A Editora Artesanal Monstro dos Mares está preparando sua nova publicação e receberá artigos sobre ciberfeminismo e questões relacionadas até o dia 15/02/15.
Esse artigo foi atualizado dia 29 de Dezembro de 2023, às 09h 59min.
Atenção artilheiro Três salvas de tiros de canhão Em honra aos mortos da Ilha da Ilusão Durante a última revolução do coração e da paixão Apontar a estibordo… Fogo!
O coletivo de publicações artesanais Editora Monstro dos Mares convoca fanzineirxs para embarcarem em nossa próxima aventura pelos 7 mares da palavra. Desenvolvemos um serviço de distribuição de zines através dos correios e coletivos participantes.
Mensalmente são enviados pacotes com cerca de sete zines e um livro, dependendo da quantidade de páginas de cada zine selecionado. Os valores das assinaturas começam em 1 Real e nosso objetivo é colocar mais e mais zines para rolar, chegar nas mãos de pessoas, coletivos, banquinhas, distros e pesquisadoras. Todos os recursos arrecadados são utilizados na manutenção do espaço da editora, equipamentos, impressão de materiais e claro, muitas despesas de correios.
Por isso convidamos pessoas, grupos, coletivos, federações, redes, turmas, bandos e bandas que tenham zines, mesmo aqueles engavetados, para enviarem ao nosso coletivo e serem distribuídos.
Para distribuir seu zine, você pode enviar exemplares impressos para nosso endereço ou o arquivo PDF para nosso e-mail:
Nossa caminhada no mundo das publicações é, também, uma caminhada contra os sistemas de vigilância, controle e exploração. Agora estamos aceitando doações em bitcoins, como parte do fortalecimento de redes descentralizadas de solidariedade e autonomia. A criptografia, os códigos abertos e as tecnologias distribuídas são nossas aliadas na construção de alternativas concretas ao capitalismo de plataforma.
Bitcoins são moedas digitais descentralizadas. Não passam por bancos, não dependem de governos, não estão sob o controle das grandes corporações. Contribuir com bitcoins é mais do que apoiar financeiramente a editora. É participar de um ecossistema que defende a privacidade, a liberdade e a soberania tecnológica.
Aceitar bitcoins é um gesto político. É nossa forma de fugir dos intermediários que cobram taxas, rastreiam movimentos e impõem censura. É manter os fluxos abertos entre quem produz e quem fortalece. Queremos colocar mais livrinhos nas ruas, circulando em redes autônomas, sem pedir permissão ao capital.
Se você já usa bitcoins, considere fazer uma doação. Se ainda não usa, talvez este seja um bom momento para começar a explorar essas possibilidades de ruptura. Tecnologias criptografadas, moedas alternativas e ferramentas de autonomia financeira fazem parte do nosso horizonte de luta.
Se você, sua cooperativa ou grupo de afinidade também está nessa caminhada, escreva pra gente. Estamos sempre dispostas a somar.
Para doar Bitcoins: bc1qc8sy8huseezhgekstu6s0g750w02vwldegdf3h
Seguimos fazendo livros como forma de insurgência. E agora também com blocos criptografados de solidariedade.
Na noite deste sábado, 08 de Fevereiro de 2014, a Editora Artesanal Monstro dos Mares serviu um chá gelado e colocou a banquinha na garagem para receber as pessoas de Cachoeira do Sul para o lançamento do livro “Violência, Democracia e Black Blocs“, do Sociólogo Nildo Avelino.
Durante o evento, a Rádio Caruncho FM Livre tocou vários sons que foram do samba ao black metal, passando por marchinhas de carnaval e o anarcofunk. Como as conversas estavam animadas decidiu-se ligar os microfones para fazer as ideias ganharem novos espectros, inclusive o sonoro.
Confira as imagens e áudio com o bate-papo. Existem alguns chiados, plics e placs no som, mas acredite que foram tratados na medida do possível.
A Monstro dos Mares participou do 2º Faça você mesmx – Zine Festival e voltamos cheios da energia libertária que rolou por lá!! Levamos o “Cultura de Segurança” e uma reimpressão do #00 do Leviatã de Papel. As trocas foram muito generosas!! O espaço de dádiva estava repleto de zines excelentes, sempre repostos conforme o pessoal ia pegando, a programação estava muito boa, com zineiros tarimbados dividindo suas experiências!
