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Minidocumentário + agradecimentos Rede de Apoio Janeiro de 2020

Olá Compas!

Os meses de Janeiro e Fevereiro costumam ser bem malucos pra gente. Nos últimos quatro anos, passamos o início do ano mudando de casa, de cidade e de estado. Este é o primeiro ano em que seguimos com as atividades da editora sem interrupções e estamos utilizando esse período para pensar sobre nossas atividades de editores, refletindo sobre as perspectivas e objetivos de nosso projeto editorial. Mas será que realmente queremos ter rugas de mar calmo? Sabemos que uma vida sem tempestades não faz bons marinheiros. Por isso, nosso olhar para a própria realização nos trouxe um pouco de perplexidade, pois descobrimos que precisamos de mais vento soprando nas velas para seguirmos desbravando os sete mares.

Ao perceber que nem todas as pessoas conhecem o percurso que nossos livros e zines percorrem até chegar nas mãos leitoras, resolvemos criar uma série de vídeos apresentando parte de nosso dia a dia fazendo e distribuindo nossos materiais. Nossa editora geral e empacotadora abobrinha aproveitou o dia de fazer os envios da Rede de Apoio para gravar parte do trajeto de como os materiais são escolhidos e embalados para os correios. Dessa forma, queremos tornar mais evidentes as decisões, os desafios e as dificuldades que enfrentamos para realizar essa atividade de jogar tinta no papel e fazê-la chegar a vários recantos do país.

O minidoc tem uma hora de duração e fizemos todo o possível para que seja uma experiência que aproxime quem não está aqui conosco de nossa atividade diária. Se possível, deixe nos comentários sua opinião sobre vídeo. Valeu!

Agradecimentos Rede de Apoio – Janeiro de 2020

Uma saudação especial às novas apoiadoras do projeto:

  • Camila Silva
  • Lucas Soares
  • Jadson Stevan Souza da Silva
  • Mayumi Horibe

Nosso carinho aos apoios de:

  • Viviane Kelly Silva
  • Enguia
  • Guapo
  • Willian Aust
  • Anna Karina 
  • Andrei Cerentini
  • Daniela de Souza Pritsch
  • Contribuições anônimas

Nossa capacidade de seguir navegando depende diretamente do apoio dessas pessoas. É através dessas contribuições que conseguimos enviar materiais para bibliotecas comunitárias, coletivos, movimentos sociais, pesquisadoras e singularidades em todo o território deste imenso país. Os recursos arrecadados também são utilizados para cobrir despesas de correios (aproximadamente 500 reais por mês), colaboração nas taxas de aluguel / energia elétrica / internet (em torno de 800 reais por mês) e também para a manutenção dos equipamentos de impressão, afiação e lubrificação dos equipamentos de corte (duas guilhotinas e três tesouras), manutenção e hospedagem do site, contratação de serviços de rastreamento / acompanhamento por e-mail de encomendas, serviço de caixa postal, aquisição de papel de impressão / papel de capas / tintas / cabeçotes de impressão / caixas de manutenção e outras tantas despesas e investimentos mensais.

Ainda estamos distantes do horizonte de uma independência financeira que nos possibilite parar de vender os livros na loja e poder simplesmente fazer somente os livros e zines que são enviados gratuitamente. Por isso, a sua participação com qualquer valor a partir de cinco reais nos ajuda muito. Indicar nossa editora para outras pessoas também é uma forma de ajudar nosso projeto: mesmo que suas amizades não assinem nossa rede de apoio ou façam compras pontuais em nossa lojinha, ampliar as pontas de contato já ajuda bastante.

Mais do que um pedido, este também é um desabafo, pois nesses dias pudemos perceber que para seguir adiante também teremos que compartilhar um pouquinho de nossos problemas, frustrações e preocupações com o futuro.

Forte abraço,
Editores

A Editora Monstro dos Mares precisa da sua ajuda para continuar, contribua com a Rede de Apoio no Catarse e receba materiais impressos em sua casa.

18 comentários sobre “Minidocumentário + agradecimentos Rede de Apoio Janeiro de 2020

  1. Capítulos:
    00:00-05:52 — Introdução ao documentário;
    05:53-15:19 — Apresentação dos zines e livros a serem lançados em janeiro, a serem enviados pra Rede de Apoio;
    15:20-47:44 — Apresentação do material de trabalho e do processo de embalagem propriamente dito.
    47:45-61:25 — Conclusão, encerramento.

    1. Já sabemos quem procurar para fazer a divisão em capítulos para o próximo vídeo!

      1. Essa capitulação acima é muito básica… Poderia ser mais bem-detalhada, mas eu fiz suficiente só pra mim mesmo.

  2. A respeito da caneta para escrever “IMPRESSO”: isso é mesmo necessário? Na agência mais próxima a mim eu já perguntei, e os atendentes me disseram que não é necessário escrever nem “IMPRESSO” nem “Fechamento Autorizado. Pode ser aberto pela ECT”. Entretanto, eu levo a embalagem aberta, mostro o conteúdo, e fecho-a na frente dos atendentes, dentro da agência.

    1. Em algumas agências, costumávamos cortar dois cantos dos envelopes, quando percebíamos que a pessoa no atendimento era mais exigente. Virou um costume nosso já escrever “impresso” e também um recadinho para o carteiro em alguns pacotes.

