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Numerologia de Janeiro de 2020 🕯️

numerolosia de janero de 2020

Começamos a numerologia do ano de 2020 intensificando nosso ritmo, fazendo com que mais caixas com materiais se movimentem pelo território de Pindorama e preparando os lançamentos dos próximos meses. Nos últimos dias de Dezembro tivemos um problema em nossa impressora principal e tivemos que substituir o equipamento às pressas, colocando a impressora na reserva técnica aguardando por manutenção. Também nossa impressora de capas apresentou problemas no cabeçote de impressão e foi desativada para seguir para assistência também. Como não temos recursos disponíveis para o conserto desses equipamentos, vamos seguindo o barco com uma única impressora e confiantes de que os ventos sigam soprando e que em breve essa tormenta passe. Com a sua ajuda em nossa Rede de Apoio poderemos colocar essas máquinas para navegar novamente muito em breve. Se possível, considere fazer uma doação.

A página da Numerologia da Editora Monstro dos Mares recebeu uma nova atualização e agora comportará imagens e vídeos para tornar mais bacana a visualização dos dados que geramos todos os meses.

Numerologia de Janeiro de 2020

  • Impressões totais desde Agosto de 2017: 358.563
  • Impressões de Janeiro de 2020: 21.129
  • Livros impressos: 194
  • Livros distribuição gratuita: 29
  • Zines impressos: 553
  • Zines distribuição gratuita: 95
  • Kw gerados e consumidos com energia solar: 2.2Kw

Numerologia: Hotsite com informações sobre nossos números mensais/anuais
https://monstrodosmares.com.br/numerologia

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“Ninguém que não deseje a tua libertação total pode ser considerado teu aliado”

“Ninguém que não deseje a tua libertação total pode ser considerado teu aliado”

NINGUÉM QUE NÃO DESEJE A TUA LIBERTAÇÃO TOTAL PODE SER CONSIDERADO TEU ALIADO

Se não se estender a crítica do fascismo à democracia, capitalismo, às prisões, às pátrias, ao patriarcado, à propriedade, ao especismo e a qualquer regime que envolva sermos governadxs: estamos a nos condenar a um emaranhado histórico único que só acabará para dar lugar a um planeta inabitável. Os social-democratas eleitoralistas estão confortáveis demais ao condenar as atrocidades da direita e ao esconder as suas próprias, querem é estar nas ruas e no governo ao mesmo tempo.

Os regimes autoritários ganham terreno, rápida e eficientemente, porque os objetivos que perseguem são medíocres: não há nenhuma complexidade em submeter os outros através das armas, impostos, mentiras e propaganda – 90% dos projetos políticos estão comprometidos é com isso (toda a infraestrutura necessária já está construída e a funcionar).

Na realidade, ninguém que te trate como massa doutrinável, ninguém que entenda a luta como um passatempo a fazer de vítima e alheio à tua capacidade criativa e ofensiva, ninguém que não deseje a tua libertação total pode ser considerado teu aliado.

Anarquistas

Download em pdf em português, em inglês e espanhol

Via ContraInfo.

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[Autor convidado] Hoje, 29 de janeiro, é Dia da Visibilidade Trans. Por Luiz Fernando Prado Uchôa.

Apresentação

Considerando a urgência das diversas lutas pela libertação de todas as pessoas e a resistência contra toda e qualquer forma de opressão, convidamos a comunidade que nos acompanha a tirar um tempo para refletir sobre quanto da diversidade sexual, de gênero e das sexualidades existe em nossas vidas, nos nossos contatos, nas oportunidades a que temos acesso e nas nossas redes de afeto e companheirismo.

Podemos começar nos fazendo algumas perguntas. Estamos, efetivamente, vivendo em comunidades que não apenas toleram, mas também apoiam e se reconstroem pela presença de pessoas trans? Prestamos a devida atenção às reivindicações levantadas por esse grupo, quando não fazemos parte dele, em nosso dia a dia? Sendo pessoas cis, levantamos a voz quando presenciamos atos de violência transfóbica, ou tratamos a luta pela transfobia como algo que “não nos pertence” e, por isso, nos silenciamos?

É papel das pessoas cis lutar junto à comunidade trans contra a transfobia. Isso não significa que estamos ocupando um lugar de fala que não é nosso, pois a transfobia é parte do que constitui, por exclusão, a cisgeneridade. Por isso, ao recorrermos ao silêncio frente a situações de violência transfóbica estaremos recaindo em uma postura acovardada, que reforça ainda mais a diferenciação das pessoas de acordo com a configuração de seus corpos e a hierarquia heteronormativa.

Lutar pela liberdade é uma atividade constante e desafiadora, que não consiste apenas em desafiar os poderes hegemônicos externos a nós: consiste também em desafiar e rejeitar aquilo que em nós reproduz e sustenta tais poderes. Convidamos, portanto, todas as pessoas a repensar suas ações dentro de nossas lutas contra a opressão e incluir, conscientemente, as pautas elaboradas e vividas pela comunidade trans. A liberdade só o é quando válida e efetiva para todas e todos.

