Foi com surpresa que chegou a mensagem para combinar a entrevista. Então vieram as primeiras perguntas e decidi responder do meu jeito, com minhas palavras e da maneira que tenho tentado pensar nosso bonde editorial. Antes de enviar as respostas refleti por alguns segundos sobre o que seria cortado do conteúdo antes da publicação final pois já estava bem longo. Curiosamente vieram mais perguntas, e outras, outras…
Mais do que uma entrevista ou um bate-papo sobre a Monstro dos Mares, a conversa passou pela própria história da editora e como estamos tocando nosso barco, bem como a visão da cena editorial libertária, algumas questões da crise das grandes redes de varejo e a urgência de epistemologias dissidentes nas universidades.
Acompanhe a entrevista e divirta-se! Agradecemos compas da A.N.A. pela atenção e o carinho com nossa atividade de divulgação acadêmica e anárquica, mesmo que isso não agrade todo mundo.
~ Vertov ~
“Criamos a Monstro dos Mares dentro de uma garagem numa noite fria de inverno”
Trocamos uma ideia com Vertov Rox, que faz parte da Editora Monstro dos Mares. Confira a seguir!
Quanto mais livros, zines, eventos, debates e colaboração, melhor! No mês de Dezembro materiais produzidos pela Editora Monstro dos Mares estarão em eventos bacanas em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul.
Entre os dias 10 e 14 o autor, professor e militante José Vandério Cirqueira estará em Viçosa (MG) para o V Encontro Nacional de História do Pensamento Geográfico e III Encontro Nacional de Geografia Histórica, onde vai realizar o lançamento de seu livro “Geografias Subterrâneas: Para ensinar uma prática geográfica nas trincheiras da anarquia” e com uma mala cheia de livros e zines para fazer rolo com quem se chegar.
Já no final de semana, os materiais da Editora Monstro dos Mares estarão disponíveis na CripTRA, a cripto festa do Alto Tramandaí em Maquiné. Onde acontecerá um agradável encontro de pessoas ligadas à tecnologia, privacidade de rede e liberdade. O Leo também estará por lá fazendo o lançamento do zine “A ideologia californiana”.
Manter uma caixapostal
é estar sempre com a curiosidade sobre o que pode haver atrás daquela
portinha de lata. Geralmente são encomendas de papéis de capa, tinta e
insumos para fazermos livros. Eventualmente aparece um envelope com
livros e zines de pessoas que carinhosamente curtem nosso trampo e fazem
essa troca de materiais.
No pacote vieram três zines e um adesivo de @morte_em_espiral, ficamos felizes em receber e trocar materiais com pessoas que produzem uma cultura livre e independente. Escreva para nós!
Monstro dos Mares CaixaPostal 1560 Ponta Grossa – PR 84071-981
Olá compas! O mês de Novembro foi super corrido e tivemos momentos magníficos na Ilha de Desterro. Encontramos várias amizades, pessoas que eram conhecidas por suas arrobas e com quem pudemos trocar abraços.
O significado do I Colóquio Anarquismo e Pesquisa para nosso ânimo como editora de divulgação acadêmica com inspiração anárquica e anarquista ainda está retumbando dentro de nós e ficou aquela certeza de que o projeto editorial da Monstro dos Mares está indo de vento em popa.
Queremos agradecer a paciência das amizades da “Rede de Apoio”, pois estivemos fora nessas semanas. Vamos enviar as recompensas de todas as pessoas em dobro como uma forma de agradecimento. Fica aqui nosso carinho para:
Gabriela Catunda Peres
Willian Aust
Manu Quadros
José Vandério Cirqueira
Claudia Mayer
Você também pode participar da rede apoio que fortalece todos os meses o envio e distribuição de materiais gratuitamente para singularidades, coletivos e grupos.
Dentro da garrafa trazemos uma mensagem: A gente pode hackear qualquer coisa! A assertividade dessa frase é tão incrível e carrega em si um universo inteiro de possibilidades. Nessa conversa com o hacker LobodoMar passamos por alguns temas como Matrix, autoaprendizado, open-source na educação de nível superior, royalties de produtos e pesquisas acadêmicas, ética hacker, bem comum e outros temas. Ouça a entrevista no player abaixo ou faça o download do arquivo.