  3. O embalamento do jornal no tubinho de papel higiênico parece-me muito bom. Lembrou-me disto: https://en.wikipedia.org/wiki/Wrapper_(philately) . O ‘newspaper wrapper’ era exatamente uma folha de papel usado pelas editoras de jornal para mantê-los enrolados enquanto transitavam nos correios. No wrapper, ficava o franqueamento (selo ou outra forma) e o endereço do assinante. Não era necessário mais embalagem que isto. Hoje em dia, caiu em desuso, pois os jornais comerciais, de altas tiragens, não são enviados por correios mais, já que ficaria muito caro.

  4. Nossa, o funcionário dos Correios vai até a casa de vocês buscar as encomendas? Que chique!
    Falando sério, é aquele esquema de Malote, né?

    1. É sim 🙂

  5. Hahaha, de tanto refilar saiu até fumaça na guilhotina!

  6. Vocês disseram no vídeo que têm dificuldade em reaproveitar os tubos de cola pequenos nos quais vocês dão refill com o tubo grande, o qual não serve pra aplicar no material.

    Pois bem, os tubos de ketchup/maionese/mostarda/barbecue daqueles que se encontra em lanchonete são tão inadequados quanto os de uso doméstico, tal como aquele que é mostrado no vídeo?

    1. Já pensei em usar esses tubos de lanchonete, mas os que eu encontrei nas lojas tinham o buraco muito grande.

  7. Não sei se esse papel que vocês estão usando pra embalar é ou não usado em quermesses. Sei que ele é usado pra embrulhar mortadela, presunto, e queijo em padarias, e também salgados e doces em mercados. Sim, ele realmente rasga bem facilmente.

    Vocês pediram sugestões do que poderiam usar para embalar os pacotes, de preferência a custo zero. Bem, vocês já sabem que podem reaproveitar embalagens de produtos, como sacos de açúcar, de arroz, de resmas de papel, e de presentes; vocês já disseram algures que usaram essas opções anteriormente.

    Porém, existem também as embalagens de produtos vendidos a granel. Essas lojas que vendem a granel compram sacos grandes de aveia e trigo, por exemplo (o que, entretanto, seria um problema para quem tem intolerância a glúten). Os mercados também compram coisas que vêm em sacos, mas não sei detalhar mais que isto. Um dos sebos em que comprei livros, via Estante Virtual, me mandou os livros embrulhados em um pedaço de saco de papelão “Produquímica – Líder mundial em micronutrientes”. Não sei o que veio dentro originalmente, pois o que recebi é apenas um pequeno pedaço da embalagem original. Parece que ele era até costurado nas extremidades originalmente, pra ser bem reforçado.

    Vocês já tentaram pegar sacos desse tipo em supermercados? Eles certamente descartam, provavelmente separando-os para catadores.

    1. Tenho guardado sacos de farinha de trigo e por causa da questão do glúten reaproveito em casa mesmo. Tenho guardado sacos de farinha de mandioca também, mas esses ainda não comecei a usar. Esses sacos grandes de supermercados são interessantes mesmo, vou sondar. Quero encontrar um papel mais resistente que, quem sabe, possa diminuir o uso de papelão das embalagens para torná-las mais leves.

      1. Existem sacos de papel mais resistente, como disse acima, da Produquímica. Mas não sei onde obter. Pelo que vi, eles produzem fertilizantes, então talvez numa loja de material agropecuário, ou com agricultores?

        Por falar em agropecuária, existem os sacos plásticos de ração de cachorro/galinha/etc. Talvez alguma associação de proteção aos animais que tenha abrigo possa fornecê-los a vocês? Ou um pecuarista/granja? Mas as rações podem conter glúten também…

        Será que vale mesmo a pena se preocupar com a intolerância ao glúten na hora de embalar? Não sei se o glúten não ingerido oralmente é perigoso para os intolerantes, só ouço falar dessa forma de contato (pela boca). Não sei se teria perigo aspirar ou só encostar a pele, talvez não.

        1. Valeu as dicas! Vou ver na agropecuária sim, pode ser uma boa. Com sacos grandes, mais papel para aproveitar.

          Quanto ao glúten, eu li que alérgicos a glúten (especialmente crianças pequenas ou bebês) podem ter reações à inalação. Acho que é melhor prevenir num caso desses.

          1. Bom, se na indústria alimentícia incluir na embalagem os dizeres “CONTÉM GLÚTEN” ou “PODE CONTER GLÚTEN” elimina o risco de morte por ingestão acidental, imagino que nesse caso pudesse resolver também. E bom, se fosse alguém que não consegue ler o aviso na embalagem, certamente não estará comprando zines e livros, né? 😛

            O custo realmente zero que vocês teriam com embalagens (e seriam boas embalagens) provavelmente compensaria o custo de um em cada um milhão de pacotes ser retornado por o destinatário não poder receber glúten postal.

            Juro que essa é minha última mensagem sobre alergias.

          2. “Glúten postal” huahuahauh

    2. “Os mercados também compram coisas que vêm em sacos, mas não sei detalhar mais que isto.”

      Detalhando: nas imagens da notícia a seguir vocês podem ver que os sacos de arroz e açúcar de 5kg por sua vez são transportados, em conjunto, dentro de sacos maiores, com, digamos, 10 unidades… Esses sacos, maiores e mais resistentes, são removidos do armazém de pallets, são cortados, e então descartados, enquanto por sua vez a mercadoria dentro é coletada e reposta nas prateleiras de venda a que os clientes têm acesso.

      https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/produtos-roubados-para-inaugurar-supermercado-em-sp-sao-avaliados-em-mais-de-r-50-mil.ghtml

      As imagens não são excelentes, mas dá pra ver o que quero mostrar, e não achei nenhuma melhor.

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