Neste dia de luta, chamada à conscientização e visibilidade, trazemos uma carta às pessoas trans escrita por Luiz Fernando Prado Uchôa. Luiz é jornalista, professor e militante LGBT, e terá seu livro sobre transmasculinidades publicado em breve pela Editora Monstro dos Mares. Generosamente, Luiz compartilha sua percepção de vida através do prisma construído por sua experiência, que você pode conhecer no texto abaixo e em outras publicações escritas por ele.

Valeu, Luiz! Força na luta, e conte com a gente.

Claudia Mayer
Editora geral Monstro dos Mares


O que fazer quando a gente tem a sensação de não-pertencimento?

Nesse tempo em que estive sem escrever novos artigos aqui no PPQO, participei de eventos de militância e ativismo nos quais tive a oportunidade de estar com outras categorias existentes no movimento social. Percebi o quanto falar de transexualidade ainda é tabu ou tido como assunto complicado para ser abordado.

Tive a oportunidade de estar com pessoas cis (héteros, gays e lésbicas) em conversas informais nos espaços, e iniciei muitos diálogos sobre as diferenças de orientação sexual e identidade de gênero, usando-as como exemplo. A partir disso, os diálogos se tornaram bem fluidos. Eles passaram a entender que se sentir em um determinado gênero em nada se relaciona com vestimentas, acessórios ou por quem se manifesta o desejo sexual/amoroso.

Relatei o início de minha jornada e as dificuldades enfrentadas dentro e fora do meio LGBT para expor minha real identidade de gênero, além das vitórias obtidas, como retificação de nome e gênero, acompanhamento médico para a transição, e outras que se encontram pendentes com relação ao meu corpo. Também expus o por que de expor minha transição, seja via entrevistas para jornais, revistas e/ou programas de televisão, e outras ações.

Série de TV

Fui convidado para participar da abertura da série “Quem Sou Eu”, exibida pelo “Fantástico”, exibida por três domingos seguidos na TV Globo, que relatou a trajetória de mulheres transexuais e homens trans em diferentes fases da vida. Apesar de meus posicionamentos contrários à emissora, entendi que deveria participar para ter a oportunidade de fazer apontamentos com relação ao conteúdo para um público que não tem acesso a essas discussões. Por possuírem uma vida mecanizada, que jamais lhe proporciona oportunidades de se conhecer outras realidades.

Independente do “Fantástico” e alguns programas da emissora como intenção falar do tema com o propósito de divulgar a novela ‘A Força do Querer’, atualmente exibida às 21 h, penso que os militantes e ativistas devem se aproveitar dessas raras oportunidades em canais de TV aberta para explicar, pacientemente, tendo como premissa propagar o tema da forma correta. Além, claro, de ouvir os mais diversos questionamentos a respeito do conteúdo explanado e, dessa forma, conseguir simpatizantes em prol da diversidade sexual e de gênero.

Nesse tempo afastado de minha coluna, vivenciei uma relação intensa, apesar de ter tido pouca duração. Mas ela me deixou marcas profundas e a depressão me atingiu em cheio e, por isso, não tive forças para escrever e expor minhas impressões acerca da realidade sociopolítica do País.

Dois anos

O que permeava meus pensamentos era o fato de ter esperado dois anos para viver esse relacionamento de forma plena e, de repente, ele acabou sem grandes explicações. Agora ele está praticamente casado com outra pessoa, e exibe essa felicidade nas redes sociais. Pessoas próximas a mim curtem essas fotos e desejam felicidades ao novo casal.

A exibição pública dos momentos cotidianos dos dois e interação constante desses meus amigos e conhecidos nestas publicações me doem profundamente, apesar de ser poligâmico e poliamorista e, por esta razão, não sentir ciúme ou algum outro sentimento possessivo por ele ou por qualquer outra pessoa. Mas o que me deixa magoado nessa breve história foram a falta de diálogo, as discussões e ter sido informado da nova relação por meio das redes sociais.

Com isso, as palavras simplesmente me escaparam por completo e tive de mergulhar em uma jornada de autoconhecimento nos mais diversos campos sociais. O sentimento de vazio estava presente, apesar de seguir com as minhas atividades de militância e ativismo em ritmo normal.

Conflito

A dissidência em ser um homem habitando um corpo com características ainda femininas é algo que me deixa em desvantagem no quesito relação amorosa e, às vezes, sexual. Essa prisão corpórea me confronta com a dolorosa realidade de serem as raras vezes atingir a plenitude em um ato sexual por mais que seja momentânea.