Zines são a literatura cinzenta do underground. Nesse caso o adjetivo
“cinzenta” define bem a forma como são produzidos e circulam os zines,
do lado de fora dos mercados editoriais, da publicidade e da imprensa,
de forma subterrânea, público geralmente pouco amplo e local. Mas, se a
caminhada dos zines tem esse aspecto “cinzento”, também tem outro, cheio
de cores: o dos laços de comunidade que unem os zineiros.
Participar de eventos de zine é sempre compartilhar ideias, caminhos,
lutas, erros e acertos, posicionamentos e esperanças. Seja nos zines
políticos radicais, seja nos mais introspectivos e pessoais, essa troca é
sempre rica e generosa.
Quadrinhos, poesia, arte, denúncia, utilidade comunitária, mitologias
pessoais… Nesse canal alternativo, transita um tipo de informação que
não se acha por aí. Nas páginas xerocadas com gravuras, desenhos
colagens e textos reside um universo não mencionado em outros lugares,
uma vasta paisagem, habitada pelas vontades, medos, crenças, estéticas e
poéticas mais viscerais e legítimas da humanidade.
Um festival de zines é uma zona autônoma. É um veículo de uma ética, a ética da destruição do mundo e da reconstrução de outro, onde a liberdade e a criatividade sejam a única lei!
No dia 18 de Janeiro, atendendo ao convite do Movimento Feminista de Cachoeira do Sul, a Editora Artesanal Monstro dos Mares, com o apoio da Rádio Caruncho FM Livre, realizou uma oficina de zines. Na ocasião foram apresentados os conceitos básicos do que é fanzine, um pouco de sua história, exibição do documentário “Fanzineiros do Século Passado“, roda de bate-papo, oficina, exposição, vendas e logicamente a oficina de como fazer zines.
I used to say that I was dumb I couldn’t do the things he could But listen here you boy I don’t need nothing from you Don’t buy a zine that says to you that you have to wear make up Don’t buy a zine that says to you that you have to lose some weight They think that life’s a surrender and so am I. And I think it’s time to make a choice do something good in your life. I need no boys I can use my own mind. D need nothing from you. didn’t learn anything today don’t wanna go to school. I can learn with the news I can learn reading a book. don’t buy a zine that says to you “What’s wrong about playing with boys”. Don’t buy a zine that says to you “the world is made of love and joy” ♬ Dominatrix – No Make Up Tips
O evento que iniciou as 17h, se foi até próximo das 22h, quando
vencidos pelo cansaço, foram recolhidos os equipamentos. A exibição do
documentário e a roda de conversas foram bastante significativas para as
pessoas compreenderem os processos da fanzinagem com instrumento de
publicação alternativa, marginal e pedagógica de baixíssimo custo. A
autonomia proporcionada pelos zines também ficou bastante evidente com a
exibição do documentário, mas ficou ainda mais evidente ao apresentar a
sua utilização em sala de aula.
A Feira Livre Municipal de Cachoeira do Sul mostrou-se mais uma vez
ser um equipamento cultural amplo e diversificado, que merece maior
atenção e utilização por parte de grupos, coletivos e movimentos. Uma
vez que o espaço fornece em suas instalações a luz, água, energia
elétrica e amplo espaço de convivência.
Estamos sempre dispostos em partilhar conhecimentos e contribuir no
empoderamento de mulheres em qualquer atividade social e humana.
É impressionante o tipo de coisas que as pessoas costumam descartar simplesmente pelo fato de que aquilo já não é mais útil para elas. Quantas vezes você já passou pela rua e encontrou monitores, gabinetes, fontes, mouses e teclados, atirados em lixeiras? Sim, infelizmente nem todas as pessoas estão sensibilizadas ou conhecem o significado de Metareciclagem.