Durante alguns dias recebemos as pessoas Coletivo Anarcotecnológico Mariscotron
para conversas, paçocas, botar tinta no papel e trocas. Aconteceram
dois encontros com pessoas da comunidade: o primeiro foi uma conversa
sobre open-source, eletrônica, componentes, energia solar,
microcontroladores PIC, robótica, domótica, entre outros assuntos com
visitantes da casa Monstro dos Mares,
estudantes do IFPR acompanhados de um técnico administrativo em
educação e o Mariscotron (FOTO). O segundo encontro foi realizado na
Estação União, a ferroviária que divide a cidade de União da Vitória
(PR) e Porto União (SC) no dia 18 de Setembro. Na ocasião a conversa
seria somente sobre a crítica anarquista à democracia, mas enquanto
esperávamos as pessoas chegarem gravamos uma entrevista para projeto de
pesquisa do Vertov sobre coletivos tech e a conversa se desdobrou para cultura hacker, tecnologia, tecnopolítica e democracia. Confira o podcast!
Participantes: abobrinha, Absort0, Chúy, João Nilson e Vertov.
Tradicionalmente o mês de Novembro é aquele em que acontece a Feira Anarquista de São Paulo. Por diversos anos a Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre
também rolou mais ou menos na mesma data. Todos os anos vem a ansiedade
para saber a que eventos poderemos comparecer presencialmente, quais
serão aqueles a que poderemos enviar livros para fortalecer o rolê. Mas
este ano 2018 superou qualquer expectativa!
Neste Novembro você poderá encontrar os livros da Editora Monstro dos Mares
em cinco eventos, sendo que quatro deles serão exclusivamente de cunho
libertário. Com esse calendário cheio, podemos observar que há no Brasil
(e também no mundo) uma ampliação da visibilidade das atividades
anárquicas e anarquistas dentro e fora das universidades, bem como nas
ruas na luta social diária.
Nosso bonde editorial só existe porque vemos nas éticas, práticas e visões de mundo autônomas, anárquicas e anarquistas, um modo de possibilidade, uma existencialidade
epistemológica frutífera capaz de estabelecer relações com
conhecimentos, saberes, modos de vida e práticas de resistência de
pessoas, coletivos, bandos, bandas, rolês e movimentos da atualidade, de
e para qualquer tempo.
Foi com um pouco de preocupação que entramos nas águas do financiamento coletivo, por medo do desconhecido. Chegamos molhando as canelas, pé por pé, sentindo o repuxo. Que bom que vocês estão aqui formando essa rede de apoio que é muito importante para a continuidade de nosso rolê editorial. Nesta primeira comunicação aberta, queremos falar um pouquinho sobre como foi esse primeiro mês e na medida possível vamos pensar formas de atualização desses números sem tornar a coisa chata.
Lá vai! 7.894 impressões, recebemos a visita de amizades da Editora Subta com quem tivemos ótimos momentos cheios de trocas de materiais, boas conversas, comidinhas, etc. Recebemos alguns alunos e um agente educacional do IFPR – Campus União da Vitória (foto) para um bate-papo sobre eletrônica e tecnologias solares juntamente com amizades do Coletivo AnarcoTecnológico Mariscotron que renderem um Podcast (sairá em primeira mão aqui na rede de apoio), participamos de uma feira de livros, recebemos livros de presente pela caixa postal.
Também entregamos exemplares do livro Ciberfeminismo para cada biblioteca da Universidade Estadual do Paraná – Unespar (em breve link do Pergamum), doação de sete exemplares do mesmo título para o IV Encontro de Gênero, Feminismos e Políticas Públicas em União da Vitória, enviamos 50 zines da coleção ao coletivo Contraciv e estamos criando materiais bem bacanas com o pessoal do BaixaCultura. Ufa! Certamente esquecemos de alguns acontecimentos, por isso pretendemos gerar mais registros sobre o que está acontecendo.
Algumas imagens estão no Instagram @monstrodosmares, posts no facebook, mas queremos utilizar mais o blog e e-mails. Falando em e-mail, graças à contribuição das pessoas que formam nossa rede de apoio, agora temos um novo endereço: [email protected] .