Por esses dias fui em um evento de samba feito por mulheres negras num espaço de resistência negra, e aquelas músicas me transportaram para outra dimensão. Tentei em vão interagir, mas, em sua maioria, lá estavam lésbicas e bissexuais cis, e fui visto com desconfiança e até certo repúdio por elas. Os poucos gays que lá estavam só interagiam com suas amigas ou estavam acompanhados.

Percebendo o não pertencimento àquele local, fui embora com a lembrança das boas músicas e das poucas conversas tidas a fim de ter forças para as atividades agendadas para o dia seguinte.

Após as reuniões fui para um bar no Largo do Arouche ouvir músicas e observar os frequentadores. Aquele lugar não me pertencia e, em vão, tentei expor para alguns contatos de redes sociais minhas dores. Até que um amigo foi me encontrar e, de lá, fomos para um barzinho na rua Fradique Coutinho para encontrarmos umas pessoas de um grupo de WhatsApp de poliamor, do qual sou membro.

Poliamor

A decoração do local era muito interessante e divertida por ter como proposta uma certa informalidade. Quando cheguei com meu amigo, avistamos cinco pessoas do grupo que estavam lá preocupadas em exibir uma certa liberalidade. Na compartida do discurso proferido por estes poliamoristas, o padrão cis hétero lá predominava no sentido da aparência física, papéis demarcados de gênero e também aos assuntos vigentes.

No fim da noite, me vi só e tendo de lidar com a solidão, do modelo mais latente de todos. Caminhei até a estação de metrô, à frente dos barzinhos e as entradas das boates, e vi aquele mar de gente. Transpareciam enorme felicidade por estarem com roupas descoladas, ao lado de uma pessoa bonita ou rodeados de amigos ou colegas e, mesmo sendo superficiais, estavam acompanhados. De alguma forma, estavam se divertindo, enquanto eu, caminhando sozinho na multidão de rostos, seguia para algum lugar que me levasse em segurança para a casa.

Com a mente entorpecida diante das conversas e reproduções de machismo e misoginia ouvidas no encontro, logo pensei no que suportei na escola em que trabalhei para ter uma renda mínima e, assim, sobreviver nessa sociedade capitalista e desumana. Tive sérios desgastes psicológicos, e mesmo em uma conjuntura desfavorável ponderei os prós e contras antes de me desligar oficialmente daquele emprego.

Seguir a vida

Hoje tenho gana de explorar outras vertentes profissionais, e me lançar a novos desafios sem nenhum tipo de trava que vise me limitar como pessoa ou profissional. As lições aprendidas nessa pausa de minha coluna no PPQO e de outros projetos são:

  • Por mais que a liberalidade reine em uma determinada conjectura, JAMAIS pense que ela será aplicada a corpos distintos do padrão cis heteronormativo enquanto não houver uma sociedade mais igualitária e uma educação que culmine para este cenário. Por isso, temos de seguir na luta apesar das adversidades vindas de todos os lados;
  • Nunca espere que alguém lhe respeite ou lhe ame. Se você estiver disposto a aceitar todo tipo de ofensa e descaso só para tê-lo em sua vida;
  • Não espere a compreensão dos outros com relação aos seus problemas, independente de quais sejam por elas estarem mais focadas em si mesmas. Cabe a você encontrar um refúgio para tratar seus problemas, seja com um terapeuta ou em centros de apoios como o Centro de Valorização da Vida;
  • A melhoria em sua vida só estará disponível quando você estiver disposto(a) a repensar suas escolhas e recomeçar INFINITAS vezes, sem se importar com o julgamento alheio;
  • Por mais difícil que seja, BUSQUE ocupar a mente com novos aprendizados e novas experiências. E, dessa forma, estará construindo novos alicerces a fim de superar os infortúnios que a vida lhe trouxer;
  • JAMAIS aceite qualquer tipo de humilhação para ter uma certa segurança financeira. Saiba que novas oportunidades surgirão se estiver disposto(a) a aceitá-las;
  • Por mais que a conjectura político-social esteja complicada, UNA-SE a coletivos ou grupos, mesmo que a vertente de atuação não seja diretamente envolvida com a sua. Só com a união de diferentes pensamentos e ações construiremos um país igualitário de fato;
  • FACEBOOK e WHATSAPP não são portais de notícias, e nem possuem especialistas teóricos dos mais diversos assuntos. Então busque múltiplas formas de acessar as informações. Em tempo algum acredite em verdades singulares;
  • Observe mais e fale menos. Para, desta forma, captar o que está por trás do discurso proferido;
  • Nunca seja empático com o objetivo de atrair compartilhamentos em seus posts ou simpatia de determinados segmentos sociais;
  • Por mais que deseje o melhor para uma pessoa querida, NUNCA se esqueça de seus planos ou projetos para se dedicar completamente a ela;
  • A literatura é uma boa opção para expressar seus pensamentos. Tenha sempre consigo um bloco para anotar seus pensamentos e, com isso, envolver-se neles por completo. E, se preferir outra expressão artística, faça-a sem limitá-la a qualquer critério estético;
  • ENTREGUE-SE à vida por completo sem nenhum tipo de pudor ou receio e, busque a sua felicidade nos pequenos detalhes que ela lhe ofertar.