No Brasil, considerando-se os equipamentos de grande e pequeno porte, a quantidade de lixo eletrônico chegou a mais de 900 mil toneladas em 2013, conforme estudo publicado pela ABDI. Se não for descartado corretamente, esse resíduo pode contaminar solo e lençóis freáticos, pois trazem mais de 60 tipos diferentes de substâncias potencialmente tóxicas e portanto, nocivas à saúde e ao meio ambiente.
Felizmente, algumas pessoas imaginam que jogar um eletrônico no lixo, ou na natureza não é uma coisa bacana e dão o encaminhamento apropriado, levando-o para um ecoponto, feira de descarte tecnológico ou departamento de coleta de resíduos sólidos do seu município. Aqui em Cachoeira do Sul (RS), temos o Departamento de Vigilância Ambiental (DVA), que recebe esse tipo de material de descarte todas as quartas-feiras, até o meio-dia. E foi lá, onde encontramos essas duas joinhas!
Duas máquinas copiadoras RICOH FT 3813 com aproximadamente 13 anos de uso, uma em bom estado, apenas com algumas manchas na impressão (conforme relatos) e outra com severos danos estruturais. Ainda não conseguimos ligar a máquina pois identificamos um varistor e resistor queimados na placa de entrada de alimentação de energia, o que denota que em algum momento ela foi ligada na tensão incorreta. Nosso grupo tech já substituiu a placa por outra e a marvada continua sem ligar. Mas em breve haverão novos encontros do grupo para seguir desvendando a máquina e torna-la operacional. Neste momento quando a máquina ligar, com papel a vontade, Toner e cilindros novos, um novo capítulo vai surgir na história dos movimentos e lutas que participamos ou apoiamos.
Por mais tinta no papel, seu lixo é a nossa alegria!
♬ Vomito o coração, de olhos abertos ergo meus punhos ao céu. / Do peito um grito se rasga aflito: Nunca mais submissão! / A colheita maldita aponta e indica: as crianças têm o poder. / É o fim senhores, as crianças cresceram e estão prontas para colher. – Colheita Maldita, Dance Of Days.
A partir de agora, a Editora Artesanal Monstro dos Mares faz parte do conjunto de blogs hospedados no Milharal, uma iniciativa de um grupo de voluntárixs para que mais projetos libertários e movimentos sociais possam utilizar sistemas seguros e em servidores de confiança.
Com essa migração, reafirmamos nossos compromissos com a luta social, com a liberdade dos povos e com a colaboração em rede de pessoas, grupos, coletivos, federações, comunidades, sindicatos e todas as pessoas que estão em movimento.
Nosso papel como editora, é esparramar cada vez mais tinta no papel, cada vez mais ideias circulando de mão em mão. Criar registros e documentação de nossa era, nossas lutas e pensamentos, para que essa geração permaneça no tempo, com tudo aquilo que fomos capazes de criar para destruir a opressão.
Enquanto estávamos dobrando as cópias do zine Tiro Certeiro do coletivo Articulação Libertária de Santa Maria, resolvemos dar uma mordidinha no celular e gravar um vídeo de tutorial de como você pode dobrar páginas de zines rapidamente utilizando um pincel. É claro que existem dobradeiras de madeira, fibra, plástico e outros materiais, mas se esse instrumento resolve, já era!
A Editora Artesanal Monstro dos Mares + AntiEditora Editora Libertária, estarão presentes em diversos eventos no mês de Novembro, graças a boa vontade das pessoas que participam deste coletivo publicador em se deslocar por aí e/ou ajudar com doações para custear viagens e impressões de mais e mais exemplares.
– dia 10, Feira do Livro Anarquista de São Paulo – de 11 a 13, Colóquio Internacional Ciência e Anarquismo da USP – dias 14, 15, 16 e 17, Aldeia Caiana, Vera Cruz, RS – dias 15, 16 e 17, IV Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre – dia 15, Festival Eu Quero é Rock II, Cachoeira do Sul, RS – dia 16, Lançamento e conversa sobre O ANARQUISMO E SUAS ASPIRAÇÕES, Porto Alegre, RS – dia 24, Vandalismo Cultural, Pindamonhangaba, SP (http://vai.la/3gi8)
Pedidos, encomendas, doações e informações por inbox ou através do e-mail [email protected]