendemos de forma muito dura, as diferenças e alegrias de dizer: foi temporário, mas será permanente!

Agora que não existe mais sentido em manter paredes, portas e janelas, vamos nos permitir deixar a casa cair e tentar de alguma forma contar essa história com quem não pode fazer parte dela nesse período, mas que poderá contribuir com a formação de novos modelos de experiências semelhantes ao compartilhar suas histórias sobre ocupas, squatts e coletivos, relatando sem receios suas conquistas, aprendizados e fundamentalmente, os problemas. Será nosso anti-case, para uma sociedade afogada em discursos repletos de vencedores com os pés sujos de sangue, não de tanto caminhar, mas de passar por cima de quem está ferido.

Corajosamente convidamos as pessoas que constroem ou construíram a luta libertária no Brasil para abrirem seus corações, para revirar suas gavetas e provocar suas lembranças, neste que pretende ser um repositório de histórias em diversos formatos, sobre o que aconteceu e o que é possível aprender com nossos sorrisos e lágrimas.

Vamos seguir em frente com nossos sonhos, agora seremos outras iniciativas, outras bandas, bandos, grupos, coletivos, redes e comunidades. Contem com nossa mãos calejadas, nossos dentes quebrados e nossas histórias para contar.

Casa Pirata (2011-2012)
Editora Monstro dos Mares