Publicado originalmente em: http://www.paupraqualquerobra.com.br/2017/04/12/gente-sensacao-nao-pertencimento-luiz-fernando-uchoa/

Luiz Fernando Prado Uchôa, jornalista, professor de inglês e espanhol, idealizador do blog Arco Iris Literário, que tem como objetivo difundir literatura LGBT através de resenhas literárias, colaborador da revista Sync e Coordenador do Núcleo de transmasculinidades da rede família Stronger.

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Minidocumentário + agradecimentos Rede de Apoio Janeiro de 2020

Olá Compas!

Os meses de Janeiro e Fevereiro costumam ser bem malucos pra gente. Nos últimos quatro anos, passamos o início do ano mudando de casa, de cidade e de estado. Este é o primeiro ano em que seguimos com as atividades da editora sem interrupções e estamos utilizando esse período para pensar sobre nossas atividades de editores, refletindo sobre as perspectivas e objetivos de nosso projeto editorial. Mas será que realmente queremos ter rugas de mar calmo? Sabemos que uma vida sem tempestades não faz bons marinheiros. Por isso, nosso olhar para a própria realização nos trouxe um pouco de perplexidade, pois descobrimos que precisamos de mais vento soprando nas velas para seguirmos desbravando os sete mares.

Ao perceber que nem todas as pessoas conhecem o percurso que nossos livros e zines percorrem até chegar nas mãos leitoras, resolvemos criar uma série de vídeos apresentando parte de nosso dia a dia fazendo e distribuindo nossos materiais. Nossa editora geral e empacotadora abobrinha aproveitou o dia de fazer os envios da Rede de Apoio para gravar parte do trajeto de como os materiais são escolhidos e embalados para os correios. Dessa forma, queremos tornar mais evidentes as decisões, os desafios e as dificuldades que enfrentamos para realizar essa atividade de jogar tinta no papel e fazê-la chegar a vários recantos do país.

O minidoc tem uma hora de duração e fizemos todo o possível para que seja uma experiência que aproxime quem não está aqui conosco de nossa atividade diária. Se possível, deixe nos comentários sua opinião sobre vídeo. Valeu!

Agradecimentos Rede de Apoio – Janeiro de 2020

Uma saudação especial às novas apoiadoras do projeto:

  • Camila Silva
  • Lucas Soares
  • Jadson Stevan Souza da Silva
  • Mayumi Horibe

Nosso carinho aos apoios de:

  • Viviane Kelly Silva
  • Enguia
  • Guapo
  • Willian Aust
  • Anna Karina 
  • Andrei Cerentini
  • Daniela de Souza Pritsch
  • Contribuições anônimas

Nossa capacidade de seguir navegando depende diretamente do apoio dessas pessoas. É através dessas contribuições que conseguimos enviar materiais para bibliotecas comunitárias, coletivos, movimentos sociais, pesquisadoras e singularidades em todo o território deste imenso país. Os recursos arrecadados também são utilizados para cobrir despesas de correios (aproximadamente 800 reais por mês), colaboração nas taxas de aluguel / energia elétrica / internet (em torno de 800 reais por mês) e também para a manutenção dos equipamentos de impressão, afiação e lubrificação dos equipamentos de corte (duas guilhotinas e três tesouras), manutenção e hospedagem do site, contratação de serviços de rastreamento / acompanhamento por e-mail de encomendas, serviço de caixa postal, aquisição de papel de impressão / papel de capas / tintas / cabeçotes de impressão / caixas de manutenção e outras tantas despesas e investimentos mensais.

Ainda estamos distantes do horizonte de uma independência financeira que nos possibilite parar de vender os livros na loja e poder simplesmente fazer somente os livros e zines que são enviados gratuitamente. Por isso, a sua participação com qualquer valor a partir de cinco reais nos ajuda muito. Indicar nossa editora para outras pessoas também é uma forma de ajudar nosso projeto: mesmo que suas amizades não assinem nossa rede de apoio ou façam compras pontuais em nossa lojinha, ampliar as pontas de contato já ajuda bastante.

Mais do que um pedido, este também é um desabafo, pois nesses dias pudemos perceber que para seguir adiante também teremos que compartilhar um pouquinho de nossos problemas, frustrações e preocupações com o futuro.