Agora aquela foto bonita da caixa de papel (5.000 folhas) e do Litro de tinta pigmentada de alta qualidade que conquistamos com o apoio das pessoas que confiam no livro como possibilidade real de transformação de mundos, de divulgação de ideias anárquicas, na articulação de espaços para epistemologias dissidentes dentro e fora das universidades e para além delas.
A Editora Monstro dos Mares precisa da sua ajuda para continuar, contribua com a Rede de Apoio no Catarse ou PicPay e receba materiais impressos em sua casa. 🖨️
Dentro de uma caixa postal cabem mundos inteiros que podem ser compartilhados. Chegar na agência dos Correios, dar boa tarde ao pessoal do atendimento, girar aquela chavinha minúscula e comemorar que chegou um pacote inesperado.
Aquela letra com caneta, num pacote cheio de fita e jornal – pensei – um punk visitou o carteiro! De fato, ao ver o outro lado dizia que aquele bróder enviou o livro para nosso rolê. Foi legal abrir e perceber que vieram dois livros e no mesmo momento já pensei em amizades do Programa Rádio Rebelde da 87.9Mhz FM Comunitária de Porto União, nos tempos de Rádio Tarrafa 104.7 FM Livre de Desterro e da muito saudosa Rádio Caruncho 88.7 FM Livre de Cachoeira do Sul.
O enfrentamento ao latifúndio do espectro sonoro brasileiro é uma luta constante de manos, minas e monas autonomistas e de movimentos sociais no país inteiro. Tem muita gente bacana puxando essa luta pela democratização do acesso à informação, fazendo do microfone um meio de transformação da vida, pois “usar” as ondas do rádio não se trata somente de apertar alguns botões, preparar algumas vinhetas e falar. Tocar uma rádio, seja ela livre ou comunitária requer organização, luta e participação.
Ao subir a antena, ainda que com transmissores de baixíssima potência frente aos “canhões” das rádios corporativas, as pessoas estão fazendo muito mais do que simplesmente colocar uma rádio “no ar”, elas estão fazendo ação-direta contra tudo que está posto no mundo. Ao decidir e participar coletivamente das tomadas de decisão, ao construir e compartilhar princípios, quem faz a rádio são as próprias pessoas das comunidades que são diretamente impactadas por elas. É no chão da ocupa, na escola, no rolê pela moradia, no assentamento e em cada espaço de resistência é que se faz a rádio: abrindo espaço para coletivos, movimentos e pessoas, quebrando com o modo “comercial” de se fazer rádio.
É na rádio livre e na comunitária que você ouve a companheirada falando abertamente sobre os problemas do grande capital e como isso tudo afeta a vida no planeta. Lutas contra os transgênicos e o agronegócio, direito dos povos originários e ameríndios, tecnologias livres, movimentos sociais, populações amazônicas, etc. Ouvir a rádio livre e comunitária não é uma atividade passiva de consumo de uma mídia, mas fazer parte de uma comunicação que te envolve e te convida à chegar junto e participar. É colando nas reuniões, fazendo parte dos mutirões, fortalecendo na manutenção, divulgação e claro, nas festas, também se faz um espectro sonoro libertador e libertário.
É com muita satisfação que recebemos esse material e convidamos nossas amizades em conhecer o livro e sintonizar nas rádios feitas por pessoas e movimentos para pessoas em movimento!
Ajude a manter nosso projeto de divulgação acadêmica e anárquica.
O projeto
Uma
rede de apoio é um grupo de pessoas interessadas em ver um rolê
acontecer, se manter e seguir existindo. Depois de 8 anos fazendo livros
e zines de forma absolutamente artesanal, com preços super honestos e
com o objetivo de fazer com que os livros cheguem na mão de mais e mais
pessoas, nós da Editora Monstro do Mares decidimos que nossa jornada
requer mais fôlego para sobreviver, seguir existindo e se envolver em
novas publicações com mais profundidade. Por isso, estamos colocando o
barco nas águas das contribuições recorrentes, formando uma rede de
apoio ao nosso projeto editorial acadêmico e anárquico para seguirmos
navegando!