Forte abraço,
Editores

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2020: coloque a editora do seu movimento/coletivo para navegar

Desde 2012, a Editora Monstro dos Mares vem passando por profundas modificações. Quem acompanha nosso bonde pode perceber que algumas técnicas e o volume de impressão mudaram bastante, mas que a natureza de nossa atividade segue exatamente a mesma: publicar os modos de pensar e as práticas que formam os movimentos de luta social de nosso tempo. Entendemos que existe uma diversidade de ideias que constituem aquilo que pode se definir como “luta social”. Não temos interesse em definições rígidas, pois compreendemos que vivemos em um mundo em constante mudança, no qual pessoas transformam e se transformam de forma ininterrupta. É simples imaginar que práticas de luta e resistência, bem como teorias e epistemologias que questionam o poder, o Estado e o estado de coisas, também estão em movimento. Um livro aberto nunca será estático.

Somos monas, minas e manos agindo para destruir hierarquias, a centralização do poder e a coerção em todas as suas expressões. Nosso posicionamento político-editorial está amarrado às necessidades de quem sofre cotidianamente com as formas de exclusão e precarização da vida. Nos alinhamos aos desejos e estudos de quem se identifica com o questionamento do que está posto e busca, através da autonomia e da solidariedade, a construção de significados para compreender o nosso tempo e lutar contra todas as formas de opressão, por mais subjetivas que pareçam à primeira vista. Essa proposta não impede que as pessoas que integram nosso bonde editorial mantenham seus posicionamentos individuais, sejam filiadas a organizações, etc. Cada pessoa faz sua correria, movimentação de base, atuação em grupos, coletivos e movimentos, ou mesmo seja alguém que utiliza o espaço de produção acadêmica e de pesquisa para contribuir com questionamentos e ideias para compor nosso catálogo de publicações e materiais que escolhemos distribuir.

Editoras são necessárias. Por isso, no ano de 2020 a Monstro dos Mares, além de seguir com seu projeto de divulgação acadêmica anárquica, vai mobilizar seus esforços para ampliar a quantidade de novas editoras. Para cumprir esse objetivo, compartilharemos conhecimentos e aprendizados de métodos de produção e tudo aquilo que estamos aprendendo nesses oito anos de atividade, em que nos envolvemos ainda mais em fazer e distribuir livros e zines. Quando enviamos materiais para singularidades, grupos de estudos, pesquisadoras, bibliotecas, coletivos e movimentos, colocamos em prática aquilo que nos constitui como pessoas que lutam por emancipação, liberdade, apoio mútuo, cooperação e solidariedade em todas as expressões da vida. Distribuir livros é multiplicar ações e compartilhar reflexões.

Convidamos todas as pessoas a somar em nosso propósito de transferir conhecimentos para que mais editoras possam existir, para que mais ideias possam ganhar as páginas das ruas e que mais pessoas possam aprender, instruir e compartilhar saberes e práticas anárquicas e anarquistas. Desde nossa primeira impressão nos alinhamos ao compromisso de fazer com que as palavras, a tinta no papel e a divulgação de ideias de nossas lutas possam ocupar espaço na articulação daquilo que constitui o que chamamos de luta social. Tocar uma editora é dar espaço às possibilidades.

Por um 2020 combativo: publique suas ideias!


abobrinha, baderna, enguia, R., ste, sullivan, tonho, zé.

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Manifesto da Guerrilha do Livre Acesso – Aaron Swartz

Aaron Swartz (8.11.1986 – 11.01.2013)

Informação é poder. Mas, como todo o poder, há aqueles que querem mantê-lo para si
mesmos. A herança inteira do mundo científico e cultural, publicada ao longo dos séculos em
livros e revistas, é cada vez mais digitalizada e trancada por um punhado de corporações
privadas. Quer ler os jornais apresentando os resultados mais famosos das ciências? Você vai
precisar enviar enormes quantias para editoras como a Reed Elsevier.

Há aqueles que lutam para mudar essa situação. O Movimento Livre Acesso (Open Access)
tem lutado bravamente para garantir que os cientistas não assinem seus direitos autorais por
aí, mas, em vez disso, assegura que seu trabalho é publicado na internet, sob termos que
permitem o acesso a qualquer um. Mas, mesmo nos melhores cenários, o trabalho deles só
será aplicado a coisas publicadas no futuro. Tudo até agora terá sido perdido.

Esse é um preço muito alto a pagar. Obrigar pesquisadores a pagar para ler o trabalho dos
seus colegas? Digitalizar bibliotecas inteiras mas apenas permitindo que o pessoal da Google
possa lê-las? Fornecer artigos científicos para aqueles em universidades de elite do Primeiro
Mundo, mas não para as crianças no Sul Global? Isso é escandaloso e inaceitável.

“Eu concordo”, muitos dizem, “mas o que podemos fazer? As empresas que detêm direitos
autorais fazem uma enorme quantidade de dinheiro com a cobrança pelo acesso, e é
perfeitamente legal – não há nada que possamos fazer para detê-los.” Mas há algo que
podemos, algo que já está sendo feito: podemos contra-atacar.

Aqueles com acesso a esses recursos – estudantes, bibliotecários, cientistas – a vocês foi dado
um privilégio. Vocês começam a se alimentar nesse banquete de conhecimento, enquanto o
resto do mundo está bloqueado. Mas vocês não precisam – na verdade, moralmente, não
podem – manter este privilégio para vocês mesmos. Vocês têm o dever de compartilhar isso
com o mundo. E vocês têm que negociar senhas com colegas, preencher pedidos de
download para amigos.

Enquanto isso, aqueles que foram bloqueados não estão em pé de braços cruzados. Vocês vêm se esgueirando através de buracos e escalado cercas, libertando as informações
trancadas pelos editores e compartilhando-as com seus amigos.

Mas toda essa ação se passa no escuro, num escondido subsolo. É chamada de roubo ou
pirataria, como se compartilhar uma riqueza de conhecimentos fosse o equivalente moral a
saquear um navio e assassinar sua tripulação. Mas compartilhar não é imoral – é um
imperativo moral. Apenas aqueles cegos pela ganância iriam se negar a deixar um amigo fazer
uma cópia.

Grandes corporações, é claro, estão cegas pela ganância. As leis sob as quais elas operam
exigem isso – seus acionistas iriam se revoltar por qualquer coisinha. E os políticos que eles
têm comprado por trás aprovam leis dando-lhes o poder exclusivo de decidir quem pode fazer
cópias.

Não há justiça em seguir leis injustas. É hora de vir para a luz e, na grande tradição da
desobediência civil, declarar nossa oposição a esse roubo privado da cultura pública.

Precisamos levar informação, onde quer que ela esteja armazenada, fazer nossas cópias e
compartilhá-la com o mundo. Precisamos levar material que está protegido por direitos autorais
e adicioná-lo ao arquivo. Precisamos comprar bancos de dados secretos e colocá-los na Web.
Precisamos baixar revistas científicas e subi-las para redes de compartilhamento de arquivos.
Precisamos lutar pela Guerilha Open Access.

Se somarmos muitos de nós, não vamos apenas enviar uma forte mensagem de oposição à
privatização do conhecimento – vamos transformar essa privatização em algo do passado.
Você vai se juntar a nós?

Aaron Swartz
Julho de 2008, Eremo. Itália.

Traduzido por Mídia Pirata em 16/02/2014, disponível na Internet Archive.
Revisado por abobrinha em 04/01/2020.


Assista ao documentário O Menino da Internet: A História de Aaron Swartz gratuitamente no Libreflix: https://libreflix.org/i/the-internets-own-boy.

Ano: 2014
Duração: 105 minutos
Direção: Brian Knappenberger

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Numerologia do ano de 2019 🧮

Acabou! Foi um ano louco, não é mesmo? Mas sobrevivemos e seguimos em frente. Em 2019 tivemos uma produção intensa, enviamos livros e zines para todos os estados do país e isso nos enche de felicidade! Neste novo ano, seguimos realizando o registro e documentação da quantidade de impressões que fazemos e adicionando informações que são relevantes para compreendermos nossos processos, evolução e história. Pode ser que todos esses números não sejam assim tão importantes pra você, mas acreditamos que eles são fundamentais para as pessoas que apoiam nossa atividade e acompanham nosso projeto editorial.

Os números de um ano inteiro nos dão a certeza de afirmar que a cada quatro livros e zines impressos, um será distribuído gratuitamente para uma amizade, um coletivo, biblioteca comunitária, espaço cultural ou para pessoas que estão em nossa banquinha em eventos, interessadas em saber mais sobre os títulos que publicamos e as ideias que fazemos circular. Ter a certeza de que um quarto (1/4), mais ou menos, de toda a nossa produção vai parar nas mãos de pessoas que estão interessadas em descobrir ou aprofundar saberes e práticas anárquicas, anarquistas e de epistemologias dissidentes nos faz seguir firme nos propósitos da editora em continuar existindo, colocando cada vez mais tinta no papel.

Em 2019 também esticamos os braços para aprender sobre como podemos fazer um pouco mais e fazer diferente em nossos livros e zines. Também fizemos testes e aprendizados em torno de nossa autonomia. Em Janeiro começamos alguns estudos sobre energia solar e no mês de outubro nos sentimos seguros em adotá-la integralmente em nossa produção. Hoje, todos os nossos livros e zines, computador e impressoras utilizam a energia que vem do sol para carregar a bateria e fornecer a energia necessária para a operação dos equipamentos. Também decidimos experimentar e adaptar métodos de encadernação e encontramos um modo de fazer livros mais grossos que é capaz de entrar em nossas rotinas e meios de produção.

Nós estivemos em menos eventos do que gostaríamos, mas caixas e caixas com nossos livros estiveram em diversos lugares e queremos que isso permaneça, que você possa encontrar nossos materiais sendo distribuídos em diversos recantos do Brasil. Isso fortalece nossa atividade editorial e permite que pessoas e coletivos possam obter recursos para fortalecer seus espaços de atuação e agitação. Contamos com o interesse das amizades para fazer com que mais caixas se movimentem de mão em mão, de busão, transportadora, correios. Que os meios de transporte não sejam impedimento para difusão de ideias.

Os números de 2019 também servem como um convite para que quem acredita em nossa atividade editorial possa confiar um valor mensal em nossa rede apoio. Utilizamos esses recursos para manter nosso espaço de produção, dar manutenção nos equipamentos, conquistar recursos para trazer caixas de papel e tinta que são utilizadas na distribuição gratuita, bem como nos eventuais custos de correios para envios. A partir da contribuição de R$ 5 mensais, a Rede de Apoio fortalece nossa atividade e faz com que possamos seguir existindo até o dia em que não será mais necessário vender os livros, que teremos dispositivos de solidariedade suficientes para manter as atividades, a subsitência das pessoas que colaboram no projeto e a produção de mais e novos materiais.

Números de 2019

  • Impressões de 2019: 215.793
  • Livros impressos: 2.452
  • Livros distribuição gratuita: 665
  • Zines impressos: 5.661
  • Zines distribuição gratuita: 1.399
  • Kw gerados e consumidos com energia solar: 16.6Kw
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Conferência Kropotkin 2021: chamada de artigos

https://kropotkin2021.com

Peter Kropotkin 1921-2021 – International Conference/Conferencia Internacional, Universidade de São Paulo (USP), Brazil, 19-23/7/2021

As ideias de Kropotkin sobre ajuda mútua continuam a desafiar noções capitalistas e neoliberais atuais de competição e podem servir para contestar o Malthusianismo presente nas ciências sociais e do desenvolvimento, especialmente no que é chamado hoje de “Sul Global”. A noção de ciência de Kropotkin como sendo sinônimo de pensamento ético, experimentação criativa e questionamento sem limites ainda afrontam manifestações correntes de fanatismo religioso e obscurantismo por todo o mundo, incluindo o retorno do criacionismo. As ideias de Kropotkin sobre federalismo e decentralização ainda fomentam debates sobre a inter-relação entre economia e política, sociedade, cultura e território, e questões ambientais em diferentes níveis. Seu internacionalismo, mesmo que controverso, tem lições para todas/os aquelas/es que lutam contra as paredes e fronteiras que são (re)construídas cada vez mais no mundo, e pelo cultivo da solidariedade internacionalizada entre todas/os as/os oprimidas/os. O anticolonialismo de Kropotkin está entre as primeiras tentativas de incluir espaços e identidades em todas as lutas por justiça social, agora estimulando ideias sobre o “giro espacial” em movimentos sociais na América Latina e outros. Os esforços de Kropotkin em prol do desenvolvimento de novos conceitos e estruturas de pensamento em torno de seu conceito de ética para apoiar a organização anarquista produziram um ferramental teórico rico para a crítica nunca pararam de inspirar noções globais de solidariedade e afinidade. Em colaboração com Elisée Reclus e círculos de geógrafos anarquistas do século dezenove, Kropotkin estabeleceu princípios de geografia social e para o ensino de geografia que ainda inspiram tendências críticas e radicais na disciplina.

Primeira chamada de artigos

Pëtr Alekseevich Kropotkin (1842-1921) foi, sem dúvida, uma das mais importantes figuras na história global do anarquismo e dos princípios do socialismo. Os escritos e atividades de Kropotkin contribuíram para a formação de teorias internacionais e práticas anarco-comunistas, exercendo influência definitiva no pensamento anarquista e crítico que se mantém relevante até hoje.

Sendo um excepcional pensador e escritor, Kropotkin também é um sujeito exemplar para as histórias transnacionais de ativismo cosmopolita e multilíngue e para a análise do socialismo Europeu e internacional. Ele estabeleceu alguns dos artigos anarquistas mais influentes dos séculos dezenove e vinte, mantendo correspondência com uma grande rede de ativistas socialistas, e estava constantemente envolvido em atividade política, especialmente na Rússia, França e Reino Unido. Kropotkin era um crítico persistente e vocal do Czarismo e um igualmente veemente crítico do Marxismo.

O centenário de Kropotkin é ocasião para redescobrirmos uma excepcional figura que pode interessar e inspirar geógrafas/os, historiadoras/es, filósofas/os, antropólogas/os, sociólogas/os, economistas, cientistas sociais e outras/os estudiosas/os, assim como ativistas e públicos variados. Kropotkin pode nos ajudar a repensar os limites disciplinares das ciências sociais e naturais e das humanidades e o papel social transformador da análise crítica. Nós saudamos intervenções na vida e trabalhos de Kropotkin e em sua recepção, assim como contribuições que se inspiram no anarquismo de Kropotkin. Reconhecendo que a história do anarquismo, tal como a história de qualquer disciplina intelectual, não é limitada ao estudo dos “grandes homens” (ou “grandes mulheres”) da história, nós acolhemos intervenções que exploram redes mais abrangentes, circulação de ideias e espaços e contextos dos quais Kropotkin fazia parte. Nós convidamos especialmente contribuições sobre (mas não limitadas a):

  • A história e teoria do anarquismo, com especial referência a temas abordados por Kropotkin (ajuda mútua, descentralização, justiça social e trabalho manual, Revolução Francesa, ética, pedagogia, prisões…);
  • Acadêmicas/os e ativistas familiarizadas/os com Kropotkin ou envolvidas/os com a manutenção de seu legado;
  • História global e transnacionalismo, com especial referência a experiências de ativismo radical;
  • Filosofia e história da geografia (e da ciência em geral), com especial referência a tendências críticas iniciais;
  • Decolonialidade, feminismo, gênero e estudos críticos de raça, com especial referência a suas relações com a tradição anarquista;
  • Ajuda mútua, evolucionismo. Malthusianismo e suas críticas;
  • Filosofia da natureza, determinismo ambiental e suas críticas;
  • Ciência, religião e suas críticas;
  • Recepção do anarco-comunismo de Kropotkin na América Latina e mais amplamente no “Sul Global”;
  • Pesquisa anarquista e radical atual em todas as disciplinas acadêmicas (humanidades, ciências sociais, ciências naturais…)
  • Anarquismo e alternativas sociais radicais hoje.

Formato

Queremos evitar o formato de conferências clássicas, com “grandes nomes” fazendo discursos essenciais, acadêmicas/os em início ou meio de carreira organizando sessões e alunas/os apresentando artigos e pôsteres. Nesta conferência, todas as sessões serão em forma de plenária, (sem sessões paralelas, portanto), para que quem esteja apresentando possa se dirigir à audiência e todas as pessoas possam se ouvir.

Idiomas

As línguas utilizadas serão Português, Inglês, Espanhol e Francês. Convidamos todas/os que forem se apresentar a fornecer uma apresentação de slides em uma segunda língua. Nós organizaremos voluntárias/os para oferecer tradução solidária em grupos durante as apresentações.

Submissão de resumos

Por favor, submeta sua proposta (250-500 palavras) até 31 de Maio de 2020 para kropotkin19212021@gmail.com. No aceite, você receberá informações sobre inscrição, possibilidades de acomodação, etc.

Algumas bolsas de viagem estão disponíveis para participantes que não contem com outros fundos para financiar sua viagem: como elas são em número limitado, não podemos garantir que todas/os as/os candidatas/os as recebam; então, se você quer se candidatar a financiamento de viagem por favor o especifique quando enviar seu resumo e envie detalhes dos motivos pelos quais necessita dessa ajuda.

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Onde encontrar: Livraria Vertov, Curitiba, PR.

Quem mora em Curitiba, região ou visita a capital paranaense com certa frequência, conhece ou muito certamente já ouviu falar na Livraria Vertov, o espaço cultural e livraria da Socorro e do Erich. Nesse lugar bacana acontecem muitos cursos, rodas de conversa e encontros, e é onde você pode encontrar livros e zines da Monstro dos Mares, dentre outras tantas editoras com temas da área de humanas.

Visite a livraria:

Livraria Vertov
Rua Visconde do Rio Branco, 835, sala 02 (sobreloja)
Mercês
Curitiba – PR
80410-001

https://www.facebook.com/livrariavertov/
https://instagram.com/vertovlivraria

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Agradecimentos às contribuições na Rede de Apoio em Novembro e Dezembro de 2019.

Novembro foi uma correria! Estivemos na Feira Anarquista de SP e isso atrasou um pouco o envio das recompensas do mês de Novembro. Mas quem apoiou vai receber um presentão: o livro “O curto verão da anarquia”, edição de uso didático artesanal e um toyart Jubarti confeccionado por nossa amiga Milene Fernanda Pedro, do Milene Artes Ateliê.

Queremos agradecer as contribuições neste ano de 2019. Com esse apoio, conseguimos enviar muito material gratuito para vários recantos do Brasil, fortalecer a aquisição de novos equipamentos da editora, garantir nossa presença em eventos em outras cidades e a revisão/manutenção do site, caixa postal, afiação das guilhotinas, tinta e papel. Obrigado mesmo! Sem essas colaborações, esse projeto editorial não seria possível. Sigamos juntos em 2020.

Agradecimentos:

  • Rogerio Veiga Rodrigues
  • Luiz Alberto Barreto Leite
  • Daniela de Souza Pritsch
  • Viviane Kelly Silva
  • Enguia
  • Willian Aust
  • Anna Karina
  • Andrei Cerentini
  • Paulo Oliveira
  • Guapo Magon
  • Contribuições anônimas

Ei pirata! 🏴‍☠️
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